terça-feira, abril 18, 2006

6 HORAS DE GRÂNDOLA


Resistência BTT - 6 Horas de Grândola

Percurso: 9
Marcação: 10
Abastecimentos: 9
Assistência: 9
Dificuldade Física: 8
Dificuldade Técnica: 7
Extras: 8
Preço/Qualidade: 8
GERAL: 9

Epá, esta prova é daquelas que eu digo sempre que para o ano lá estarei! É que é difícil encontrar uma falha em tudo o que a envolve. Só mesmo se for para dizer mal por dizer... bem... por acaso, parece que na parte das classificações, apesar de não poder ter assistido à entrega de prémios, existiram algumas falhas com os chips, tendo atletas ficado com voltas a menos, mas tirando este pormenor, foi mais um dia glorioso de btt a que o pessoal do Rodas Clube já nos habituou... Voçês elevam o btt, e depois o pessoal habitua-se...é a vida!

Quanto ao relato da prova em si, este começa com umas massas na noite anterior (MASSA TRICOLOR + CAMARÕES DE MOÇAMBIQUE 1/2 (pareciam vitelinhos) + PIMENTOS + COGUMELOS FRESCOS DO BOSQUE + FIAMBRE FINISSIMOS, isto tudo regado com o mais virgem AZEITE DO CONVENTO DAS FREIRAS ALGEMADAS com 0,000021% de acidez), massas estas que ainda sobraram para o dia seguinte, e que foram consumidas na estação de serviço de Alcaçer do Sal. Tavam tão boas as massinhas...

Isto tudo para dizer que hidratos não me faltavam, e vontade de ir à casa de banho ainda menos... O que me faz saltar imediatamente para depois do excelente check in das bikes, onde num ataque intestinal colectivo, a equipa dos HBT, resolve tomar de assalto a casa de banho dos homens, e uma cabine das mulheres... É que apesar de sermos todos homens, há um de MIM que é mais esperto e safou-se ao ensaio geral do fogo de artifício do Funchal na casa de banho ao lado! Até o Brandinho, que pesa 749 kg teve dificuldade em sobreviver ao "nevoeiro" que ali se abateu. Xernóbil ao pé de Grândola pareceu uma fugazinha de gás...

Findo este triste episódio foi altura de rumar ao local de partida das 6 horas, que este ano foi alterado para mais perto da estrada de alcatrão o que se verificou ser mais uma opção acertada. Este ano em vez da ponte Cavalo/Égua, tinhamos à disposição uma ponte escoteira a fazer lembrar os filmes do Indiana Jónes mas mais rente ao chão... um must!

Preparadas as máquinas, os abastecimentos (alguns com precisão farmacêutica, não é Sr. Prof. Dário?), e as indicações à assistência pessoal da equipa, composta pelas famílias do Sr. President (mulher e filha), do Carlão (mulher) e do Dom Rodrigo (namoradas e amigos), que nalguns casos chegaram a livros de 300 páginas com índice e tudo (não é Sr. Prof. Dário?), fomos então colocar as bikes no já completamente cheio parque fechado...

A minha bike ficou estrategicamente colocada ao calhas (já vem da minha larga experiência de 2 meses em provas de triatlo), e lá fui ter com a restante equipa para ouvir o briphing do Sr. President...do Rodas Clube! Algures no meio, ainda se ouvio o speaker a dizer que o briphing que já tinha começado, ia começar, belo!?

Tudo a postos... PUM!!! Não... ainda não era o tiro de partida... foi apenas alguém que atirou para a atmosfera o mais sonoro dos peidos que os meus simétricos ouvidos alguma vez registaram... aqui entre nós só pode ter sido o NOGAT!

Agora sim, PUM!!!! Tudo a correr para a frente, e depois para trás levando os que vinham para a frente no bico e vice-versa. Deve ter sido bonito visto de fora... tipo um formigueiro quando se cospe lá para cima!

Pelas fotos que já vi, quando passei a meta, haviam cerca de 4 pessoas atrás de mim, o que sugeria que iria fazer uma prova ao meu estilo... de trás para a retaguarda! Ainda passei alguns turistas no início, mas assim que começou a subir a cerca de 1km da meta... eu que vou sempre na talega, fui tirando mudanças atrás, até que o desviador e corrente ficaram tão esticados que já nem os conseguia tirar com as mãos, tendo que parar, tirar o travão e a roda traseira, colocar a corrente no sítio e voltar a montar. Fiz isto nas 3 primeiras voltas, depois começei a pensar se não seria melhor utilizar os outros pratos, e já não tive mais problemas até final...

Mas durante esta primeira volta, e apesar deste precalço, apanho com a maior das facilidades os colegas Brandinho, e JESUS, que nos seus ritmos de 3ª idade faziam a longa subida a passo de caracol. O Dom Rodrigo entretanto também estava com problemas de transmissão e ainda foi ali "a estalar" durante um bocado. Assim que resolveu os problemas, passou por mim e foi brincar às corridas lá mais para a frente.

O percurso deste ano era diferente, em parte, do do ano passado e quanto a mim até foi mais fixe! Para mim era dividido desta forma:

  • Zona da Meta (ponte + público)
  • Sobe e Desce ligeiro (para aquecer)
  • Longa subida (para diferenciar)
  • Single Track no precipício (mágico)
  • Descida (separava os Ricardos dos Outros)
  • Longo duplo single track (para os roladores)

Em 13km não se podia pedir mais! Só tenho pena que não existam as 600 horas de Grândola...

No final da primeira volta pelo que me informaram, a equipa estava assim distribuída:

NOGAT > Sr. Prof. Dário > President > Dom Rodrigo > "O Míto" > Carlão > Brandinho > Zé das Peras e o JESUS nas 3 horas

Quando vou a terminar a 2ª volta vejo o Carlão já vestido... e começo a pensar que se calhar estaria a fazer um ritmo demasiado rápido pois já estava a começar a ter alucinações... "Então pá? Que é que tás a fazer vestido? Não vez que assim te vais sujar todo??" ... mas afinal depois de várias quedas e problemas mecânicos, o Brasileiro Voador decidiu fechar a loja, antes que partisse mais qualquer coisa. É que a aeróbica é muita mas a técnica ainda está a crescer, pelo que descidas e lama ainda são um inimigo feroz... mas depois foi exemplar no olear da minha corrente... treino é treino!

Quando vou a terminar a 3ª volta, tá o Dom Rodrigo, desequipado, junto ao Carlão, e eu "MAU!!! Mas que é isto e tal???" Então quando é que me vai tocar a mim esta coisa de encostar às boxes??

Ao que parece, o Dom teria ficado sem travões, teve 2 furos, e sabe-se lá mais o quê... é por essas e por outras que eu prefiro V-Brake... ao menos o ferro ainda faz algum atrito lá no aro...

As 4ª e 5ª voltas terão sido por ventura as minhas mais rápidos, pelo menos assim o pareceu, já que para além de n ter tido problemas mecânicos, passei a descer tudo montado, ao contrário das voltas anteriores onde apanhei sempre molhada na zona do despiste. Mas o chip o dirá, caso hajam tempos por volta...

Na 5ª volta ainda apanho o Zé das Peras fresquinho fresquinho, com um sorriso nos lábios, como se tivesse começado à 1 hora atrás. Ó Zé , fizeste mais do que 1 volta??

Coisa nunca antes vista foi a 1ª cãimbra aparecer apenas passadas 5 horas de prova, o que se deveu concerteza às massas, bananas e abundante comida durante a prova (incluíndo a KÍXE da mãe do Carlão, que só de me lembrar até se me arrepiam os pelos do braço). Na última volta, fui portanto atacado por uma cãimbra de grau 6 na minha escala de 10, e que me obrigou a um momento ZEN nas pastagens próximas da zona da meta... 5 minutinhos em sintonia com os passarinhos e alguns alongamentos, foram suficientes para fazer o restante percurso sem precalços de maior...

Ainda fui apanhado pela Catarina Canha na subia longa, mas no final da subida senti-me bem e avancei.

Cheguei estranhamente fresco, face ao treino que NÃO tenho tido. Isto de não treinar é que dá resultados...

No final a equipa ficou ordenada da seguinte forma:

1º NOGAT

2 º Sr. Prof. Dário

3º "O MITO" - fresco como um cogumelo

4º El President

5º Brandinho (0 - 3 no campeonato interpessoal)

6º Zé das Peras - quase tão fresco como eu...

7º Dom Rodrigo (3 voltas)

8º Carlão (2 voltas)

...

1º Jesus (nas 3 horas)

Resumindo, foi um dia muito bem passado, e em que me diverti nos trilhos como há muito não o fazia...

NOTA ESPECIAL: Não façam a prova no fim-de-semana da Páscoa!!!

OUTRA NOTA ESPECIAL:

Parabéns ao Nuno Amaral e sua equipa por já hoje (Terça-feira) terem a reportagem "nas bancas"... Isto é que é pessoal com resistência acima da média!

segunda-feira, abril 10, 2006

X DUATLO DAS LEZÍRIAS

10º Duatlo das Lezírias

Percurso: 7
Marcação: 10
Abastecimentos: --
Assistência: --
Dificuldade Física: 8
Dificuldade Técnica: 0
Extras: 7
Preço/Qualidade: 7

GERAL: 8


À terceira foi de vez...

Estava para ir a esta prova desde 1785, ainda a organização da prova andava a cavalo. Mas em 2004 é que resolvi mesmo ir. Nesse ano estava a chover, e como não queria causar má impressão ao público feminino (aquilo à chuva encolhe mesmo), deixei para o ano seguinte.

Em 2005, estava um sol do cacete, mas eu estava tão molhado como se estivesse em 2004. Ardia em febre e suores frios e voltei a ter que adiadar a estreia no mítico Duatlo das Lezírias. Mítico por quê??, perguntam vocês. Sei lá!!! Agora tenho que saber tudo queres ver...!!!

Já estamos no ano de 2006 e o sol brilha como o sol.
Desta vez, nem chuva, nem febres, suores frios, nem euromilhões nem nada. Tudo indicava que poderia finalmente participar na prova.

E assim foi. Eram 9 horas quando lá cheguei, e ás 10 e tal chega o meu arquirival Brandinho, acompanhado de sua dama e do Zé "Carris" (motorista encartado). A única coisa para que um Brandinho serve, é para desapertar pedais que mais ninguém consegue desapertar...

Frases como "Com esta chave nunca lá vais...", ou "Mas porque é que soldaste esta merda?!?" ecoaram no recinto, e rapidamente deixaram de fazer sentido quando a mãozinha do Brandinho fez uma leve pressão e... desapertou o pedal como se estivesse a desenroscar uma tampa de manteiga num frasco de vaselina! Tive eu até às duas da manhã em cima da chave de bocas com os 2 pés e o puto ao colo!!!

Desfa forma, consegui ter os 2 pedais de plataforma instalados e salvaguardar males maiores para o segmento de ciclismo.

Já com a bike no parque de transição, fui fazer o meu aquecimento/derretimento primeiro com o Tintim (conhecido do ginásio da expo) e depois com o Brandinho e o Zé Carris.

Aproximava-se muito rapidamente a hora da partida e era altura de nos posicionarmos na meta, de forma a poder sair como gosto... para a frente!

Rodiados do que melhor há em termos de atletas de triatlo/duatlo/btt(?), lá soou a corneta que indica que são horas de ir andando. Primeiros 100m a tentar acompanhar a manada, surge a primeira curva à direita e damos início ao primeiro segmento de corrida, já em estradão de terra batida, e com muita gente a passar por mim... tudo normal portanto! Nisto vejo uma cara (e não só) conhecida - Bárbara Clemente - que faz com que este monólogo desfile na minha mente:

"Tu não fazes ideia a que velocidade tens que ir pois não?"

"Não!"

"Então e que tal se tentasses seguir ao ritmo de uma miuda que treina todos os dias e deve saber perfeitamente a que velocidade deve ir?"

"Boa! Bem jogado! Ó Bárbara, pera aíííííííí´....."

E lá fui eu então, primeiro apenas a 90% da minha pulsação e depois por aí acima. Chegamos à zona de retorno no meio da leziría, com o calor a fazer-se sentir de forma quase veraneja, e é altura de fazer o percurso inverso, e verificar quem vem onde e em que estado, se morto ou se defunto!

Uma vez que seguia atrás da primeira classificada feminina, os paparazzi não me largavam, pelo que nos 3 diários desportivos nacionais, em pelo menos 2 deles devo ser capa central. Já perto do parque de transição, vejo os primeiros a voltar para trás, e pergunto-lhes se se esqueceram de alguma coisa?!?! E porque é que eu faço esta pergunta inocente? Porque o Brandinho fez o obséquio de me enganar e dizer que era apenas uma volta!!!! Ora bem, quando eu percebo que ainda tinha que dar outra volta igual, e vou iniciar o pranto desalmado, eis se não quando entro na zona do público e tenho que atrasar o choro por mais 5 minutos. Sim, porque já é mau um gajo de licras, quanto mais um gajo de licras a chorar!!!

Os 2ºs 2,5km do primeiro segmento, são "à morte" atrás da Bárbara, quase quase a perder o rab...combóio de vista, mas sempre com o pensamento "Tenho que chegar à zona do público com a Bárbara, Tenho que chegar à zona do público com a Bárbara, porque isso me vai dar mais fotos de certeza...", e lá consegui chegar à zona de transição junto com ela e mais 2 ou 3 indivíduos masculinos de licra.

A transição é feita magistralmente, ao som do do último sucesso do Quim Barreiros, o que ajuda a um gajo se querer despachar para sair dali. Esta Federação não descura nenhum pormenor!

Consigo sair, precisamente ao mesmo tempo da Bárbara, mas monto(!) primeiro (já levo 15 anos disto... e de bicicletas 23...). Olho para trás para ver se ela se colava, mas o ritmo que impus só estava ao alcance... de mais 30 gajos, e portanto segui em frente... mais uma vez!

O segmento de ciclismo, todo ele planinho e, salvo um troço final, lisinho, foi feito sempre a recuperar posições com a ajuda de mais 3 ou 4 parceiros do pedal. Nem uma cãimbra e senti-me como peixe na água.

Passados pouco mais de 40 minutos, estávamos a chegar novamente ao parque de transição, para dar início ao último segmento de corrida. Sede era a palavra de ordem, pois tinha levado pouca água no bidon e o calor era muito.

Quase tão bem como a primeira transição, depressa me despachei das coisas e desatei a "correr". Esta corrida foi feita atrás de alguém do cartaxo e penso ter passado uma pessoa e ter sido ultrapassado por 1 ou 2, já não me lembro bem.

Sei apenas que quase não conseguia respirar, tal era a sede, e que os últimos metros foram feitos quase a planar... Mais mil metros e tinha que ir às boxes.

Resultado: 55º da geral com 1h12'58'' a mais de 10' do primeiro.

Apesar de tudo, penso que dificilmente com o treino que (não) tenho tido, conseguiria fazer melhor. Tudo correu bem! Principalmente o facto de deixar o coxo do Brandinho a anos luz (quase 8').

PRÓXIMAS PROVAS:

  • 15 de Abril - 6 Horas de Grândola (Resistência BTT)
  • 30 de Abril - Duatlo do Cadaval - Campeonato Nacional de Clubes



quarta-feira, março 29, 2006

MEIA-MARATONA DE LISBOA 2006

16ª Meia Maratona de Lisboa

Percurso: 7
Marcação: 9
Abastecimentos: 5
Assistência: 8
Dificuldade Física: 9
Dificuldade Técnica: 0
Extras: 7
Preço/Qualidade: 6
GERAL: 7


Domingo, 7h00


Depois de ter dormido um sono profundamente regular, levanto-me com a sensação de como se tivesse dormido uma hora a mais do que o previsto. Esta sensação dá pelo nome técnico de "Mudança para a hora de Verão". Só dei conta disso um pouco mais tarde...


Depois de ter comido os meus cereais, vesti o meu equipamento hi-tech de corrida, deixado de véspera a marinar em vaselina! (Esta é só para eu perceber). Lavei os dentes, fiz xi-xi, e fiz-me à estrada. Pera... depois do xi-xi ainda fiz o có-có, depois é que me fiz à estrada. Não há coisa pior do que correr de intestinos cheios!


Chego à Gare do Oriente à hora marcada com os meus amigos Cenoura e Oliveirinha, e cadê deles??? Pois é eles já iam uma hora adiantados, porque se lembraram que a hora tinha ido para a frente... Resultado, toda esta história passou a ser solitária desde aqui até aqui (Gare do Oriente). Mas só dei conta disso já a meio do caminho para o Pragal.


O pica veio e disse que o bilhete tinha que ser carimbado não sei onde e que só dava para não sei o quê, ao que eu lhe respondi que se fosse preciso alguma coisa, eu só tinha em minha posse, para além de um espetacular corpo, uma garrafa de água e uma barra de chocolate. Não fez nada o maricas!


Até ao Pragal o comboio foi enchendo e chegou ao destino já a deitar por fora. O pessoal todo com os bonés da EDP fez-me lembrar ida de um Infantário Gigante ao Jardim Zoológico... só faltavam as mãos dadas.


Com esta coisa da 1 hora a mais, cheguei ao pragal por volta das 9h50 e já muito em cima das 10h30 marcada como hora de partida. Aproveitando um pequeno grupo de atletas mais a sério que seguiam correndo por entre os turistas, lá me colei a eles aproveitando desta forma para fazer o aquecimento recomendado nos livros. Ia morrendo!!! Ou os gajos pensavam que a corrida começava ás 10h ou então é melhor eu começar a treinar...


Chegado ao viaduto do Pragal, não levei mais de 433 minutos a chegar lá abaixo, "dasse, tanta gente!" dizia um netinho para a sua avó.


Apesar de nas portagens haver uma divisão entre os atletas da meia e os da mini, depois das portagens juntavam-se todos outra vez?!?! Não percebi esta.


Fiz mais uns sprints teóricos de aquecimento atrás do aglomerado de gente, e devagarinho fui-me chegando à frente, ficando a uns escassos 5,73 metros da fila da frente. Tudo a postos para esta que iria ser a minha 2ª meia maratona sem qualquer tipo de treino. Nem específico, nem geral. Zero!
10h30 PUUUUMMMMM!!!


Dado o tiro de partida, resolvi seguir pela via com ar condicionado (a da grelha) uma vez que estava quase totalmente desobstruída, e os primeiros 4 km foram todos feitos entre os 3'50''/km e os 3'59''/km, o que claramente fazia de mim não só estúpido, mas velozmente estúpido para a mim preparação.


Adorei aquela publicidade no final da descida onde dizia "Solta o Queniano que há em ti", e não fosse ter que esperar por um amigo meu (o Ricardo), e tinha mesmo aproveitado aquela frase e feito abaixo da hora.


Imediatamente a seguir, na zona onde se separavam os homens das crianças, que era onde eu esperava que estivesse a bubida, não estava lá nada! E eu que ia completamente seco... Foram precisos mais 2,5km para aparecer o primeiro abastecimento, já ia tudo a praguejar que nem loucos. Um ponto a rever no futuro sem dúvida, ainda por cima num dia de muito sol e algum calor.
Chegamos à Praça do Comércio para aí com 8kms feitos, e está a dar musica Zitana para os marcianos ouvirem... ainda agora me estão a zumbir os ouvidos.


Nesta fase da ida ao Rossio, já estava clinicamente morto, mas ainda assim num chamado coma deslizante que me permitiu passar aos 10kms com o tempo oficial de 42'30'', e já novamente de volta ao carrossel Zitano.


Ao entrar na "marginal" já as minhas lebres tinham ido a Santa Apolónia, regressado e chegado para aí ao Mercado da Ribeira... (não devem ter muitas namoradas de certeza).


Passado pouco tempo passa por mim uma cara conhecida, o Tintin, que apesar de dizer que ia mal, lá me foi deixando a falar sozinho.


Pouco depois em sentido contrário passa a Vanessa Fernandes e Bruno Pais em grande estilo, passados 2 minutos apenas passa o Fernando Carmo que ainda tem tempo de cumprimentar o povão... (fez no final a sua melhor marca na distância 1h17).


Pronto passado um bocado, chegamos a retorno, depois de Santa Apolónia, e a história limita-se a um ser que foi definhando km após km... sempre com um ventinho chato de frente... e que passou aos 20km com 1h31 de prova, e num esforço final, sprintou a 5'30''/km para a meta, obtendo 1h36'40'' no final, tendo retirado, ao já espetacular anterior record, uns brutais 9' (9 minutos em português).


Ainda esperei pelo Cenoura até ás 1h55' de prova (uma vez que ele tinha feito 1h50 em Dezembro) e como não apareceu bazei! Fez 2h12' mas sempre em grande estilo!


Para o ano há mais mas espero que com treino, porque o resultado não foi bonito. Hoje (Quarta feira), ainda não ando como as pessoas normais e tenho um pé esquerdo que os médicos legistas desmaiam ao olhar para ele!


Dia 9 temos Duatlo das Lezírias!!! Espero eu...

terça-feira, março 28, 2006

NASCIMENTO DO BLOG OFICIAL DA EQUIPA DE BTT HBT - COMPETIÇÃO

Criado à dias, pelo nosso bem amado President, está agora à disposição de todo o mundo em particular e dos portugues em geral, o grandioso BLOG OFICIAL DA EQUIPA DE BTT HBT - RACING WHEELS!!!

Nele podem verificar o quão abichanados são a quase totalidade dos meus colegas de equipa, e como que a destoar, a quase inacreditável macheza do autor deste abençoado blog.

Para além deste factor de destaque, existem ainda outros assuntos menores como:
  • Constituiçao da equipa
  • Calendário competitivo
  • Resultados
  • Fotografias
  • Etc
  • e
  • Tal

Vão lá, se fazem o favor!!!

terça-feira, março 14, 2006

TELEVISÃO DE BTT

Estreia mundial do novo canal online de televisão dedicado exclusivamente ao BTT:

http://www.btt-tv.com

A todos os seus mentores e colaboradores, os meus parabéns e votos de continuação.

Patrocinadores cheguem-se à frente, que isto move multidões!

segunda-feira, março 13, 2006

MARATONA DO SOBRAL

1ª Maratona de Sobral de Monte Agraço

Uma palavra: Outra????
Duas palavras: Outra subida????
Três palavras: Outra subida destas????
....
e por aí fora!

Resumindo e já de início vou dar a classificação à organização, que a partir de agora terá sempre este formato:

  • Percurso: 7
  • Marcação: 4
  • Abastecimentos: 6
  • Assistência: 8
  • Dificuldade Física: 8
  • Dificuldade Técnica: 6
  • Extras: 7
  • Preço/Qualidade: 8
  • GERAL: 7



Não sei quantos metros de acumulado fizemos (o meu polar marcou cerca de 1800m), mas que as subidas se acotovelavam umas às outras lá isso...

O dia estava bonito, como há muito não se via, a moldura humana era impressionante, e assim que todos se fizeram à avenida principal para o início da volta de "apresentação", era vê-los às centenas e de todas as cores... mais de 20 à vontade!!

Por momentos pensei que os 60 km da maratona fossem cumpridos na integra neste circuito de "apresentação", uma vez que depois de cumprida a primeira volta ainda iniciamos a 2ª, mas... não... era mesmo só até ao cruzamento para sairmos de Sobral, sempre atrás do carro da organização e com os arrepios normais das travagens à queima roupa e das curvas uns em cima dos outros. Apesar de tudo nao vi quedas!

Uns metros mais adiante, o carro da organização entra nas boxes e as máquinas da frente desatam a acelerar pela serra acima, logo com uma subida lixada e cheia de lama para avisar os mais distraídos para o que aí vinha.

Ao lado deste single track inicial, havia um estradão bem mais fácil de "escalar", que foi imediatamente aproveitado por alminhas perdidas... espero que tenham ganho a corrida.

Houve depois mais uma subidas dignas desse nome e uma passagem engraçada por uma localidade, em que atravessavamos um estreito a alta velocidade... e que me fez lembrar os meus tempos de DownTown dos idos 1979...nessa altura ainda feito com bicicletas estáticas.

A seguir a uma subida (até parece que houve muitas subidas neste percurso, já viram...), perdi-me quando seguia atrás de uns tipos manhosos da loja R-Bikes (na OTA/Alenquer) que preferiram penalizar alguns elementos da sua equipa, para me afastar dos lugares cimeiros. Graças à brincadeira, fizemos uma descida técnica e depois tivemos que subir tudo à mão, perdendo uns bons 5 minutos e cerca de 32 posições, pois ainda vinha tudo muito junto.

A partir daí até ao final, não mais me voltaria a perder... feito quase inédito da minha parte!

De resto lembro-me que o meu colega Dario seguia a cerca de 100m de mim mesmo antes de me perder e que ficou em 7º Lugar (*resultado ainda oficioso, pois quase de certeza vão descobrir o corta-mato de 53km que o gajo fez...).

Algures no km 20 e tal, fui alcançado por mais um colega dos drunfos, o Rodrigo, que quase em estreia de maratonas fez um espectacular 14º lugar*. Nesta altura já eu ia a penar, com uma fraqueza subita e acentuada, depois de ter tomado uma pastilha de mágnésio a subir e não me ter hidratado o suficiente. Pelo menos esta é a desculpa que ando a vender ao meu cérebro.

Durante este período zombbie, quase que fui atropelado pelo Carlão. Eu ainda olhei para trás à procura do Zézé Camarinha a confundi-lo com uma das minhas ex-namoradas mas não cheguei a ver nada, mas que o gajo ia em stress lá isso ia.

Curiosamente, ainda nesta fase de parkinson, fui alcançado pelo "atleta" mais fraco da zona sul do universo (...o colega Brandinho) e mesmo assim não consegue fugir... é de facto deliciante assistir às suas fugas psicológicas! Parece que leva sempre uma âncora agarrada à roda de trás...

Ao km 33 dá-se-me a 1ª caimbra a obrigar paragem, mas por outro lado já me sinto melhor da fraqueza geral de que padecera kms antes. Aqui o colega Brandinho consegue-se afastar uns metros, durante os 5 minutos que fico deitado em cima de uma confortável rocha.

E neste merecido descanso quem aparece?? El President em pessoa, sempre a bombar! Ainda me mandou umas bocas de quando é que pagas as inscrições que me deves e não sei quê... mas devia-me estar a confundir com alguém concerteza.

Finda a paragem, meto-me ao caminho, neste momento já propositadamente em último dos 6 elementos da minha equipa (www.hbt-btt.com) que alinharam à partida. Gosto de os ver felizes o que é que eu posso fazer. Mas na zona de abastecimento antes da subida do Socorro, ainda lá estavam os meus dois últimos colegas... Eu chego e o sr. president baza... Então manda as bocas e depois não é homem para as assumir de frente?!? Assim não vale...

Esta zona de abastecimento tinha as melhores laranjas que já comi até hoje... e tenho quase 31 anos de laranjas!

Senhor criador destas lindas laranjas, faço desde já um aviso, que lhe vou fazer uma OPA ao laranjal assim que o vir distraído.

Saio praticamente junto com o caracol, e deixo-o novamente ir um bocadinho à frente só para ver o que ele valia na subida rainha... e o que é que ele vale? perguntam vocês. Sim... porque eu não preciso de perguntar pois já vi o suficiente. Não vale nada. Zero. Rien. Nicles batatóides... No duatlo da lezírias vai levar 30 minutos de avanço!

A subida foi feita em primeira e devagarinho, mas sem paragens para que as cãimbras não regressassem. Lá em cima tinha à espera como em muito outros locais durante todo o percurso, o NOGAT a recuperar do susto de brevemente ser pai, e a Srª Dona Esposa do Fugitivo Carlão. Ambos incansáveis no apoio aos seus parceiros de equipa. Obrigado.

E obrigado pelo óleo que puseram nos discos do brandinho, porque senão não tinha parceiro para o resto da viagem... uma vez que assim foi obrigado a ir a velocidades que ele ainda consegue de alguma forma controlar.

Depois disto praticamente foi a "rolar" até à subida final, onde impus o meu ritmo e dei um festival de pedal, tendo nos últimos 4 km ultrapassado para cima de 2 atletas, incluindo um arrastado Brandinho que a única coisa que conseguia acelerar naquele momento era o alcance da vista... mas não muito!

Finalizei então esta excelente maratona em 4h03' (este sim um tempo oficial, reproduzido pela rapariga da chegada) e algures entre os 50 e os 60 primeiros atletas. Obviamente vim ao Sobral numa de descontra, como se percebe pela modesta prestação.

Quanto aos resultados* dos HBT's presentes:

7º Lugar - Sr Prof. Dário

15º Lugar - D. Rodrigo

22º Lugar - Carlão Brazuca

48º Lugar - El President

55º Lugar (?!?) - O Mito

Muito para lá das suas mais óptimistas espectativas - Brandinho o Roto

Brevemente, participarei:

  • na Meia Maratona de Lisboa a 26 de Março
  • no Duatlo das Lezírias a 9 de Abril
  • nas 6 Horas de Grândola a 15 de Abril

terça-feira, janeiro 10, 2006

SWIM - REPORT

Treino 12

200m Aquecimento
200m só pernas mariposa c/ barbatanas
200m só pernas crawl c/ barbatanas
200m só pernas lado c/ barbatanas
200m só pernas costas c/ barbatanas
100m mariposa c/ barbatanas
1500m só braços c/ palas
250m (5x25 livre rápido + 25 bruços lento)
50m descansar

2900m TOTAL

sexta-feira, janeiro 06, 2006

6 HORAS DE RESISTÊNCIA DE BELAS

AMIGOZZZZZ

Aí está elaaaaaaa... a minha 1ª prova de 2006!

Para já estou a encara-la como um treino mais a sério de resistência. Caso consiga pedalar alguma coisa de jeito até lá, passa de treino mais a sério para prova mais a brincar...

Será no dia 12 de Fevereiro, onde?... em Belas precisamente!

Em princípio irei juntamente com mais alguns parceiros de equipa (HBT), vamos ver quantos, mas atendendo que é aqui ao lado pode ser que a gente dê nas vistas!

SWIM - REPORT

Treino 11

300m aquecimento
300m pernas mariposa c/ barbatanas
100m pernas c/ barbatanas
200m pernas lado c/ barbatanas
200m pernas costas c/barbatanas
1000m só braços c/ palas
100m bruços
300m (6 x "25 rápido + 25 lento")
100m descansar

2600m TOTAL

quarta-feira, janeiro 04, 2006

DE VOLTA AO LÍQUIDO...

Ano novo... tudo na mesma!!!

Apesar de ter conseguido fazer uma corridita de 30 minutos no primeiro dia do ano, que me deixou convencido que seria talvez melhor dedicar-me ao automobilismo, só no dia 4, hoje, consegui novamente fazer mais qualquer coisa.

Nota: Já tenho cartão de utente na piscina do EUL.

Hoje lá voltei, após loooonga pausa, à água e que bem que soube... acabar com o sofrimento e sair de dentro da piscina ao fim de 40 penosos minutos... tou mesmo na ressaca!

Sexta feira a ver se lá volto.

Já tenho uma prova na mira... a meia da ponte Vasco da Gama!
Siga.


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segunda-feira, dezembro 05, 2005

XX MEIA-MARATONA DE LISBOA

Esta foi a minha 2ª experiencia na distância, e a que encarei com (ainda) menos preparação.

Sem correr desde meados de Outubro, o objectivo de apenas completar a distância não se imaginava assim tão fácil, pelo que encarei a distância com o respeito devido.

Participei na companhia de mais 2 amigos de trabalho, e com eles acordei que iriamos juntos ( pelo menos no princípio ) , até porque tinham mais experiência recente na distância e saberiam impor o ritmo certo, e ao mesmo tempo resfriar a minha sempre presente alma competitiva que tantas vezes por terra deitou as minhas mais avançadas tácticas de jogo :)

Até ao km 10, penso que o ritmo terá andado entre os 5'30''/km e os 6'00'', passando nessa marca com o tempo de mais ou menos 54'. A partir daí aumentamos ligeiramente o ritmo, talvez para os 5'10''/km e um dos colegas ficou para trás para não forçar demasiado a constipação recente...

Aos 12km, voltamos a acelerar um pouco o ritmo agora para perto dos 4'50''/km e passados alguns metros o outro parceiro fica começa a ficar um pouco para trás. Devido a me ter poupado com eles no início, cheguei a esta altura com algum à vontade nas pernas, pelo que uma vez que estava sozinho resolvi acelerar um pouco (4'40''/km) até aos 16km onde se inicia a subida da Almirante Reis, e aí resolvo subir atrás de uma mulher que levava o ritmo semelhante ao meu e que ainda assim estava a passar lentamente alguns participantes. Chegados lá a cima, viemos por ali abaixo "largados" (4'00''), mas a sofrer bastante nas minha mais de 180ppm.

Acabada a descida, faltaria cerca de 1 km que foi cumprido em 4'30'' mas já com muitas dificuldades de caixa e pernas, terminando ao sprint (interior) com as minhas 197ppm...

Hoje, um dia depois, tou que nem posso!

Terminei em 591 da geral (terminaram pouco mais de 1000) com 1h49'55'' com a média de 5'15''/km, mais coisa menos coisa. A 1ª meia-maratona, que realizei, também foi a de lisboa mas em 2003, tendo realizado dessa vez 2h04'48. Tirei pois, 14'53'' ao meu anterior "record" :)

Mas fica aqui escrito que vou começar a treinar novamente. Nada como uma boa prova para nos motivar ;)

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quarta-feira, novembro 30, 2005

RENASCIMENTO

29 de Novembro de 2005, dia em que terminei o meu maior período de inactividade dos últimos 20 anos... é que nem um joguinho de xadrez.

E o que é que foi feito?

25 minutos de corrida, umas vezes mais rápida outras mais em trote, que me fizeram acordar com aquele peso nas pernas de que já sentia saudades.

Amanhã, vou fazer 150km de estrada (bike) e no domingo a meia maratona de Lisboa.

Vamos a isso que é festa...

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terça-feira, novembro 22, 2005

TÁ AÍ ALGUÉM-GUÉM-GUÉM-GUÉM-GUÉM

Olá a todos!

Eu sou o Ricardo. Precisamente o gajo que criou este blog. Tenho andado fora. Fora de forma.

Mas agora.... ahahah... agora.... meus amigos eu vim para prepar o corpo e alma para a mais dura batalha dos universos todos e mais aquele que está escondido atrás de saturno (que é grande cumó caraças)...

Eu fiz esta paragem de mais de 3 semanas devido a graves problemas... perdi os calções da natação e desmoralizei... é dificil aguentar um desaire destes.

Mas com a minha rijeza psicológica recuperei num piscar de olhos, comprei um novo fato de banho em tons de azul e aqui estou eu pronto para a guerra!

Amanhã se não estiver com sono começo a nadar! E quem sabe no fim-de-semana vá da uma corridinha à expo com o meu puto de 2,6 anos.

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quinta-feira, outubro 27, 2005

SWIM - REPORT

Treino 9

300m aquecimento
1000m só braços c/ palas e cena no meio das pernas
500m c/ palas
200m mariposa
400m livres
100m descansar

2500m TOTAL

quinta-feira, outubro 20, 2005

SWIM - REPORT

Treino 8

200m aquecimento
1500m só braços c/ palas
1000m livres
200m relax

2900m TOTAL

sexta-feira, outubro 07, 2005

SWIM - REPORT

Treino 7

1000m aquecimento
200m pernas mariposa (c/barbatanas)
100m pernas lado (25 E + 25 D...) (c/barbatanas)
100m pernas costas (c/barbatanas)
200m livres (c/barbatanas)
1000m só braços (c/palas)
400m (2 x 200m livres)
100m livres LAN
100m descansar

3200m TOTAL

quinta-feira, outubro 06, 2005

SWIM - REPORT

Treino 6

400m aquecimento
200m pernas mariposa c/ barbatanas
100m pernas lado (25m E,25m D,...) c/ barbatanas
100m pernas costas c/ barbatanas
200m livres c/ barbatanas
400m livres com pás
100m lento
100m (2 x 50 LAN)
500m livres progressivo
100m livre
100m descansar

2300m TOTAL

sexta-feira, setembro 30, 2005

SWIM - REPORT

Treino 5

Era para ser ontem (quinta-feira) mas adormeci. Hoje voltei a adormecer e acordei já eram 7h35... e disse "FORAM-SE!!!"... mas num movimento só, fiz a barba, vesti-me e agarrei as chaves do carro. Ás 8h15 já estava dentro de água. Esqueci-me ainda da cena para por entre as pernas...

600m Aquecimento
200m Calmo (Bruços + Crowl)
1000 m Livres progressivo
100m Calmo
200m (4 x (25m VO2 + 25m relax))
200m AEII
100m Relax

2400 TOTAL

terça-feira, setembro 27, 2005

SWIM - REPORT

Treino 4

300m aquecimento
100m bruços
1000m só braços
100m bruços
100m pernas crowl
100m bruços
200m AEII
100m LAN
100m lento
50m VO2
50 repouso

2200 TOTAL

segunda-feira, setembro 26, 2005

MAAAAAAFRA... ai ki dôr......

EPOPEICA prova do Ricardo
GRANDE prova do Orlando e do Jesus e do President
BOA prova do Brandão, do João, do Serrano e do Alex
MISERÁVEL prova do Sr. Prof. DÁrio

1ºs 25

1ª parte feita a aprecisar as gazelas, jacarés e tucanos existentes na belíssima tapada de mafra. Tempo encoberto, freco e até com algum chuvisco, sempre a controlar o limite das 160ppm e onde não se registaram cenas de maior. O Orlando, Jesus e Dario, partiram na frente, e o resto do pessoal partiu atrás de mim. Passados 12m do começo, tínhamos aquilo que já todos previam, e que era o Sr. Prof. DÁrio a arranjar desculpas para o final... "Ai e tal, furei e não sei quê..." diz-se que levou 4h27' a mudar uma câmara de ar! Até nem foi muito mau, porque acho que a câmara de ar estava no bolso de trás...
1º abastecimento...não foi! O Brandão apanhou-me algures a meio desta parte e foi comigo até aos 50km.

2ºs 25

Início das festividades, com uma subida técnica e algo longa, mas ainda assim sem grandes paredes (apesar de se ter que ir no prato piqueno). A maior dificuldade vem do constante sobe e desce acentuado e técnico, que requer constante atenção aos imprevistos do caminho. Mesmo antes de chegar a Mafra e ao estádio, começam-me a dar umas dores de estômago , que só me largaram no estradão da Ericeira. Ainda assim continuei sem paragens, e até este ponto sem qualquer sinal de cãimbras, apesar do cansaço ser já notório. Enchi o bandulho de sumos e bolachas e parti... já com o Brandão a fugir!

3ºs 25

Estrada de alcatrão, onde ainda tentei apanhar o Brandão, mas sempre sem querer esticar muito, objectivo que não consegui atingir. Depois da descida, virava-se à esquerda para nova subida técnica e inclinada, e sem qualquer aviso anterior, dá-me a primeira cãimbra que me obriga a desmontar. Subo grande parte a pé para ver se a coisa acalmamava. A partir deste ponto fui sempre sozinho até meio da última etapa, apesar de ainda ter encontrado pessoal no último abastecimento. Esta etapa, também foi repleta de subidas ora longas e finas, ora curtas e grossas, e onde depois de passar uma parte com lama, não consegui tirar os pés dos pedais e caí para dentro de um buraco com silvas... ainda tenho o cú na forma de porco espinho.
No último abastecimento, estavam à nossa espera o Frisumo de Laranja e as bolachitas com sabor a prazer... hmmm tão boas!

4ºs 25

Delicioso trilho junto à falésia, com direito a saltinhos e tudo, e a aterrar na praia de Ribeira D'ilhas, um must! Paragem para mais um controlo, e subiamos por alcatrão para a Ericeira. Aqui já era o prato pequeno o mais requisitado..., mas depois nos 6 ou 7km seguintes foi sempre a recuperar energias e a tempo perdido!
Saímos do alcatrão à direita (a meio de uma curva!?!), e deu-se quanto a mim a parte mais lixada de todas, acabei com os pulsos em sangue! ou pelo menos parecia... zona junto ao riacho, cheia, mas mesmo cheia de covas, que me partiram as costas e pulsos de uma forma quase exemplar! Recebemos depois a subida final, com uma diversidade de pisos e ambientes muito grande, que nos trouxeram até às portas de Mafra. A meio da subida sou apanh.... deixo-me apanhar pelo Sr. Prof. DÁrio, e entrego-lhe o bidon cheio de àgua com que andei os 90km, para que ele naquele exacto momento conseguisse chegar até ao fim... daí o meu nome de guerra de "Camião do Dakar"
Ao ver os sinos, esqueci-me de tudo o que já tinha passado e recomeçei do zero (ou quase!), fazendo o último km a dar-lhe que nem um profissional (ou quase!)... Entrada apoteótica no estádio com todos (4 pessoas) de pé e a aplaudir!!!! Cumpri os últimos 300m em 12''.

Acabei com 6h certas, 48º lugar pelo que ouvi dizer, e uma outra mazela sem importância.
Gostei muito e para o ano vou melhorar... se é que é possível!

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sexta-feira, setembro 23, 2005

Manual

Manual de Instruções Para Gajos Que Montam Tudo Que Se Mexe

Uma vez que o Rodadigital já passou melhores dias, sendo entretanto “abandonado ao abandono”, venho aqui puxar pelos meus estimados companheiros de montada, para que aqui no possamos expressar na nossa melhor qualidade artística, ou seja, a Basófia.

Venho por isso convidar-vos a compreender a vida destes gajos (onde me espelho igualmente), e o que os leva a estes lugares comuns da sociologia humana, sem cair na enfadonha constância da vivência contemporânea (fosgasse..., esta caiu bem).

Introdução
(ao MDIPGQMTQSM)

Antes de avançar muito, gostava de contrariar um pouco daquilo que salta à vista de quem aqui vem pela primeira vez. Ao invés do que é dito, estes gajos são muito selectivos, criteriando aquilo que de facto montam, até porque devido ao local onde praticam a montada, a variedade cinegética é enorme. Era assim que de facto devia ser, mas conhecendo a rapaziada, ficamos afinal com a ideia que tudo serve para montar, uma ideia do capitalismo açambarcador, que não olha a pormenores, mas sim a generalidades. Confusos??

Um gajo que monta, monta de qualquer maneira, mas não quer dizer que não seja predestinado para um tipo de montagem. O gosto pessoal também influi. Há os que gostam mais de montar de pé, outros sentados, outros de camisa, outros em tronco nu; há quem monte depressa, e quem goste de longas maratona montado; há quem passe a vida a montar, e há quem só monte ao fim de semana; quem não almoce para montar, e que monte a pensar no almoço; há quem monte ao ar livre, e quem passe a vida a montar “dentro de portas”; há quem desmonte a subir, e quem desmaie depois da montada. Acima de tudo, e ao contrário de outras montadas, a estes gajos não cai nada bem um cigarro depois de montar.

A montada em si, é também uma forma de estar na vida. As montadas com suspensão traseiras são de longe as melhores. Não há nada que troque uma montada que nos acompanha nos altos e baixos. Que também mexe na montagem. Em português bem falado e traduzido, existem as “Especializadas”, as “GT”, as “Gigante”, as “Caminhadas”, as “Canhõesdela”; as “Saca Rabos”, as “Montanhas Rochosas”, as “Brancas”.

Há quem monte de umas ou outras, mas as melhores, e porque não consigo arranjar tradução para o nosso português como as anteriores, são as “Kona”. Adoro Kona. Uma Kona é sempre uma boa montada. Há quem monte a Kona, e que monte em Kona. Eu prefiro esta segunda opção, porque Kona é sempre aquele meu lugar preferido, húmido, e quentinho, inacessível a muitos, e 20º N acima do Equador. Para lá chegar nem é preciso atravessar esta mítica linha. Ou seja, nós tugas, vamos a Kona, sem atravessar nenhuma linha. Montar a Kona, pode ser no entanto um lugar comum, pois afinal há muitas outras, e comparáveis. Os gajos são quem vai mais a Kona. Há gajas que também lá vão, mas para nós gajos felizmente são muito menos, seja, mais fica. As gajas que gostam de montar em Kona não têm mau gosto, e por ser emparecidas com os gajos com mesmos gostos, podem ser consideradas “irmãos do peito”. Muitas destas mesmo têm um peito parecido com os dos irmãos atrás referidos. De outro jeito não daria jeito montar em Kona.

Finalizado este primeiro contacto, iremos nos debruçar em próximas oportunidades e capítulos, de aspectos singulares da arte de montar. Nesta viagem de descoberta introspectiva, os aspectos técnicos singulares, os pormenores diferenciadores de potenciar uma qualidade e elitismo superiores, as formas de concentração e construção mental de visualização, entre muitos outros aspectos – aos quais não iremos descurar os físicos -, serão aqui abordados.

A viagem segue dentro de momentos.



Pedala c’meu falo,
Vem pedalar c’meu pedalo.

terça-feira, setembro 20, 2005

SWIM - Report

Treino 3

900m de aquecimento na roda do Maral
100m Bruços para descontrair
100m Pernas crowl
100m livres (só braços)
100m Pernas crowl lateral c/ barbatanas
200m livres c/ barbatanas
100m costas c/ barbatanas
100m livres AEII
100m livres a descansar

1800m TOTAL

quinta-feira, setembro 15, 2005

OBJECTIVO 11 Minutos

Ora aqui está ele de volta outra vez!!!

Durante estes tempos ausente, em termos desportivo-lanzeiros, foram efectuadas algumas provas de triatlo/duatlo e de btt, com prestações tão modestas como eu...

Estreei-me numa prova de triatlo, na distância Sprint, em Santa Maria da Feira, e não me dei tão mal na natação como estava à espera (lei-se, consegui sair da água). Acabei com os pés em sangue, devido à sua tenra e fofa textura (a dos pés)!

Demorei cerca de 16 minutos a completar os 750m do segmento de natação, quando a minha meta tinha sido colocada nuns, já de si exigentes, 20 minutos.

Resolvi então, vendo que a base de trabalho (Eu) era tremenda, explorar mais um pouco as minhas capacidades natacionais. De que forma? Inscrevi-me numa piscina (EUL) e arranjei um parceiro de natação com provas dadas no panorama da zona sul da Damaia, João Maral.

João Maral, homem do Triatlo, Ironman fraquito (12 horas), já esteve no havai e consegue fazer os 3,8km em menos de 1hora... Ora aqui está um excelente candidato a lebre!

Hoje ás 7h15, entrei dentro de água e ... jurei para nunca mais! Bom... se calhar nunca mais também é muito, mas pelo menos hoje não nado mais...

O Gaijo manda-se logo com 800m de aquecimento (eu só percebi que eram 800m de aquecimento mais tarde, na altura percebi 800m de esquecimento, pelo que o deixe esquecer sozinho) ... no final acabei com cerca de 2km feitos numa hora e também acabei com as costas... doem-me os lombares cumó raio!

E pronto, como diz o títalu, para o ano na primeira prova da época tenho que estar a fazer 11/12 minutos, dê lá por onde der... nem que tenha que fazer corta-mato...

Obrigado pela atenção!

terça-feira, abril 26, 2005

OTA + MONTEJUNTO com 300 kg ás costas

Belíssimo passeio na zona da Ota e Montejunto, com o tempo a variar entre a chuva torrencial e o sol torrencial, num total de 50 km.

E dizem vocês: "50 quêêêê?!?!. Km's?? ganda menino e não sei quê..."
Pois mas o pormenor, é que desses 50km's, 30 foram feitos a puxar 300 kg de carne. Não acreditam? Eu tenho fotos, e posso enviar à cobrança a quem duvidar. 300 kg divididos, mais ou menos irmamente, por 4 saquinhos com pernas, braços e "cabeça".

Pois é estes meus 4 amigos, fizeram deste passeio BTT um dos melhores passeios pedestres que realizei até à presente data, e mostraram-me simpaticamente como posso conjugar as tardes passadas com o meu avô no jardim, e fazer "btt" ao mesmo tempo. Excelente cadência.

Ligação Alenquer-Ota (+-10K) a solo e sob uma chuva molha-par..."gente que não sabe ver o tempo, no dia em que fez as malas para casa da sogra". Quando lá cheguei já os saquinhos esperavam que eu aparecesse para lhes montar a roda de trás... e toda a gente sabe que montar é mais dificil do que desmontar. E para montar já se sabe estou cá eu EHEH... eheheh... hmmm... continuando...

Partimos, e passados 10 metros planos, fizemos a primeira paragem para reabastecer... "..ahhh é preciso levar água???" - lembrou um dos saquinhos mais inteligente.

Pronto, depois foi subir até ao parque de merendas da Ota, descer até ao riacho passando pelos famosos S's (sempre a pé e a apreciar os passarinhos claro) , subir depois pelas pedras, passar pela subida das colmeias, e esta tive mesmo de a fazer a pé porque senão não me largavam com beijinhos, fotografias e autógrafos, e chegamos mais uma vez a um alto, que serve uma vista de babar por mais... Uma bela descida em pedra, com uma igual subida em piso extremamente aderente, um must.

Andamos mais um bocadinho, por terra e apanhamos a estrada que vai dar à Abrigada.
Passaram entretanto, 10 km e 2 horas de "pedalada", e como o desgaste tinha sido assombroso e entretanto já estavamos perto da hora de almoço, decidimos comer qualquer coisa (caldo verde + frango e meio a cada um).

Acabado o petisco, pusemo-nos ao caminho e desta feita, subimos pelo estradão de terra brilhante até à "aldeia das cinzas", e onde a camada de 8cm de creme protector +500 que bezuntei nos braços, não chegou para evitar que eu apanhasse mais um valente escaldão à espera que aquelas lesmas babosas se arrastassem rampinha acima.

A partir dali, foi descer até a Abrigada novamente e seguir direitos à Ota via pedreiras, com mais uns sobe e desce pelo meio e consequentes escaldões...

Os saquinhos fizeram cerca de 30 km em menos de 6h48 minutos, e eu mais 20 km das ligações Alenquer-Ota-Alenquer.

Média ao chegar à Ota: 56,4 kmh
Média ao chegar à Ota depois da volta com os 300 kg ás costas: 3,29 km/h
Média ao chegar a Alenquer: 67,4 km (mas apanhei algum vento pelas costas)

Triste mas foi assim...

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DUATLO DO CADAVAL - next 30 de Abril

Para quem vai ao duatlo do Cadaval no próximo dia 30 de Abril, fica desde já avisado que o segmento de ciclismo vai fazer muita mossa nos menos preparados, como eu.

Esta vai ser a minha primeira participaçao neste duatlo, e a 2ª no total (com a estreia feita em Grândola), e portanto não participei na edição do ano passado. No entanto sei que o percurso foi alterado devido às obras na estrada de Paio Pires (ou coisa que o valha), e portanto este ano o traçado começa à saída do Cadaval em direcção à Murteira e ao chegar à entrada desta localidade corta-se à direita para Chão de Sapo (ou coisa que o valha2) e chegados aí voltamos novamente á direita de regresso ao Cadaval, num perímetro com cerca de 7 km e com duas subidas que vão fazer as delícias dos Armestrongs portugueses.

Acabei as 3 voltas em 40 minutos e com cerca de 30 km/h de média, mas estava o chão molhado e bastante vento de frente nalgumas zonas.

Eu de certeza que vou chegar com cãimbras á 2ª corrida :)


PERCURSO DETALHADO:

Saída do parque de transição, à saída Este de Alenquer, e vira-se imediatamente à esquerda em direcção á Murteira

500 m praticamente sempre a descer, onde facilmente se passa dos 60km/h, no entanto se estiver a chover nesse dia prevejo situações potencialmente perigosas uma vez que a descida é algo sinuosa.

Segue-se mais 1 km de sobe e desce pouco acentuado mas ainda assim a exigir trabalho significativo caso se queira manter um bom ritmo

Acabados de descer, encontramos a 1ª dificuldade. Depois de uma curva á esquerda, temos que superar um topo com cerca de 100 m de comprimento mas com cerca de 16.327 % de inclinação, que na última volta já parecem 20%

Ainda a subir, não chegamos a entrar na Murteira, e cortamos para a direita e para baixo em direcção a Chão de Sapo, numa curta mas inclinada descida

Terminada a descida, a estrada curva para a direita e chegamos à 2ª dificuldade do percurso, com uma subida de quase 1km, em que ao longo da subida a inclinação vai aumentando (na última volta esgotei as mudanças), de facto este será certamente o ponto onde se tentarão largar eventuais “parasitas”

Chegados a Chão de Sapo, entramos na estrada nacional em direcção a Alenquer e são mais 3km quase planos até ao Cadaval e onde o efeito roda terá mais importância. No resto do percurso não me parece ser muito possível tirar partido da roda.

E pronto está feito o reconhecimento. Dia 30, lá estaremos a sofrer todos em conjunto.

Sigaaaaaaaaaaaaaaaa....


segunda-feira, abril 04, 2005

TRIATLO DE QUARTEIRA SEM SURPRESAS

Aconteceu este Domingo em Quarteira o 1º Triatlo do ano em Portugal a contar para a Taça, no formato sprint, com as distâncias 750m-20Km-5Km, e onde o segmento da natação, pelo que soube, fez a selecção natural dos atletas.


Com o segmento de ciclismo e corrida, praticamente planos, quem estivesse menos bem no 1º segmento teria bastantes dificuldades em emendar essa prestação nos 2 segmentos seguintes.

Assim, no final, tivemos os vencedores esperados, tanto em masculinos como em femininos.

1º Masc - Bruno Pais

1º Feminino - Vanessa Fernandes

Mais informações em:www.federacao-triatlo.com

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quinta-feira, março 31, 2005

AS VOLTAS MAIS RÁPIDAS DOS HBTs

Pois é, há coisas que não se conseguem mudar na vida, e uma delas e "quiçá" a mais relevante é a que eu sou rápido! Muito Rápido! Mesmo quando não é esse o meu objectivo...

Senão vejamos os tempos correspondentes à volta mais rápida que cada uma das tartaru...colegas de equipa efectuou:

Jesus - "infinito +" - 0 volta
President - 1:00:37 - 1ª volta
Brandão - 0:57:08 - 1ª volta
Dario - 0:50:50 - 2ª volta
Nogat - 0:48:05 - 1ª volta

Até aqui nada de novo a não ser a melhoria óbvia do Brandinho em relação a um passado recente. Mas quando vou ver, e apenas por curiosidade, a minha volta mais descontraída encontro a seguinte marca:

Ricardo - 0:47:44 - 2ª volta

Porra, é que nem quando vou passear ao campo consigo andar devagar... ele há coisas que não mudam!

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terça-feira, março 29, 2005

6 HORAS DE GRÂNDOLA - O RELATO

Mais uma prova mais uma viagem...

As "6 horas de Grândola" neste momento, e sem qualquer tipo de parcialidade, é a melhor prova
organizada em Portugal (a par talvez da mítica Portalegre, que tem este ano, e a meu ver,
um preço demasiado elevado para quem como eu só queria lá ir fazer o percurso).

Pavilhão é espera dos participantes para fazer o check in ás bikes - este será o único ponto por onde alguém pode pegar. Se para o ano este check in for feito na zona da prova, então aí será perfeita - ainda assim, tudo muito bem explicado, incluíndo um mapa com o caminho a tomar para o local da prova.

Chegados ao local da prova, a nossa alma fica parva com tamanha demostração de empenho e organização por parte dos elementos do Rodas Clube. Fazia lembrar uma qualquer prova do circuito mundial, com os carros, perdão, os stands de apoio aos atletas desfilados ao longo da volta de consagração, não faltando sequer uma excelente ponte de madeira por onde os atletas ora passavam por baixo ora passavam por cima, e onde os fotografos puderam tirar algumas boas fotografias (principalmente aquelas em que eu apareço).

Haviam apoios para todos os gostos, desde a simples namorada a trocar bidons, até esquemas
avançados de apoio com lubrificação em andamento e massagens :)

A minha equipa, Holmes Bike Team (HBT), fez deslocar ao local, um especialista no mundo das 2 rodas, que para além de me ter de dar apoio, teve ainda de o fazer a mais 6 colegas meus e a 1 esquizofrénico que nós adoptados no seio da nossa equipa, e que deixou uma lista ao nosso apoio com cerca de 32 páginas de pedidos especiais e recomendações, desde os miligramas de isostar em cada 100 ml de água destilada, até à diferença ao segundo dos 30 atletas que seguem à frente e dos 50 atrás em cada volta... é doente, temos que lhe dar esse desconto!

Depois de fazer todas aquelas coisas que se devem fazer no dia anterior, tais como encher os
pneus, afinar travões e afins, lá fui colocar a bike no lugar ideal para quem, como eu, quer partir logo na cabeça da corrida. Guardei o mateiral que me ajudou nos cálculos para o ponto de saída
ideal, e juntei-me ao resto da equipa na zona do breefing.

Ponto alto do breefing: "QUEM MANDA NESTA PROVA SOMOS NÓS E NÃO OS 'SENHORES' DA FEDERAÇÃO!!!
clap clap clap

Por acaso gostaria de saber o que se passou para que palavras como estas tenham sido proferidas, inclusivé com membros da federação presentes, eu tenho as minhas suspeitas...

Terminado o breefing, lá nos posicionamos todos na linha de partida, cada um com a sua bike na retina, excepto eu que tinha uma bike de 5000 e muito euros na minha retina, e que obviamente não era a minha. Sorte a do dono, ter lá chegado antes...

Ainda houve alguma confusão antes do tiro de partida, uma vez que a arma da organização era
demasiado parecida com um revólver a sério, e os elementos da Federação da Volta a Portugal,
por causa disso, fizeram alguns reféns dentro do autocarro estacionado próximo da meta...

TUDO PRONTO??? PAAAAAMMMMMM

Devido à minha larga experiência em duatlos (1 participação) assumi desde logo as despesas da
corrida. Não, não parti na frente, assumi mesmo as despesas da corrida e prometi que passava o
cheque no final...

Devo ter saído da batedeira e entrado na 1ª volta para aí nos 30 primeiros, e o 1º single track foi feito a ritmo calmo, pelo menos a julgar pela cara dos outros, e não houve grandes hipóteses de ultrapassagens nesta parte.

Chegado á zona da maior subida, não terei perdido mais de 20 lugares, o que mostra bem da
maturidade ds nossos maratonistas, que já não se metem à maluca a dar tudo no início e depois
passados uns quilómetros estão "Ó mãe, Ó Tio..." - (para quem não percebeu eu estava a falar
de mim...)

A 1ª subida custa mas não perco lugares, e logo se inicia a descida, toda ela feita com elegância, agelidade, destreza, força, concentração e aproveitando cada milimetro que o single track tinha para oferecer... lembro-me de passar pelo menos 1 pessoa!

Cheguei depois aquele trilho junto à vedação, com algumas partes trialeiras, e onde mais uma vez a organização mostrou não esquecer nenhum pormenor, ao colocar numas pedras mais escorregadias que haviam pelo caminho, umas tábuas para não escorregarmos ao passar a pé com a bicicleta ás costas, impecável...

Seguiu-se depois mais uma zona rápida com alguma lama à mistura a fazer a delícia do meu pneu traseiro IRC Arregássor... e também do penu dianteiro Michelin Ondéquides... este um pouco mais gasto. Mantive a mesma classificação nesta parte, e até estranhei já estar tudo tão separado. Ou cairam atrás de mim e fizeram tipo um tampão ou eu estou a andar como o caraças - pensei eu.

A seguir apanhava-mos aquela subida que ia inclinando e depois tinha mais 2 topositos colados,
que foi aquela onde mais tempo passei... não por subir muito devagar, mas sim por subir mesmo
muito devagar... e era quando subia! Toda a gente deve ter em algum momento da prova reparado naquele rapaz de camisola branca e laranja que insistia em descansar, deitado, no meio da subida.

Imediatamente a seguir á subida tínhamos a descida potencialmente mais complicada (não para
mim claro, que sou ainda mais bonito a descer), e onde passei 5 vezes (sóóóóóóóóó) sem cair.

O resto, e praticamente até ao final, era a rolar a mais de 12 km/h com os cabelos ao vento. Existia depois já no "recinto" da consagração, uma rampazita que dava acesso á "Ponte Cavalo/Égua" que fez a delícia deste que vos escreve. Pena foi não terem tirado fotos. Não sei se já disse mas eu sou mesmo bom. Já disse? Ok. E é verdade!

Voltando um pouco atrás, mas já naquela última zona rolante, encontrei um colega de equipa, o
Jesus, que corajosamente e só como ele sabe fazer, se auto-motilou assim que pressentiu a
minha aproximação. Era escusado Jesus, eu sei travar e nunca te iria aleijar ao passar por
ti...tss tss

Mais ou menos nessa altura fui apanhado (a 1ª vez) pelo Prof.Dário que com tanto treino só
agora tinha apanhado um gajo que foi à bola - eu.

Devo ter passado no final da 1ª volta em 50º da geral... nada mau!

A partir daqui começaram as cãimbras e foi ir perdendo lugares até ao 100º lugar,
classificação que atingi no final.

Pelo meio passaram por mim, primeiro a Célia, depois a Catarina e por fim a simpática Sónia
que ainda acompanhei uns 10 metros :)

Levei 1 volta de avanço de 2 colegas de equipa que não andam nada (mas mesmo nada...aí se eu
treinasse 1 vez por semana...), e fiquei atrás do meu Presidente que mesmo com o Dossier da
equipa me conseguiu dar mais de 1 minuto no final...

Resultado final da minha equipa, HBT - Holmes Bike Team:
Prof. Dario - 32º (chegou à meia noite)
Nogat - 44º (vomitou-se todo)
Brandão - 55º (1 hora depois de acabar, não conseguia respirar e mastigar ao mesmo tempo)Presidente - 99º (Deixei-o ganhar)
"O Grande Ricardo" - 100º (no final, fazia mais 60 horas)
Jesus - ? Braço deslocado ?
Carlão - Arranhão hiper-superficial no dedo mindinho - desistiu...

Organização 40 estrelas, para o ano estou lá para lutar pelos lugares da frente... juro!!!

PARABÉNS A TODOS QUANTOS ORGANIZARAM E/OU PARTICIPARAM NESTE DIA MEMORÁVEL!!!
VIVA GRÂNDOLA!
VIVA O BTT!
VIVA O RICARDO!

quarta-feira, março 16, 2005

OBJECTIVOS PARA AS 6 HORAS DE GRÂNDOLA

Como vai ser a primeira vez que vou participar nesta prova, não tenho bem a noção do tipo de percurso/terreno vou apanhar.

Portanto não vou definir os meus objectivos em termos de kms ou média de km/h, mas sim de objectivos um pouco mais vagos.

OBJECTIVOS:

1º Chegar ao fim
2º Chegar ao fim a pedalar
3º Chegar ao fim à frente de todos os meus colegas HBT's
4º Chegar ao fim na mesma volta do 1º
5º Chegar ao fim nos 10 primeiros classificados
6º Chegar ao fim nos 3 primeiros classificados
7º Chegar ao fim em 1º
8º Dar 1 volta de avanço ao 2º classificado

Pronto acho que mais do que isto era estar a definir objectivos pouco credíveis.

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segunda-feira, março 07, 2005

ESTREIA EM DUATLOS

Duatlo Sprint Contra Relógio de Grândola, dia 6 de Março de 2005
5 Km - 20 km - 2.5 km

CLASSIFICAÇÃO GERAL: 78º Lugar (em 153 atletas à partida) com 1h10'07''

Pois é pessoal,
lá fui a Grândola para mais um treino (sim, que eu agora só treino nas provas), juntamente com TODAS as figuras do Duatlo/Triatlo em Portugal, e onde deu para perceber o que ainda tenho que trabalhar para conseguir subir alguns lugares nas classificações.

A prova era em contra-relógio, pelo que a partida dos atletas era feita individualmente a cada 30''.

O nome Dario Teixera, foi muito comentado na Vila alentejana, uma vez que esse gajo nunca mais aparecia à chamada.

Sem fazer aquecimento, até porque a 1ª corrida queria fazer em ritmo crescente para ver como me sentia, lá esperei na fila a minha vez de começar, mas sem grandes nervosismos.

5 , 4 , 3 , 2 , 1 - PARTIDA!!! Que emoção!

Dei início á minha prova e depressa me esqueci do que tinha planeado, quais ritmo crescente, ou melhor até foi crescente mas começei foi logo nos 100%...

O percurso da corrida era duríssimo com duas subidas bem pronunciadas e feitas sobre algum calor (era 15 h), e em que na maior parte do percurso os corredores se cruzavam, uns a ir e outros de regresso. Davam-se duas voltas, e penso ter feito mais ou menos sempre ao mesmo ritmo e sempre muito acima das minhas capacidades :)

Acho que passei por cerca de 4 ou 5 atletas nestes primeiros 5 km.

Entro no parque de transições (PT) em esforço, e rapidamente troco de tenis e faço-me à estrada, devo ter levado menos de 1 minuto :)

Começo a pedalar e rapidamente concluo que é na bicicleta que eu me sinto mais à vontade, respira-se melhor!

O troço era feito por fora de Grândola na estrada nacional e variante, que tinha cerca de 6,5 km e no qual se faziam 3 voltas, e que incluia uma longa subida com 1,5km, sempre feita contra o vento forte que se fazia sentir, e muito dura para quem vai a dar tudo por tudo.

Passei cerca de 5 ou 6 atletas, e na última volta, durante a subida, começei a sentir algumas picadas (ameaços de cãimbra), mas mesmo assim resolvi não abrandar para ver se depois na recta para a meta me passava...

Chego então novamente ao PT e quando desmonto, TAUUUU, aí estão elas as minhas fatídicas cãimbras... fui a coxear até ao meu lugar mas sem chorar (um homem não chora CAR$%#$") e tentei calçar os tenis, tendo estado nesse processo de tentativa/erro durante mais de 2 minutos :)

Quando me consegui calçar, saí do PT, mas ainda fui cerca de 500 m a andar ou a trote, tendo depois relaxado um bocado, para fazer o restante percurso em crescendo e acabar ao sprint já com o pulsómetro a dizer aos berros "Não tenho mais cascaracteres!!!!"

E pronto, gostei muito da experiência, e no próximo duatlo sprint no Cadaval, bem pertinho de casa, lá estarei. Pelo que sei tem uma secção de ciclismo demolidora.

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quarta-feira, fevereiro 23, 2005

G-R-I-P-E

Sucintamente:

1º Gripe
2º Por causa da gripe, não pude ir ao Duatlo das Lezírias compensar as prestações miseráveis dos meus colegas de equipa
3º Por causa da gripe, não fui trabalhar 3 dias
4º Por causa da gripe, não treinei durante quase 3 semanas
5º Por causa da gripe, só vou dar 40 minutos de avanço ao pessoal, na Maratona SLB de Domingo...

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PS: No duatlo de Grândola, espero dar os mesmos 40 minutos de avanço...

segunda-feira, janeiro 17, 2005

CALENDÁRIO 2005

Baseando-me para já no calendário provisório da FPT, este será o meu calendário de provas a cumprir em 2005, sujeito como é óbvio a correcções consoante a forma física e ou alteração de datas:


FEVEREIRO
Dia 13 - Duatlo das Lezírias [Sprint-BTT] (5Km + 20Km + 2.5Km)
Dia 27 - Maratona da Arrábida SLB (80Km)

MARÇO
Dia 6 - Duatlo de Grândola [Sprint-Contra Relógio] **Opcional**
Dia 26 - 6 Horas de Grândola (90-100Km)

ABRIL
Dia 3 - Meia-Maratona de Lisboa (21Km)
Dia 10 - Duatlo do Cadaval [Sprint] (5Km + 20Km + 2.5Km)
Dia 17 - Duatlo da Azambuja [Olímpico] (10Km + 40Km + 5Km)

MAIO
Dia 8 - Triatlo Santiago do Cacém [Sprint] (750m + 20Km + 5Km)
Dia 14 - Maratona de Portalegre (100Km)
Dia 22 - Triatlo Fafe [Sprint] (750m + 20Km + 5Km) **Opcional**

JUNHO
Dia 12 - Triatlo do Ambiente [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km) **Opção[Sprint]**
Dia 19 - Triatlo de Monte Gordo [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km) **Opcional**
Dia 25 - Maratona da Serra da Estrela (85Km)

JULHO
Dia 2 - Triatlo de Peniche [Sprint] (750m + 20Km + 5Km) **Opcional**
Dia 9 - Maratona de Estremoz (100Km) **Opcional**
Dia 17 - Triatlo do Fundão [Sprint] (750m + 20Km + 5Km)

AGOSTO
Dia 14 - Triatlo de Arganil [Sprint] (750m + 20Km + 5Km)
Dia 20 - Maratona da Vidigueira (100Km) **Opcional**


SETEMBRO
Dia 3 - Homem de Ferro [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km) **Opcional**
Dia 11 - Triatlo de Penacova [Sprint] (750m + 20Km + 5Km) **Opcional**
Dia 18 - Triatlo do Tejo [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km)
Dia 25 - Volta ao Concelho de Mafra (100Km)

OUTUBRO
Dia 1 - Maratona de S.Brás (80Km) **Opcional**
Dia 2 - Triatlo do Estoril [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km) **Opcional**
Dia 9 - Duatlo do Camarnal [Sprint] (5Km + 20Km + 2.5Km)
Dia 22 - Maratona de Grândola (100Km)

NOVEMBRO

DEZEMBRO
Dia 31 - Tróia-Sagres (210Km)


6 x BTT = Maratonas de BTT + (3 x BTT Opcionais)
8 x TRI = Provas de Triatlo/Duatlo + (7 x TRI Opcionais)
1 x RUN = Participação em provas de atletismo


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sexta-feira, janeiro 14, 2005

VINHO BRANCO = PINTAS NOS OLHOS

Ontem ao beber delicadamente 3 golinhos de um refinado Alvarinho de 87 fresquinho fresquinho, despoleta-se-me uma gosma na garganta que nem subia, nem descia, e só me apetecia era vomitar...

Foi o que fiz, dedos à boca uma, dedos à boca duas...ninguém dá mais? Dedos à boca três...vendido a esta sanita aqui à minha frente...

Até aqui tudo normal!

Mas quando me levanto e olho ao espelho... AAAAAAAAAAGHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!
Tinha a cara inchada, os olhos inchados e cheios de pintas nas palpebras... que monstro!
O príncipe encantado tinha dado lugar a um Diabo Vermelho!!!

Entretanto a coisa acalmou um bocado, e hoje de manhã fui ao hospital fazer análises não fosse ter alguma coisinha má!

Coisinha má não fiquei a saber se tenho, mas pelo menos as análises estão boas. As pintas, disse o Sôtôr que tinham sido do esforço!

Mas pelo sim pelo não nunca mais bêbo vinho fino...

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quinta-feira, janeiro 13, 2005

INVESTIMENTO NA ÁGUA

É oficial!!!
O Holmes Place da Defensores de Chaves vai perder o seu mais ilustre e pioneiro elemento!
EU!!!

Poizé, com o objectivo de aumentar as minhas capacidades no triatlo, vou dar início já no mês de Dezembro ás actividades húmidas nas piscinas do Estádio Universitário. Primeiro 3 vezes por semana, passando mais tarde a 5 vezes por semana.

Esperemos que com isto não perca faculdades nas outras duas modalidades que compõem o triatlo (corrida e ciclismo), mas vou tentar compensar isso com mais treinos no "outside"...

Acho também que como já vou ter que investir numa bike de estrada este ano, e uma vez que o fato isotérmico - mesmo em 2ª mão - ainda custa mais algum dinheiro, só a partir do momento em que aguente 750m (15-20min) dentro de água sem morrer de frio é que participarei nas provas de triatlo. O mesmo é dizer que antes de finais de Abril/início de Maio me devo dedicar exclusivamente ao treino e ás maratonas BTT.

Até lá fiquem bem!
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terça-feira, janeiro 04, 2005

TROIA - SAGRES 2004 - RESUMÉ

Dia 24 e 25 - COMER Á PARVA

Comi tudo o que era possível sem vomitar, e juntei-lhe massas para escorregar melhor.


Dia 26 - ALVORADA ÁS 5h

Já com as cenas dentro do carro, apenas tive que comer e chegar atrasado a casa do Sr. Prof. DÁrio.


6:10 - ABRAM A PORTA

Com 29 anos feitos em Maio, nunca tinha imaginado que dentro das carrinhas de caixa fechada não haveria luz. Primeiro eu o JL o Edu e o Moldavian Express, depois o JC e finalmente o Nogat, um a um lá nos foram atirando para a câmara frigorífica. Durante o caminho 2 pensamentos me assaltaram o espírito. O primeiro, era que o barulho, a velocidade, a falta de luz e forma de condução do piloto Presidencial, me transportavam para o filme "Perfume de Mulher" e a horrível cena do Ferrari a ser conduzido por um Pacino ceguinho.O segundo pensamento era que a qualquer momento me tentariam "assaltar" o pacote aproveitando esta dádiva de Deus (na óptica das bichonas dos meus culegas de equipa claro).Foi levar porrada até Setúbal, mas mesmo assim ainda deu para xonar uma beca, e só não deu mais porque o Moldavian Express trabalhava pela calada e tornava mais dificil a tarefa de saber por onde andavam as mãozinhas do menino.


7:30 - SETUBAL

Enquanto esperavamos pelo barco os capangas do Coronel President entreabriram a porta dos fundos para que o CO2 acumulado na porão saisse e não corroesse a estrutura. Sem saberem ler nem escrever, enfiaram 8 macacos no barco tendo apenas 3 bilhetes para a travessia. Durante a travessia (a de barco), tivemos tempo para as fotos da ordem, o xixizinho (e cócózinho no caso do TriMaral), a preparaçãos das misturas líquidas e barríficas, e pouco mais.


8:10 - TRÓIA

Depois de mais umas fotozinhas, foi dado o tiro de partida para a minha 1ª Travessia Tróia-Sagres. Início algo conturbado, uma vez que o minha roda da frente estava a travar um pouco (...e não estava antes de ter entrado no combóio fantasma, mas eu já sei o que a casa gasta... JC!), mas como já tava tudo cheio de pica ninguém quis parar 3 segundos para eu poder dar um toque no travão e deixar de ter aquele atritozinho irritante...Os primeiros kms foram feitos a uma média de 30km/h para que toda a gente pudesse aquecer as máquinas e também para criar ali um espírito de grupo. Imediatamente, e como tínhamos um número considerável de pessoas, o nosso grupo recebeu mais alguns elementos solitários ou outros pequenos grupos, fazendo com que cerca de 20 pessoas rolassem juntas. Á cabeça pedalavam o Sr. Prof. DÁrio e o Nogat (daí a média tão baixa). Na zona de comporta eu assumi as despesas e passados 200m quando olhei para trás não vi ninguém, "Será que me enganei no caminho?" - pensei eu, e ao mesmo tempo lá apareceu o pessoal. Parece que os 57km/h naquela altura da travessia já era demasiada fruta para os bébés.Espero por eles e coloco-me novamente à cabeça agora na companhia do Brandinho que com a cor que tinha naquela altura dificilmente entraria na Mussulo. Passam-se poucos kms com a média a roçar agora a barreira dos 32-33km/h, quando somos alcançados pelos fabulosos malucos das máquinas voadoras.A descrição deste ponto até aos 80 km (naquela zona de abastecimento grande) é a seguinte: Rodar muito rápido - Sprint - Rodar muito rápido - Sprint - golo de água - sprint da minha vida - Rodar Muito rápido... e por aí fora!!!


10:30 - ZONA DE FRACTURA

Aos 80 km e mais ou menos com 2h10 no bucho, a média tinha subido para os 36 km/h e a F.Card.Média para os 175 no mínimo, e já ia há alguns kms com vontade de abrandar um pouco e seguir ao meu ritmo com medo de pagar mais tarde a factura.Nesta altura já tinham ficado para trás o Edu, o JC e o JL, e mais tarde o Brandinho. O Moldavian Express nos seus 130 bpm seguia na cabeça deste pelotão repleto de estrelas, o Nogat e o Sr. Prof. seguiam comigo um pouco mais atrás. De repente, e aproveitando as distrações do pessoal com o abastecimento, os chefes de fila aceleram brutalmente partindo o grupo em diversos bocadinhos. Uns ainda conseguem reagrupar (Nogat e ME), outros (eu e o Sr. Prof.) ficamos para trás também porque sentíamos que aquele ritmo não era para ser levado até ao fim. Em todo o caso ainda fizemos uma derradeira tentativa para apanhar o pelotão mas já estavam longe demais.
Fiquei então integrado num grupo de 5 (eu + o Sr. Prof. + 1 gajo de évora e outros dois). Passados alguns kms, e já não me lembro muito bem porquê, os outros dois avançam e ficamos só os 3.


120 km - A PARAGEM

Um pouco depois de passar o cruzamento para o Cabo Sardão, tinhamos o Rui e o reporter do Record parados à nossa espera como ja tínhamos combinado uns kms antes, o Alentejano simpático seguiu sozinho a partir daqui, mas deve ter apanhado os outros mais à frente porque nunca mais o vimos. Motivo da paragem: tirar finalmente o irritante atritozinho da minha roda dianteira e reabastecer.Foram cerca de 5 minutos e 13 segundos de paragem. Média: 25 km/h certinhos.Daqui até ao final não mais parámos e rolamos sempre os dois sozinhos. Este segmento, até passar a subida de Odeceixe, foi o mais merdoso, e foi feito em alcatrão novinho, imagino no ano passado!Na subida de Odeceixe tive o meu momento de dor, em que fui obrigado a manter uma velocidade próxima dos 13 km/h para não ter que desmontar com uma cãimbra que começava a pontapear. Passada a subida, veio a descida seguida de uns kms feitos na roda do Sr.Prof. e que fizeram com que ficassse novamente apto a bombar.Houve a subida de Aljesur seguida de uma zona de sobe e desce até á subida da Carrapateira, onde já me senti novamente bem e ultrapassei sem grandes dificuldades, mas já com uma dor de traseiro e costados razoável.A subida da Carrapateira foi iniciada com o vento nas costas e a 25 km/h, até mantive as maõs nas manetes dos travões pelo sim pelo não.A subida de facto não era muito dificl, mas era comprida como o caraças. Ultrapassado o último moínho, foi ripar até Vila do Bispo com o objectivo das 6:30 do Sr. Prof. ao alcançe do pedal.Com um vento brutal a emporrar-nos pelas costas, fizemos a recta final para Sagres a cerca de 45km/h e só não foi mais porque a pedaleira do Sr.Prof. não dava mais que aquilo.


208 km - SAGRES

6:21 de ride time com a média nos 33 km/h mais coisa menos coisa e com pedalada para à vontade mais 200m...


Parabéns ao pessoal todo e para a próxima é melhor!O Brandinho já me prometeu dar luta na próxima maratona, pelo que é melhor começarem já a fazer as vossas apostas AH!AH!AH

Um ALELUIA muito especial para o nosso President pela tão grandiosa mostra de generosidade a todos os níveis e ao reporter do Record pelas seus relatos e dísponibilidade.

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segunda-feira, dezembro 20, 2004

LISBOA - BORBA

Pois amigoz,
como já há muito tempo andava para o fazer, este fim de semana é que foi de vez.

Sair de casa e só parar em Borba, terra da Sra. minha Esposa, num total de 185 km sem relevo significativo, apesar de ainda conter uma ou outra subidita mais puxada.

O vento desta vez ajudou em metade do percurso e prejudicou na última metade, isto porque o vento de manhã estava de Noroeste, mas foi rodando ao longo do dia, até terminar num Nordeste a descair para Este, e sempre moderado.

Ainda assim, e tendo sido feito a solo, a média final ficou nos 30,4 km/h com o tempo total de 6h42 (6:05 de ride time).

Para a semana temos o Tróia-Sagres que será feito em pelotão, pelo que o esforço deverá ser semelhante dado a maior quilometragem.

Se o vento estiver de norte como este fim de semana, o record deverá ser batido na certa...

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terça-feira, dezembro 14, 2004

CASA DO RICARDO - CASA DO MARIO

Esta época que estamos a atravessar, a do Tróia-Sagres, trás-me à memória uma travessia que efectuei na véspera do dia de Natal do ano 2001 (Odisseia na "Planície"), e que ligou a minha casa (Sta. Iría de Azóia) á casa do meu primo Mário (em Beja), onde se iria realizar a ceia de Natal nesse ano.

Perguntei a várias pessoas na altura se me queriam acompanhar, mas todos arranjaram a mesma desculpa esfarrapada de que também tinham família e que por acaso não morava em Beja... Desculpas!

Sendo assim e depois de ter amadurecido esta ideia durante mais de 36 horas na minha cabeça, decidi o caminho que haveria de tomar.

Casa - V. Franca de Xira - Vendas Novas - Montemor-o-novo - Ferreira do Alentejo - Beja

Este percurso foi feito com a minha fiel montada "Marin Bear Valley da colheita de 1997" e com uns fabulosos pneus IRC (Internacional Racing Cardado) 26x1.95

Já agora, e para os milhões de portugueses que vivem em Santa Iría de Azóia e têm família em Beja, deixo aqui uma descrição do que vão encontrar caso queiram ir de bicicleta para casa dos primos:

Casa - V. Franca de Xira = 15 km

Partida por volta das 6:40 da manhã, ainda completamente escuro, mas como o dia estava quase a nascer e eu tinha previsto chegar por volta das 3 da tarde, não valia a pena ter o trabalho de montar a luz e o carregar peso extra durante todo o percurso.

Este troço é feito a uma média de 20 km/h para aquecer o coração, uma vez que estavam cerca de 4/5 graus acima de zero.

Chegado a V. franca, jogo-me para a margem sul do Tejo através da ponte da cidade.

V. Franca de Xira - Vendas Novas = 60 km

Segui depois pela imensa recta que me levou ao Porto Alto. Nesta recta para terem ideia do frio que estava, fui constantemente bombardeado por gigantescas placas de gelo (do tamanho de para-brisas) que saltavam do topo dos atrelados dos camiões TIR. Bastava que uma delas me tivesse apanhado para não estar aqui a escrever com esta rapidez toda - assustador...

Aqui o forte vento contra também já se fazia sentir. Porto Alto, Santo Estevão, Taipada, Pegões e lá fui eu riscando todos estes pontos do meu caderninho, com a media nesta altura a subir para os 25 km/h. A estrada neste troço é boa e tem poucos carros a estas horas matinais, mas quando passam por nós é sempre a mais de 120, o que nos obriga a uma constante atenção ao que se aproxima por trás (o que aliás aplico ao resto dos dias do ano).

Passados 75 km desde o início, chego a Vendas Novas - a terra dos "Reis" das bifanas e das empadas - e paro para comer uma bela empada.

Quando me preparo para subir para a bicicleta e regressar à estrada... TAU!!!!
1ª cãimbra aos 75 km... isto não pode ser verdade... ainda me faltam... 140 km!!!

Alongamentos no chão, 10 minutos de respiração e siga para bingo...


Vendas Novas - Montemor-o-novo = 30 km

Sempre com vento forte de frente, fiz estes 30 km a penar uma vez que o vento obrigava-me a pedalar até nas descidas, e também porque este troço continha algumas zonas de sobe e desce que nestas condições já eram suficientes para fazer estragos.

Á entrada de Montemor, cortei á direita para Alcáçovas.


Montemor-o-novo - Ferreira do Alentejo = 80 km

Para terem outra ideia do vento que estava, quando virei á direita para Alcáçovas, entrei numa estrada antiga de empedrado, não estava bem com o vento pelas costas, mas estava de maneira suficiente para a direito ir a cerca de 50 km/h... foi pena é só ter durado uns minutos.

No total, nestes cerca de 80 km cruzei-me com cerca de 4 a 5 carros no máximo, isto a meio da tarde, e foi por ventura a estrada de alcatrão mais isolada em que pedalei até hoje.

A meio deste troço, em Alcáçovas, uma terra no meio de nenhures, parei num tasco repleto de homens de bigode onde estava a dar um jogo de futebol, e entrei para comer qualquer coisa e tentar recuperar o que pudesse ser recuperado deste monte de carne que vinha em cima da bike.

Digamos que para desmontar tive que cair para o lado, pois elevar a perna à altura do selim poderia ter consequências imprevisíveis. Entrei com aquele andar novo, todo em licra avermelhada e capacete azul bébé... "Queria um nectar light e uma sandes de queijo sem manteiga, se faz favor."... Nem preciso contar o resto pois não. Alcáçovas never more.

Numa estrada isolada e sem relevo arrastei-me até Ferreira do Alentejo já com o sol a acasalar com o horizonte. Faltavam os últimos 25 km. Não consigo!

Ferreira do Alentejo - Beja = 25 km

Terreno liso, ou quase, já com noite cerrada a partir de metade do troço, encostadinho á berma para não ser passado a ferro, e que foi um dos maiores desafios psicológicos que tive até hoje.

Cheguei ao fim dos 210 km com mais de 13 horas de sacrifício e estabeleci o meu record de distância.

Digamos que na ceia de natal, metade foi para mim e metade para os outros 30 elementos da minha família. Depois foi dormir no sofá, enquanto me atiravam prendas para cima...

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segunda-feira, dezembro 13, 2004

CONSTIPAÇÃO Nº 67342

Não sei se já foram tantas, mas que já me parecem ser demasiadas lá isso parecem...

No final de Sexta, no Sábado e no Domingo estive de molho, a bombar nos Actifeds e nas Aspirinas. Hoje estou melhor do pingo, dos espirros e das dores no corpo, mas estou pior da tosse... Dasse! Vamos lá a ver se me ponho fino antes do Tróia-Sagres.

Talvez no Domingo e caso esteja melhor, vá correr os 8,7 km da Corrida de Natal, que parte do Estádio do Glorioso e termina nos Restauradores. O ano passado fui lá e passei as passas do algarve com o calor que estava, este ano deve ser com o frio.

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sexta-feira, dezembro 10, 2004

BODY ATTACK

Literalmente....

Tou que nem posso.

6 horas de bike = porreiro
45 minutos de body attack = andar novo

ele há coisas...!

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PASSEIO DE "CACILHAS"

8:15 - Desligo o carro e digo para mim mesmo "Já sabia que este pessoal se ia atrasar todo. Nem vestígios de Holmes no pedaço", aproveito para apreciar a fauna local de Cacilhas.

8:20 - "Mau. Se calhar é melhor ligar ao Messieur President, não vão os gajos ter desistido e não me avisarem como é costume. 9629.... .... .... .... Estou? .... Vá lá , já acordaste! ... Escuta lá, então o que é que andam a fazer que nunca mais cá chegam? ... Já aí estão?? ... Sim Sim , vá diz lá? Trafaria? É onde eu estou... Cacilhas,Trafaria, não é tudo a mesma coisa? ... Ai não?"

Pois, tinham-me falado em cacilheiros e depois queriam que eu descobrisse sozinho que tinham acabado de construir outro cais para os cacilheiros para os lados da Costa...

4 minutos depois estava a chegar à "Trafaria", e só lá estavam o President e o Professor.
O Jesus que é local népias. E depois o outro que pensa sempre que tem tudo que esperar por ele... e desta vez trouxe um "amigo" dele! (Não vou comentar...são opções).

Depois de tudo pronto demos uma volta de 105 km com o seguinte itenerário:
"Trafaria"
Costa Caparica (down town)
Costa Caparica (cabras!)
Fonte da Telha
Não sei quê, não sei que mais...
Cruzamento para o Meco
Praia do Meco
Não sei quê, não sei que mais...
Zona de Sesimbra
Azeitão
Casa do Nogat
Não sei quê, não sei que mais...
Almada
Não sei quê, não sei que mais...
"Trafaria"

Média = +- 28 km/h

Grupo homo...géneo, menos eu que me destaquei como o caraças.


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MARATONA DE LISBOA - 5 de DEZEMBRO

Não, não participei...
Mas nesse dia fiz um treino de bike para os lados de Lisboa e sem querer acompanhei a partida da prova na zona do Terreiro do Paço.

Partida... PUM!!!
E pronto, durante 42km vão uns gajos a correr a cerca de 20 km/h... Acompanhei-os de bicicleta até ao km 9 e o meu conta quilómetros não me deixa mentir... ora a 20 ora a 21 km/h. Para baixo disse é que eles não desceram, nem mesmo com um vento contra a fugir para o moderado... I-M-P-R-E-S-S-I-O-N-A-N-T-E!!!

NOTA: Quando for grande quero ser assim...

Cheguei a casa ao fim de 90 km sem nunca tirar a corrente da talêga, nem mesmo na subida a 38% para a minha casa.

Média da volta = 26km/h (com 9km feitos ao ritmo dos melhores maratonistas :) )

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segunda-feira, novembro 29, 2004

TREINO NA ARRÁBIDA COM VISTA PARA "TRÓIA"

6ª feira (22h):
Telefonema ao Sr. Prof. DÁrio - nada
Telefonema ao Nogat - nada
2º telefonema ao Sr.Prof. DÁrio - nada - deixo mensagem com 36 insultos pessoais
Telefonema ao Brandinho - nada
...
passados 10s, liga o Brandinho - "Então palhaço, ligaste?"

Respondi-lhe que já tinha telefonado para o pessoal todo e que ninguém dizia nada. Ou seja, com medo da média que eu pudesse imprimir ao passeio, fingiam todos que não me ouviam ...
"Tás onde?" - questionei eu
"Mussulo man!!!" - responde o dançarino
"Tás bêbado?"
"(Grande arroto) Quem? mim??" - atirou o ex-ciclista amador
..esqueçe, este amanhã não aparece, tão certo como o Sr. Prof. DÁrio atracar de popa...

Dito e feito, mais ou menos ás 8:46:03 aparece o Sr.Prof. DÁrio sozinho e abandonado.
Antes, ás 8:29:57 - hora da minha chegada- já o "Perneta" Maia lá estava com a sua aleijadinha.

Ás 9:03:00 chega o gajo que mora atrás das bombas - atrasado do orgão sexual masculino - e assim que o Sr. Prof. chegou do habitual pré esvaziamento intestinal, partimos em direcção ao desconhecido (pelo menos para mim).

Das bombas seguimos até ao cruzamento da estrada que vai de lisboa a setubal e tivemos que parar porque o Sr. Prof. DÁrio "queria fazer xixi"... isto passados 500 m...
Aproveitamos para verificar o que se passava com a nova máquina do Nogat, que insistia em fazer uma barulheira do caraças. Já com o desvidor na mão, desmontado pelo "Perneta" Maia, chegou-se á conclusão que... afinal era um elo da corrente que estava um bocado perro... tss tss. Amadores!

Depois da paragem de 17 minutos , seguimos em frente até ao cruzamento da estrada que vai da A1 para Sesimbra... o Nogat até aí levava fogo no rabo e insistia em fazer com que existissem sempre 2 pessoas a puxar, uma era ele e a outra a pessoa que ia à frente do "combóio"... depois passei eu para a frente para pôr alguma ordem naquilo.

Chegámos a perto do Meco, e cortámos para Sesimbra numa rotunda. O vento passou a estar mesmo de frente, assim como o Nogat. eheh
500 m á frente um CowBoi de cigarrinho ao canto da boca atravessa-se mesmo à frente "dagente" e fica literalmente parado no meio da estrada, obrigando o pessoal todo a gastar 75% (é assim que se diz não é sr. prof.?) das pastilhas dos travões.

Até Sesimbra ainda tivemos que esperar pelo Sr. Prof. uma vez, porque tinha perdido um pulmão perto do Meco.. Eu emprestei-lhe um dos meus, uma vez que não o estava a utilizar mesmo, e lá continuamos.

Fomos em direcção a Azeitão, sempre com médias de 30 e muitos em recta, e cortamos depois à direita para a serra da Arrábida no cruzamento antes da Vila.

Quando começou a subir, deixo o "Perneta" Maia afastar-se um bocado para depois poder treinar as minhas séries! Sigo com ele, e como o ritmo era lento o Nogat apanha-nos. O Sr. Prof. era uma formiga no horizonte, gigante é certo, mas uma formiga.

Passados uns 30 minutos de subida chegamos lá acima ás antenas, passando pelo caminho por uns malucos de parapente que nos chamaram a nós malucos... e eles é que se estavam a atirar precipício abaixo agarrados a um lençol com fios...enfim!

Depois foi sempre a descer até ... lá abaixo. 72km/h registados!

Em vez de seguirmos para Setubal, cortamos novamente á direita em direcção ás praias. Passamos pela fabrica do terror, e seguimos pela estradinha junto ás praias desertas e de águas límpidas. Um luxo! Sempre com a inclinação a aumentar, chegamos passados 2 km á parte mais difícil de toda a volta (pelo menos foi o que eles me disseram, porque eu estava distraído e não reparei. Juro!), com rampas de 15% ou mais, em que fui rampa acima na palheta com o Pinóquio. Chegados ao cruzamento lá em cima, viramos á esquerda de volta a Azeitão.

Passamos Azeitão e ainda demos mais umas voltinhas pelo caminho até ás bombas, apresentado no final as seguintes estatísticas:

TEMPO: Ceú nublado entre 10º lá em cima e 16º cá em baixo.
PERCURSO: 88 Km
RIDE TIME: 3h23
MÉDIA: 26 Km/h
DIFICULDADE FÍSICA: (4/5)
DIFICULDADE TÉCNICA: (1/5)




terça-feira, novembro 23, 2004

RELATO DA DESGRAÇA...

Quero desde já garantir a quem não esteve presente, que perderam o melhor passeio que organizei até ao momento desde o ano de 1978, altura em que, juntamente com o Cabritinha (como lhe chamávamos na altura), introduzi na Península Ibérica o que hoje chamamos de BTT (BEM – Bicicletas para as Estradas Nacionais de então).

Digamos que, tal como planeei até ao mais ínfimo pormenor, tivemos um pouco de tudo, de onde destaco por ordem alfabética:

· Agonia
· Berros
· Cãibras
· Dor
· Espasmos
· F#$”-SE
· Gritos
· Homossexuais
· Inveja
· Já chega!
· Larilas
· Medo
· Nossa Srª Fátima
· Orações
· P#$A CUS PARIU
· Quedas
· Rabilons
· Sofrimento
· Tortura
· Urticária
· Vexame
· Xiiiiiiii Patrão
· Zzztttt (eu a passar por eles)

Quantos aos presentes tivemos:

Eu - a um nível que dificilmente já alguém registou em vídeo
O Sô Presidente
O Sr. Prof. DÁrio
O Brandinho + o amigo da zona perigosa da charneca da Damaia
O Pedro “Perneta” Maia
O Iron Maral

Com 1 hora de atraso, porque lhes escapou na A1 a placa que dizia Saída para Alenquer a 2 km, e tb a que dizia Saída para Alenquer a 1000m, e tb a que dizia Saída para Alenquer a 500m, e tb a que dizia Saída para Alenquer a 200m e tb a pouco visível placa que dizia Saída para Alenquer a 100m, e que depois tiveram que ir fazer inversão de marcha ao Cartaxo via S. Pedro do Sul, tivemos:

Johnny Lopez
Eduardo “Teixeira Duarte”
João Paulo “360º No Hands” Soares

Por incrível que pareça parece que ainda não foi desta que conhecemos pessoalmente o Apartado 372, que não pode mais uma vez comparecer porque a filha parece que espirrou por volta das 11h15 da noite anterior, já não havendo depois tempo para a devida preparação mental e espiritual para enfrentar um desafio desta envergadura. Aposto que na próxima o vamos conhecer!

Portanto em vez de sairmos ás 9:15, saímos ás 10:05. Tendo eu revisto todo o percurso na noite anterior, vi logo que não iam ter tempo de fazer a volta toda. Como fui eu que os convidei, resolvi acompanha-los ao ritmo deles… e foi o que se viu.

Saímos pelas traseiras de Alenquer em direcção à Ota. A ideia original era seguir por alcatrão até ao Camarnal e aí seguir por terra até à Ota, mas como já estávamos muito atrasados resolvi seguir pela EN1. Empreguei o meu ritmo de aquecimento em alcatrão (35-40 km/h) e por incrível que pareça, ao fim de não mais que 500m, quando olho para trás já o conjunto de idosos estava a mais 700m, pelo que resolvi abrandar o ritmo. Mesmo assim quando passamos Cheganças (local onde almoçamos), começa tudo a mandar vir porque aquilo era suposto ser um passeio e não um conta-relógio e mai não sei o quê…
PARO! Na berma. Chega o Sô President a dizer que já não brincava mais comigo e que nem paramos para ajudar o João Paulo “360º No Hands” Soares, que tinha caído numa recta de alcatrão liso quando se distraiu a passar de mudança, e que ainda a acrescentar a isso o bacano da zona J da Damaia tinha feito um grind espectacular no pescoço do JP.

Depois de feitas todas as queixinhas, prosseguimos a ritmo atrofiante até à Ota, onde cortámos à esquerda no primeiro cruzamento, dando início á subida para o parque de merendas da localidade. Subida média com cerca de 1 km de comprimento com uma inclinação de 10% mais coisa menos coisa (segundo a agenda do Sr. Prof.).

Chego lá a cima, volto a colocar a roda da frente no chão, e espero pelo resto do pessoal, que pelo que me informaram vinham ainda a aquecer... (com aquela temperatura e aquele ritmo devem ter aquecido –13º C no mínimo).

Chegados ao parque de merendas, os aprendizes de gay quiseram logo tirar fotografias em grupo (a ideia deles seria outra, se eu não estivesse ali a moderar a coisa), e depois daquela palmadinha no rabo, lá foi tudo pela descidas dos SS’s abaixo - Diz a lenda que já fez parte de um percurso de Downhill – e que quando chegamos ao fim apenas eu desci o último drop sem desmontar. Foi pena ninguém ter filmado, pois foi o melhor back flip Kai Kai que fiz até hoje. Esperamos todos cá em baixo pelo João Soares que tinha uma bicicleta maior do que o resto do pessoal e não conseguia fazer as curvas sem desmontar...

Todos reunidos, prosseguimos a subida do Rio Bravo da Ota e depois embrenhamo-nos na selva através de uma subida rochosa e escorregadia que mais uma vez só eu fiz sem desmontar, também porque ia a sacar cavalo e era muito mais fácil passar as zonas sinuosas desta maneira. A experiência é isto meus amigos! Chegamos depois a uma curva de 136º que nos põe diante dos olhos uma réplica à escala da via norte do Evarest. Juro que se tivesse puxado mais na aula de rpm do dia anterior, não teria conseguido chegar lá acima sem desmontar... mais de 49% de pendente com terreno rochoso e solto qb, e um sol abrasador fizeram desta minha escala, a 2ª mais difícil de sempre. Os membros do grupo ao chegar lá acima disseram que nunca tinham experimentado o alpinismo, mas que também não queriam voltar a experimentar... não percebi porquê. Continuamos pois, por terreno ligeiramente ascendente, sempre com o Brandinho e o “Perneta” Maia a tentarem acompanhar o “Pai”, pondo muitas das vezes as suas próprias vidas em risco, e eis se não quando chegamos a um beco sem saída. Isto claro, foi o que passou pela maioria das cabeças dos aprendizes de triciclo:

- “Vejamos. Em frente? Arbustos! Para trás foi donde eu vim. Para a direita temos? Arbustos! Para a esquerda, temos este precipício. Onde raio é que se meteu o pró do Ricardo???”

- “TÁSSSS A BRICARRRR!!! Pessoal Pessoal o pró do Ricardo cai lá em baixo...!!!” - gritava com uma voz fininha o Brandinho

- “Não caiu nada!! Não vêm que ele tá montado! Pelo menos é o que parece aqui de cima” – comentava orgulhoso o Sô President

- “Incrível!!!! Onde é que voçês descobriram este gajo???” – questionava o “Perneta” Maia

- “Repara! Repara! Queres ver que ele vai escalar via 6b+ com a bicicleta??” – Brincou o Johnny Lopez

- “....” – longo silêncio colectivo

- “Se...Se...Se...Será que vamos ser beatificados, por assistirmos a isto?” – deixa escapar o boquiaberto Teixeira Duarte

Passados 36 minutos, lá começam a chegar, 1 a 1, os homenzinhos verdes que substituíram os HBT’s que vinham comigo!

“Esta é a última recta ascendente que temos até Montejunto” – tentando tranquilizar a multidão em fúria...
Nem passaram 12m quando se nos depara o primo da subida anterior... lá tive que acelerar para escapar à chuva de calhaus!

Cheguei a uma clareira, onde por segundos caíram algumas lágrimas provenientes dos meus extasiados olhos que diante de sim tinham uma visão parecida à da ZA1 da maratona de Grândola... a serra de Montejunto em todo o seu esplendor! Minutos depois juntam-se a mim os marcianos que depois de gastarem 19 minutos de insultos à minha pessoa e à minha família mais chegada, se apercebem da pintura no horizonte.... “AAAAAAAAAaahhhhhhhh que lindo!!!!” – cuspiu o Iron Maral, “Km’s quero km’s!!!” – acordou depois!

Depois de uma reunião ao bom estilo do meu condomínio, lá seguimos pelo caminho gay sugerido pela facção CUmichosa do grupo (todos menos eu), e não pelo “Alternative Extreme Escape” que eu tinha sugerido. Ainda assim houve alguém ainda mais gay que o caminho e nem isso conseguio fazer, ficando-se pelas urtigas.

Alcatrão até Abrigada cerca de 2-3 km, e paragem rápida nas bombas do intermarché para abastecer os cantiles. Decidimos que, devido à mesma facção de à bocado, deveríamos optar por um caminho mais curto ou almoçaríamos de mola no nariz.

Seguimos então pelo estradão de terra que vai dar à casa do guarda, mas ficando-nos pela aldeia a meio da serra que sobreviveu ao incêndio do ano passado. A partir daí foi a descer novamente até Abrigada, por onde dei um festival de sprints mágicos, saltos fotogénicos e a quebra de alguns records de velocidade da Região Oeste.

Passamos Abrigada qual pelotão sincronizado e chegamos à N1 que nos levaria de volta a Alenquer. Aí decidimos que os “mais rápidos” iriam á frente para não deixar escapar o banho quente. Essa dos mais rápidos tem que se lhe diga. Eu, o Perneta, o Sr. Prof., o Brandinho e o João Lopes partimos, com o Perneta a fazer uma breve passagem pela frente (47’’ segundos), depois foi a vez do Brandinho que fez a descida toda para a Ota (1’21’’) e depois na zona das subidas e vento forte de frente passei eu para os comandos do Combóio sem que ninguém me substituísse. Apenas quando já estavamos a acabar a última subida antes de Alenquer (12’46’’) é que o Sr. Prof. NaMama se dignou a passar para a frente para fazer a descida para a Vila Presépio (14’’). Passaram todos para a frente naquela de mostrar ás miúdas da terra que eram muita bons e blá blá blá... mal sabem eles que a minha fama na região é tal que elas pensam que eu sou o único exemplar no mundo. O único que fez um esforço parecido com o meu mais em câmara lenta, foi o Sô President que veio sozinho o caminho todo.

TOTAL = 45 km mais coisa menos coisa (com média de 20km/h, não foi?)

O Banho foi gostoso e o Almoço revelador, ou nem tanto, pois eu já desconfiava que até a comer o pessoal era gay... nem meio bife comeram!!!
Quero portanto voltar a repetir a experiência, mas desta vez com o pessoal todo e partirmos à hora certa e com regresso incerto. Certo apenas que faremos o percurso todo e sem N1. Pode ser?

R

DE PEQUENINO SE ATROFIA O MENINO

Poizé meus amigozzz...
Não é que hoje quando fui largar o puto ao infantário, a srª educadora se vira para mim e diz:

"Olhe. Este ano na Festa de Natal, os pais (no masculino), vão fazer a peça do Capuchinho Vermelho, e a si calhou-lhe a personagem do lobo mau. Eles adooooooram..."

Nem tive tempo de lhe cuspir para cima e já a mulher me tinha fechado a porta na tromba!

Há uma dúvida que não me deixou trabalhar o dia todo!!!
Que imagem vou eu passar ao meu herdeiro, dizendo a um gajo vestido de vermelho:
"QUERO-TE COMER!!!"

R

sexta-feira, novembro 19, 2004

"HILL TOGETHER" ADVENTURE EXTREME RAID '04

Poizé meus amigozzz,
amanhã terá lugar na bonita serra de Montejunto e arredores, um passeio do clube HBT's organizado por mim no percurso e pelo nosso Presidente Rui na logística.

Deixem-me que vos diga que vai ser um dos maiores fiascos da história dos passeios organizados, e por 2 ordens de razão:

1ª - Não faço a menor ideia de 80% dos caminhos que vamos utilizar;

2ª - Temos que estar nos banhos até ás 13h. Ora, como vamos andar perdidos pelo menos 8 horas, cheira-me que partindo ás 9h30 não chegaremos aos balneários antes do por do sol...

Tirando estes pormenores sem qualquer importância, todos os ingredientes para um passeio mítico foram cuidadosamente alinhados. Alta montanha, Baixa Montanha, Rios bravos, Pinhal, Eucaliptal, Planície, Tundra, Fauna diversa, Sol, Tempo fresco... um luxo!

Á partida estarão, se não houver as normais desistências de última hora:
Eu,
o Rui,
o Sr. Prof. DÁrio,
o Pedro "Retido",
o João Lopes,
O Brandinho,
3 amigos do Brandinho,
o Pedro Maia

Amanhã logo se vê como corre a coisa... que ainda não sei se são 20 ou 60 km :)

R


terça-feira, novembro 16, 2004

QUERO TREINAR TREINAR TREINAR...

... mas não me deixam!!!

É só trabalho, só trabalho. Um gajo tem 723 objectivos desportivos para esta época e os chefes não são capazes de entender umacoisa tão simples como esta!

Mas será assim tão dificil perceber que se nao me deixarem treinar agora, mais tarde ou mais cedo vou entrar em parafuso e espeto-lhes com uma baixa de 18 meses (belo estágio)!!!

Se amanhã - e atenção que não lhes dou nem mais um dia - se amanhã não me deixarem ir treinar, no dia a seguir chego aqui ás 9 e saio antes das 7 da tarde... e depois quero ver quem é que faz a merda do trabalho atrasado!