segunda-feira, dezembro 20, 2004

LISBOA - BORBA

Pois amigoz,
como já há muito tempo andava para o fazer, este fim de semana é que foi de vez.

Sair de casa e só parar em Borba, terra da Sra. minha Esposa, num total de 185 km sem relevo significativo, apesar de ainda conter uma ou outra subidita mais puxada.

O vento desta vez ajudou em metade do percurso e prejudicou na última metade, isto porque o vento de manhã estava de Noroeste, mas foi rodando ao longo do dia, até terminar num Nordeste a descair para Este, e sempre moderado.

Ainda assim, e tendo sido feito a solo, a média final ficou nos 30,4 km/h com o tempo total de 6h42 (6:05 de ride time).

Para a semana temos o Tróia-Sagres que será feito em pelotão, pelo que o esforço deverá ser semelhante dado a maior quilometragem.

Se o vento estiver de norte como este fim de semana, o record deverá ser batido na certa...

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terça-feira, dezembro 14, 2004

CASA DO RICARDO - CASA DO MARIO

Esta época que estamos a atravessar, a do Tróia-Sagres, trás-me à memória uma travessia que efectuei na véspera do dia de Natal do ano 2001 (Odisseia na "Planície"), e que ligou a minha casa (Sta. Iría de Azóia) á casa do meu primo Mário (em Beja), onde se iria realizar a ceia de Natal nesse ano.

Perguntei a várias pessoas na altura se me queriam acompanhar, mas todos arranjaram a mesma desculpa esfarrapada de que também tinham família e que por acaso não morava em Beja... Desculpas!

Sendo assim e depois de ter amadurecido esta ideia durante mais de 36 horas na minha cabeça, decidi o caminho que haveria de tomar.

Casa - V. Franca de Xira - Vendas Novas - Montemor-o-novo - Ferreira do Alentejo - Beja

Este percurso foi feito com a minha fiel montada "Marin Bear Valley da colheita de 1997" e com uns fabulosos pneus IRC (Internacional Racing Cardado) 26x1.95

Já agora, e para os milhões de portugueses que vivem em Santa Iría de Azóia e têm família em Beja, deixo aqui uma descrição do que vão encontrar caso queiram ir de bicicleta para casa dos primos:

Casa - V. Franca de Xira = 15 km

Partida por volta das 6:40 da manhã, ainda completamente escuro, mas como o dia estava quase a nascer e eu tinha previsto chegar por volta das 3 da tarde, não valia a pena ter o trabalho de montar a luz e o carregar peso extra durante todo o percurso.

Este troço é feito a uma média de 20 km/h para aquecer o coração, uma vez que estavam cerca de 4/5 graus acima de zero.

Chegado a V. franca, jogo-me para a margem sul do Tejo através da ponte da cidade.

V. Franca de Xira - Vendas Novas = 60 km

Segui depois pela imensa recta que me levou ao Porto Alto. Nesta recta para terem ideia do frio que estava, fui constantemente bombardeado por gigantescas placas de gelo (do tamanho de para-brisas) que saltavam do topo dos atrelados dos camiões TIR. Bastava que uma delas me tivesse apanhado para não estar aqui a escrever com esta rapidez toda - assustador...

Aqui o forte vento contra também já se fazia sentir. Porto Alto, Santo Estevão, Taipada, Pegões e lá fui eu riscando todos estes pontos do meu caderninho, com a media nesta altura a subir para os 25 km/h. A estrada neste troço é boa e tem poucos carros a estas horas matinais, mas quando passam por nós é sempre a mais de 120, o que nos obriga a uma constante atenção ao que se aproxima por trás (o que aliás aplico ao resto dos dias do ano).

Passados 75 km desde o início, chego a Vendas Novas - a terra dos "Reis" das bifanas e das empadas - e paro para comer uma bela empada.

Quando me preparo para subir para a bicicleta e regressar à estrada... TAU!!!!
1ª cãimbra aos 75 km... isto não pode ser verdade... ainda me faltam... 140 km!!!

Alongamentos no chão, 10 minutos de respiração e siga para bingo...


Vendas Novas - Montemor-o-novo = 30 km

Sempre com vento forte de frente, fiz estes 30 km a penar uma vez que o vento obrigava-me a pedalar até nas descidas, e também porque este troço continha algumas zonas de sobe e desce que nestas condições já eram suficientes para fazer estragos.

Á entrada de Montemor, cortei á direita para Alcáçovas.


Montemor-o-novo - Ferreira do Alentejo = 80 km

Para terem outra ideia do vento que estava, quando virei á direita para Alcáçovas, entrei numa estrada antiga de empedrado, não estava bem com o vento pelas costas, mas estava de maneira suficiente para a direito ir a cerca de 50 km/h... foi pena é só ter durado uns minutos.

No total, nestes cerca de 80 km cruzei-me com cerca de 4 a 5 carros no máximo, isto a meio da tarde, e foi por ventura a estrada de alcatrão mais isolada em que pedalei até hoje.

A meio deste troço, em Alcáçovas, uma terra no meio de nenhures, parei num tasco repleto de homens de bigode onde estava a dar um jogo de futebol, e entrei para comer qualquer coisa e tentar recuperar o que pudesse ser recuperado deste monte de carne que vinha em cima da bike.

Digamos que para desmontar tive que cair para o lado, pois elevar a perna à altura do selim poderia ter consequências imprevisíveis. Entrei com aquele andar novo, todo em licra avermelhada e capacete azul bébé... "Queria um nectar light e uma sandes de queijo sem manteiga, se faz favor."... Nem preciso contar o resto pois não. Alcáçovas never more.

Numa estrada isolada e sem relevo arrastei-me até Ferreira do Alentejo já com o sol a acasalar com o horizonte. Faltavam os últimos 25 km. Não consigo!

Ferreira do Alentejo - Beja = 25 km

Terreno liso, ou quase, já com noite cerrada a partir de metade do troço, encostadinho á berma para não ser passado a ferro, e que foi um dos maiores desafios psicológicos que tive até hoje.

Cheguei ao fim dos 210 km com mais de 13 horas de sacrifício e estabeleci o meu record de distância.

Digamos que na ceia de natal, metade foi para mim e metade para os outros 30 elementos da minha família. Depois foi dormir no sofá, enquanto me atiravam prendas para cima...

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segunda-feira, dezembro 13, 2004

CONSTIPAÇÃO Nº 67342

Não sei se já foram tantas, mas que já me parecem ser demasiadas lá isso parecem...

No final de Sexta, no Sábado e no Domingo estive de molho, a bombar nos Actifeds e nas Aspirinas. Hoje estou melhor do pingo, dos espirros e das dores no corpo, mas estou pior da tosse... Dasse! Vamos lá a ver se me ponho fino antes do Tróia-Sagres.

Talvez no Domingo e caso esteja melhor, vá correr os 8,7 km da Corrida de Natal, que parte do Estádio do Glorioso e termina nos Restauradores. O ano passado fui lá e passei as passas do algarve com o calor que estava, este ano deve ser com o frio.

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sexta-feira, dezembro 10, 2004

BODY ATTACK

Literalmente....

Tou que nem posso.

6 horas de bike = porreiro
45 minutos de body attack = andar novo

ele há coisas...!

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PASSEIO DE "CACILHAS"

8:15 - Desligo o carro e digo para mim mesmo "Já sabia que este pessoal se ia atrasar todo. Nem vestígios de Holmes no pedaço", aproveito para apreciar a fauna local de Cacilhas.

8:20 - "Mau. Se calhar é melhor ligar ao Messieur President, não vão os gajos ter desistido e não me avisarem como é costume. 9629.... .... .... .... Estou? .... Vá lá , já acordaste! ... Escuta lá, então o que é que andam a fazer que nunca mais cá chegam? ... Já aí estão?? ... Sim Sim , vá diz lá? Trafaria? É onde eu estou... Cacilhas,Trafaria, não é tudo a mesma coisa? ... Ai não?"

Pois, tinham-me falado em cacilheiros e depois queriam que eu descobrisse sozinho que tinham acabado de construir outro cais para os cacilheiros para os lados da Costa...

4 minutos depois estava a chegar à "Trafaria", e só lá estavam o President e o Professor.
O Jesus que é local népias. E depois o outro que pensa sempre que tem tudo que esperar por ele... e desta vez trouxe um "amigo" dele! (Não vou comentar...são opções).

Depois de tudo pronto demos uma volta de 105 km com o seguinte itenerário:
"Trafaria"
Costa Caparica (down town)
Costa Caparica (cabras!)
Fonte da Telha
Não sei quê, não sei que mais...
Cruzamento para o Meco
Praia do Meco
Não sei quê, não sei que mais...
Zona de Sesimbra
Azeitão
Casa do Nogat
Não sei quê, não sei que mais...
Almada
Não sei quê, não sei que mais...
"Trafaria"

Média = +- 28 km/h

Grupo homo...géneo, menos eu que me destaquei como o caraças.


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MARATONA DE LISBOA - 5 de DEZEMBRO

Não, não participei...
Mas nesse dia fiz um treino de bike para os lados de Lisboa e sem querer acompanhei a partida da prova na zona do Terreiro do Paço.

Partida... PUM!!!
E pronto, durante 42km vão uns gajos a correr a cerca de 20 km/h... Acompanhei-os de bicicleta até ao km 9 e o meu conta quilómetros não me deixa mentir... ora a 20 ora a 21 km/h. Para baixo disse é que eles não desceram, nem mesmo com um vento contra a fugir para o moderado... I-M-P-R-E-S-S-I-O-N-A-N-T-E!!!

NOTA: Quando for grande quero ser assim...

Cheguei a casa ao fim de 90 km sem nunca tirar a corrente da talêga, nem mesmo na subida a 38% para a minha casa.

Média da volta = 26km/h (com 9km feitos ao ritmo dos melhores maratonistas :) )

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segunda-feira, dezembro 06, 2004

O Perú !!!

O pobre agricultor de Entre-Douro-e-Minho chegou, mais uma vez, cansado e empoeirado à sua modesta casa. Daquela vez não sentiu o habitual cheiro do jantar de papas de sarrabulho que invariavelmente a sua mulher lhe servia. Entrou e ouviu relinchar na cozinha. Esfregou os olhos e fitou o imenso marsapo equino que a sua mulher deglutia com gula. Era o alazão do pároco, que tinha vindo cumprir as suas obrigações pastorais. O padre Matias enfiava-lhe o nabo, bem untado de sebo-de-hollanda, no anús tumefacto e arroxeado. Um cigano todo sujo limpava o esperma sediço, nos cabelos da sua esposa, enquanto Tejo, o fiel cão-pastor, ejaculava em cima da malga das migas de broa.
-"Bons olhos o vejam amigo Venâncio!" - Disse o padre. -"Estava aqui a confraternizar com a Dona Eufrásia. Também trouxe aqui um amigo, o Lelo. Ele é o novo sacristão, enquanto o Sandro Vanderlei não recupera da overdose de esteróides anabolizantes que apanhou. O pobre coitado queria ter mais músculos...Sabe? Ele é um bocado fraco da cabeça. Mas enfim, por enquanto desenrasco-me aqui com o Lelo que acampou no átrio ontem." Lelo tirou uma valente chapelada ao agricultor enquanto o padre Matias limpava a verga a um pano da loiça bordado por Eufrásia. -" Pois é, pois é...Cá vamos indo. Bom, vou andando que ainda tenho que ir visitar o orfanato." O agricultor acenou-lhe em silêncio, esboçando um sorriso. A mulher ainda disse: " Mande sempre Sr. Prior!". O Padre pegou na rédea do cavalo e saiu.

Eufrásia deu um sonoro peido com malho e afastou-se em direcção à sala, deixando um rasto de esperma e fezes liquefeitas.

O agricultor pensou que talvez o seu casamento estivesse numa daquelas fases de crise e cortou um bocado de broa, afastando o cão-pastor, que entretanto adormecera em cima do pão.

Pelo canto do olho, reparou que afinal o cigano Lelo ainda ali estava. O étnico raspava lascas de esmegma (*) seco do malho, enquanto cantava: " Ai, tani tani...", entretido que estava na tarefa. Também tirava lascas de sarro dos dentes que dava a comer ao cão. Este saltava abanando cauda para os pitéus que Lelo lhe deixava cair na boca. A mulher do agricultor raspava o corrimento seco das cuecas pútridas que já não mudava há mais de três quinze dias. -" Isto no Inverno não está para secarmos roupa. Há que poupar".

O agricultor ligara a televisão para ver as noticias. - "Boa noite." - Disse a Manuela Moura Guedes na TV. - " O Governo decretou hoje, pelas 16 horas, o estado de calamidade pública (...)" - O agricultor mudou de canal. Na SIC estava a dar um talk-show em que estavam a entrevistar a N. Senhora de Fátima. - " Essa vacarrona de Lourdes é uma impostora!" Eu se a apanho meto-lhe (...)". Mudou outra vez de canal. Estava a dar a inauguração do Estádio de 200.000 espectadores do Desportivo das Aves, para o Euro 2004. O agricultor, cansado, adormeceu em menos de um minuto. A mulher pôs a as cuecas na barrela. O cão teve uma polução nocturna em cima da canastra das cebolas. O cigano tinha saído porque tinha sido realojado num apartamento duplex de 400 m2, com vista para o mar, que o Ministério do Emprego e Solidariedade Social lhe tinha atribuído em razão de um programa de erradicação de barracas.

O agricultor sonhava com uma enorme cruz de 700 metros de altura, enquanto a mulher zurzia o filho mongolóide que tinham escondido num galinheiro há já vinte e dois anos.

(*) Esmegma - substância branco-amarelada constituída por sebo e células do epitélio que se acumula nos orgãos sexuais.

FIM

segunda-feira, novembro 29, 2004

O Inverno

Andar nos caminhos nas condições mais adversas, com a água, nevoeiro, trovoada e lama é algo que nos transforma em maluquinhos, mas que nos dá bastante prazer.Os caminhos tornam-se autênticas pistas de obstáculos, as rodas escorregam na lama, nas pedras e nos troncos, surgem riachos em tudo o que é sitio, e o silêncio da Natureza é acompanhado pelo som de água a correr.A água projectada das rodas para o nosso corpo quente, o nevoeiro cerrado acompanhado por chuva torna o ambiente fenomenal.Á medida que os Kms se acumulam os nossos pensamentos dirigem-se para o sofá, para o banho quentinho e para o conforto da nossa casa. Algo que damos bastante valor quando pedalamos nestas condições.Andar nestas condições poderá tornar-se viciante , a procura deste tipo de sensações leva-nos mesmo a pedalar nas noites frias e chuvosas de Inverno.Incompreensível para muitos e compreensível para alguns, a chegada das primeiras chuvas é quase uma época festiva para alguns BTTistas.As nossas roupas por vezes têm que passar por um filtro "mangueira" antes de ir á máquina, a nossa familia começa a tomar os comprimidos de paciência, enquanto nós até lavamos a bicicleta ( pelo menos o sistema de transmissão ).






TREINO NA ARRÁBIDA COM VISTA PARA "TRÓIA"

6ª feira (22h):
Telefonema ao Sr. Prof. DÁrio - nada
Telefonema ao Nogat - nada
2º telefonema ao Sr.Prof. DÁrio - nada - deixo mensagem com 36 insultos pessoais
Telefonema ao Brandinho - nada
...
passados 10s, liga o Brandinho - "Então palhaço, ligaste?"

Respondi-lhe que já tinha telefonado para o pessoal todo e que ninguém dizia nada. Ou seja, com medo da média que eu pudesse imprimir ao passeio, fingiam todos que não me ouviam ...
"Tás onde?" - questionei eu
"Mussulo man!!!" - responde o dançarino
"Tás bêbado?"
"(Grande arroto) Quem? mim??" - atirou o ex-ciclista amador
..esqueçe, este amanhã não aparece, tão certo como o Sr. Prof. DÁrio atracar de popa...

Dito e feito, mais ou menos ás 8:46:03 aparece o Sr.Prof. DÁrio sozinho e abandonado.
Antes, ás 8:29:57 - hora da minha chegada- já o "Perneta" Maia lá estava com a sua aleijadinha.

Ás 9:03:00 chega o gajo que mora atrás das bombas - atrasado do orgão sexual masculino - e assim que o Sr. Prof. chegou do habitual pré esvaziamento intestinal, partimos em direcção ao desconhecido (pelo menos para mim).

Das bombas seguimos até ao cruzamento da estrada que vai de lisboa a setubal e tivemos que parar porque o Sr. Prof. DÁrio "queria fazer xixi"... isto passados 500 m...
Aproveitamos para verificar o que se passava com a nova máquina do Nogat, que insistia em fazer uma barulheira do caraças. Já com o desvidor na mão, desmontado pelo "Perneta" Maia, chegou-se á conclusão que... afinal era um elo da corrente que estava um bocado perro... tss tss. Amadores!

Depois da paragem de 17 minutos , seguimos em frente até ao cruzamento da estrada que vai da A1 para Sesimbra... o Nogat até aí levava fogo no rabo e insistia em fazer com que existissem sempre 2 pessoas a puxar, uma era ele e a outra a pessoa que ia à frente do "combóio"... depois passei eu para a frente para pôr alguma ordem naquilo.

Chegámos a perto do Meco, e cortámos para Sesimbra numa rotunda. O vento passou a estar mesmo de frente, assim como o Nogat. eheh
500 m á frente um CowBoi de cigarrinho ao canto da boca atravessa-se mesmo à frente "dagente" e fica literalmente parado no meio da estrada, obrigando o pessoal todo a gastar 75% (é assim que se diz não é sr. prof.?) das pastilhas dos travões.

Até Sesimbra ainda tivemos que esperar pelo Sr. Prof. uma vez, porque tinha perdido um pulmão perto do Meco.. Eu emprestei-lhe um dos meus, uma vez que não o estava a utilizar mesmo, e lá continuamos.

Fomos em direcção a Azeitão, sempre com médias de 30 e muitos em recta, e cortamos depois à direita para a serra da Arrábida no cruzamento antes da Vila.

Quando começou a subir, deixo o "Perneta" Maia afastar-se um bocado para depois poder treinar as minhas séries! Sigo com ele, e como o ritmo era lento o Nogat apanha-nos. O Sr. Prof. era uma formiga no horizonte, gigante é certo, mas uma formiga.

Passados uns 30 minutos de subida chegamos lá acima ás antenas, passando pelo caminho por uns malucos de parapente que nos chamaram a nós malucos... e eles é que se estavam a atirar precipício abaixo agarrados a um lençol com fios...enfim!

Depois foi sempre a descer até ... lá abaixo. 72km/h registados!

Em vez de seguirmos para Setubal, cortamos novamente á direita em direcção ás praias. Passamos pela fabrica do terror, e seguimos pela estradinha junto ás praias desertas e de águas límpidas. Um luxo! Sempre com a inclinação a aumentar, chegamos passados 2 km á parte mais difícil de toda a volta (pelo menos foi o que eles me disseram, porque eu estava distraído e não reparei. Juro!), com rampas de 15% ou mais, em que fui rampa acima na palheta com o Pinóquio. Chegados ao cruzamento lá em cima, viramos á esquerda de volta a Azeitão.

Passamos Azeitão e ainda demos mais umas voltinhas pelo caminho até ás bombas, apresentado no final as seguintes estatísticas:

TEMPO: Ceú nublado entre 10º lá em cima e 16º cá em baixo.
PERCURSO: 88 Km
RIDE TIME: 3h23
MÉDIA: 26 Km/h
DIFICULDADE FÍSICA: (4/5)
DIFICULDADE TÉCNICA: (1/5)




terça-feira, novembro 23, 2004

RELATO DA DESGRAÇA...

Quero desde já garantir a quem não esteve presente, que perderam o melhor passeio que organizei até ao momento desde o ano de 1978, altura em que, juntamente com o Cabritinha (como lhe chamávamos na altura), introduzi na Península Ibérica o que hoje chamamos de BTT (BEM – Bicicletas para as Estradas Nacionais de então).

Digamos que, tal como planeei até ao mais ínfimo pormenor, tivemos um pouco de tudo, de onde destaco por ordem alfabética:

· Agonia
· Berros
· Cãibras
· Dor
· Espasmos
· F#$”-SE
· Gritos
· Homossexuais
· Inveja
· Já chega!
· Larilas
· Medo
· Nossa Srª Fátima
· Orações
· P#$A CUS PARIU
· Quedas
· Rabilons
· Sofrimento
· Tortura
· Urticária
· Vexame
· Xiiiiiiii Patrão
· Zzztttt (eu a passar por eles)

Quantos aos presentes tivemos:

Eu - a um nível que dificilmente já alguém registou em vídeo
O Sô Presidente
O Sr. Prof. DÁrio
O Brandinho + o amigo da zona perigosa da charneca da Damaia
O Pedro “Perneta” Maia
O Iron Maral

Com 1 hora de atraso, porque lhes escapou na A1 a placa que dizia Saída para Alenquer a 2 km, e tb a que dizia Saída para Alenquer a 1000m, e tb a que dizia Saída para Alenquer a 500m, e tb a que dizia Saída para Alenquer a 200m e tb a pouco visível placa que dizia Saída para Alenquer a 100m, e que depois tiveram que ir fazer inversão de marcha ao Cartaxo via S. Pedro do Sul, tivemos:

Johnny Lopez
Eduardo “Teixeira Duarte”
João Paulo “360º No Hands” Soares

Por incrível que pareça parece que ainda não foi desta que conhecemos pessoalmente o Apartado 372, que não pode mais uma vez comparecer porque a filha parece que espirrou por volta das 11h15 da noite anterior, já não havendo depois tempo para a devida preparação mental e espiritual para enfrentar um desafio desta envergadura. Aposto que na próxima o vamos conhecer!

Portanto em vez de sairmos ás 9:15, saímos ás 10:05. Tendo eu revisto todo o percurso na noite anterior, vi logo que não iam ter tempo de fazer a volta toda. Como fui eu que os convidei, resolvi acompanha-los ao ritmo deles… e foi o que se viu.

Saímos pelas traseiras de Alenquer em direcção à Ota. A ideia original era seguir por alcatrão até ao Camarnal e aí seguir por terra até à Ota, mas como já estávamos muito atrasados resolvi seguir pela EN1. Empreguei o meu ritmo de aquecimento em alcatrão (35-40 km/h) e por incrível que pareça, ao fim de não mais que 500m, quando olho para trás já o conjunto de idosos estava a mais 700m, pelo que resolvi abrandar o ritmo. Mesmo assim quando passamos Cheganças (local onde almoçamos), começa tudo a mandar vir porque aquilo era suposto ser um passeio e não um conta-relógio e mai não sei o quê…
PARO! Na berma. Chega o Sô President a dizer que já não brincava mais comigo e que nem paramos para ajudar o João Paulo “360º No Hands” Soares, que tinha caído numa recta de alcatrão liso quando se distraiu a passar de mudança, e que ainda a acrescentar a isso o bacano da zona J da Damaia tinha feito um grind espectacular no pescoço do JP.

Depois de feitas todas as queixinhas, prosseguimos a ritmo atrofiante até à Ota, onde cortámos à esquerda no primeiro cruzamento, dando início á subida para o parque de merendas da localidade. Subida média com cerca de 1 km de comprimento com uma inclinação de 10% mais coisa menos coisa (segundo a agenda do Sr. Prof.).

Chego lá a cima, volto a colocar a roda da frente no chão, e espero pelo resto do pessoal, que pelo que me informaram vinham ainda a aquecer... (com aquela temperatura e aquele ritmo devem ter aquecido –13º C no mínimo).

Chegados ao parque de merendas, os aprendizes de gay quiseram logo tirar fotografias em grupo (a ideia deles seria outra, se eu não estivesse ali a moderar a coisa), e depois daquela palmadinha no rabo, lá foi tudo pela descidas dos SS’s abaixo - Diz a lenda que já fez parte de um percurso de Downhill – e que quando chegamos ao fim apenas eu desci o último drop sem desmontar. Foi pena ninguém ter filmado, pois foi o melhor back flip Kai Kai que fiz até hoje. Esperamos todos cá em baixo pelo João Soares que tinha uma bicicleta maior do que o resto do pessoal e não conseguia fazer as curvas sem desmontar...

Todos reunidos, prosseguimos a subida do Rio Bravo da Ota e depois embrenhamo-nos na selva através de uma subida rochosa e escorregadia que mais uma vez só eu fiz sem desmontar, também porque ia a sacar cavalo e era muito mais fácil passar as zonas sinuosas desta maneira. A experiência é isto meus amigos! Chegamos depois a uma curva de 136º que nos põe diante dos olhos uma réplica à escala da via norte do Evarest. Juro que se tivesse puxado mais na aula de rpm do dia anterior, não teria conseguido chegar lá acima sem desmontar... mais de 49% de pendente com terreno rochoso e solto qb, e um sol abrasador fizeram desta minha escala, a 2ª mais difícil de sempre. Os membros do grupo ao chegar lá acima disseram que nunca tinham experimentado o alpinismo, mas que também não queriam voltar a experimentar... não percebi porquê. Continuamos pois, por terreno ligeiramente ascendente, sempre com o Brandinho e o “Perneta” Maia a tentarem acompanhar o “Pai”, pondo muitas das vezes as suas próprias vidas em risco, e eis se não quando chegamos a um beco sem saída. Isto claro, foi o que passou pela maioria das cabeças dos aprendizes de triciclo:

- “Vejamos. Em frente? Arbustos! Para trás foi donde eu vim. Para a direita temos? Arbustos! Para a esquerda, temos este precipício. Onde raio é que se meteu o pró do Ricardo???”

- “TÁSSSS A BRICARRRR!!! Pessoal Pessoal o pró do Ricardo cai lá em baixo...!!!” - gritava com uma voz fininha o Brandinho

- “Não caiu nada!! Não vêm que ele tá montado! Pelo menos é o que parece aqui de cima” – comentava orgulhoso o Sô President

- “Incrível!!!! Onde é que voçês descobriram este gajo???” – questionava o “Perneta” Maia

- “Repara! Repara! Queres ver que ele vai escalar via 6b+ com a bicicleta??” – Brincou o Johnny Lopez

- “....” – longo silêncio colectivo

- “Se...Se...Se...Será que vamos ser beatificados, por assistirmos a isto?” – deixa escapar o boquiaberto Teixeira Duarte

Passados 36 minutos, lá começam a chegar, 1 a 1, os homenzinhos verdes que substituíram os HBT’s que vinham comigo!

“Esta é a última recta ascendente que temos até Montejunto” – tentando tranquilizar a multidão em fúria...
Nem passaram 12m quando se nos depara o primo da subida anterior... lá tive que acelerar para escapar à chuva de calhaus!

Cheguei a uma clareira, onde por segundos caíram algumas lágrimas provenientes dos meus extasiados olhos que diante de sim tinham uma visão parecida à da ZA1 da maratona de Grândola... a serra de Montejunto em todo o seu esplendor! Minutos depois juntam-se a mim os marcianos que depois de gastarem 19 minutos de insultos à minha pessoa e à minha família mais chegada, se apercebem da pintura no horizonte.... “AAAAAAAAAaahhhhhhhh que lindo!!!!” – cuspiu o Iron Maral, “Km’s quero km’s!!!” – acordou depois!

Depois de uma reunião ao bom estilo do meu condomínio, lá seguimos pelo caminho gay sugerido pela facção CUmichosa do grupo (todos menos eu), e não pelo “Alternative Extreme Escape” que eu tinha sugerido. Ainda assim houve alguém ainda mais gay que o caminho e nem isso conseguio fazer, ficando-se pelas urtigas.

Alcatrão até Abrigada cerca de 2-3 km, e paragem rápida nas bombas do intermarché para abastecer os cantiles. Decidimos que, devido à mesma facção de à bocado, deveríamos optar por um caminho mais curto ou almoçaríamos de mola no nariz.

Seguimos então pelo estradão de terra que vai dar à casa do guarda, mas ficando-nos pela aldeia a meio da serra que sobreviveu ao incêndio do ano passado. A partir daí foi a descer novamente até Abrigada, por onde dei um festival de sprints mágicos, saltos fotogénicos e a quebra de alguns records de velocidade da Região Oeste.

Passamos Abrigada qual pelotão sincronizado e chegamos à N1 que nos levaria de volta a Alenquer. Aí decidimos que os “mais rápidos” iriam á frente para não deixar escapar o banho quente. Essa dos mais rápidos tem que se lhe diga. Eu, o Perneta, o Sr. Prof., o Brandinho e o João Lopes partimos, com o Perneta a fazer uma breve passagem pela frente (47’’ segundos), depois foi a vez do Brandinho que fez a descida toda para a Ota (1’21’’) e depois na zona das subidas e vento forte de frente passei eu para os comandos do Combóio sem que ninguém me substituísse. Apenas quando já estavamos a acabar a última subida antes de Alenquer (12’46’’) é que o Sr. Prof. NaMama se dignou a passar para a frente para fazer a descida para a Vila Presépio (14’’). Passaram todos para a frente naquela de mostrar ás miúdas da terra que eram muita bons e blá blá blá... mal sabem eles que a minha fama na região é tal que elas pensam que eu sou o único exemplar no mundo. O único que fez um esforço parecido com o meu mais em câmara lenta, foi o Sô President que veio sozinho o caminho todo.

TOTAL = 45 km mais coisa menos coisa (com média de 20km/h, não foi?)

O Banho foi gostoso e o Almoço revelador, ou nem tanto, pois eu já desconfiava que até a comer o pessoal era gay... nem meio bife comeram!!!
Quero portanto voltar a repetir a experiência, mas desta vez com o pessoal todo e partirmos à hora certa e com regresso incerto. Certo apenas que faremos o percurso todo e sem N1. Pode ser?

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DE PEQUENINO SE ATROFIA O MENINO

Poizé meus amigozzz...
Não é que hoje quando fui largar o puto ao infantário, a srª educadora se vira para mim e diz:

"Olhe. Este ano na Festa de Natal, os pais (no masculino), vão fazer a peça do Capuchinho Vermelho, e a si calhou-lhe a personagem do lobo mau. Eles adooooooram..."

Nem tive tempo de lhe cuspir para cima e já a mulher me tinha fechado a porta na tromba!

Há uma dúvida que não me deixou trabalhar o dia todo!!!
Que imagem vou eu passar ao meu herdeiro, dizendo a um gajo vestido de vermelho:
"QUERO-TE COMER!!!"

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sexta-feira, novembro 19, 2004

"HILL TOGETHER" ADVENTURE EXTREME RAID '04

Poizé meus amigozzz,
amanhã terá lugar na bonita serra de Montejunto e arredores, um passeio do clube HBT's organizado por mim no percurso e pelo nosso Presidente Rui na logística.

Deixem-me que vos diga que vai ser um dos maiores fiascos da história dos passeios organizados, e por 2 ordens de razão:

1ª - Não faço a menor ideia de 80% dos caminhos que vamos utilizar;

2ª - Temos que estar nos banhos até ás 13h. Ora, como vamos andar perdidos pelo menos 8 horas, cheira-me que partindo ás 9h30 não chegaremos aos balneários antes do por do sol...

Tirando estes pormenores sem qualquer importância, todos os ingredientes para um passeio mítico foram cuidadosamente alinhados. Alta montanha, Baixa Montanha, Rios bravos, Pinhal, Eucaliptal, Planície, Tundra, Fauna diversa, Sol, Tempo fresco... um luxo!

Á partida estarão, se não houver as normais desistências de última hora:
Eu,
o Rui,
o Sr. Prof. DÁrio,
o Pedro "Retido",
o João Lopes,
O Brandinho,
3 amigos do Brandinho,
o Pedro Maia

Amanhã logo se vê como corre a coisa... que ainda não sei se são 20 ou 60 km :)

R


terça-feira, novembro 16, 2004

QUERO TREINAR TREINAR TREINAR...

... mas não me deixam!!!

É só trabalho, só trabalho. Um gajo tem 723 objectivos desportivos para esta época e os chefes não são capazes de entender umacoisa tão simples como esta!

Mas será assim tão dificil perceber que se nao me deixarem treinar agora, mais tarde ou mais cedo vou entrar em parafuso e espeto-lhes com uma baixa de 18 meses (belo estágio)!!!

Se amanhã - e atenção que não lhes dou nem mais um dia - se amanhã não me deixarem ir treinar, no dia a seguir chego aqui ás 9 e saio antes das 7 da tarde... e depois quero ver quem é que faz a merda do trabalho atrasado!





quinta-feira, outubro 21, 2004

Apresentação

Boas tardes!

O meu nome é ******, e venho por este meio fazer aquela que será no futuro conhecida como a minha apresentação.

Olá o meu nome é ******.
Moro em ******, perto da estação de ******.
Tenho ****** anos.

Este blog terá como principal tema a generalidade dos temas conhecidos nos dias de hoje, desde o simples ****** até ao menos acessível ******.

Vamos a isto que é festa, TAKE #1!!!

******