sábado, novembro 22, 2008

DANOS COLATERAIS

Muitos (3!) se perguntam, então mas onde é que está a 2ª parte da cóbóiáda?!?

Epá, já vai...!

É que entretanto, depois de passar o fim de semana fora com o Cenoura nesta coisa das bicicletas, quando chego a casa tá lá mais um...

Não, ainda não foi desta que apanhei o bandido em flagrante, o "um" que lá estava era o Filho 2, o Guilherme Serafim que nasceu pouco depois do GEO!



Dá ou não dá vontade de dar beijinho... coisinha mai fofa!

Parabéns Ricardo! Obrigado!


Sendo assim, o próximo episódio deverá estar para breve... assim que puser o sono em dia!

segunda-feira, novembro 03, 2008

GEO-RAID 2008 - BTT

(*** Com mais uns kms de texto mas ainda não terminado ***)



1º GEO – RAID DO MUNDO
(Em memória do Batido de Cenoura!)


Passo a explicar… e voltando um bocadinho atrás.

Tinha eu terminado de sofrer (MUIIIITO) no Estrela da Estr… deste ano, em plena Serra da… Estrela, quando alguém lançou a ideia, parva, de nos alistarmos no 1º Geo-Raid do Mundo na Lousã, organizado pelo experiente Malvar, em finais de Outubro.


A ideia foi ali lançada, mas eu para além de a deixar cair no chão, ainda lá fui espezinha-la com os 2 pés ao mesmo tempo. E mais tarde ainda voltei para lhe mandar mesmo em cheio com uma pedra das grandes. Mas nem assim...


Continuo a não saber dizer NÃO a desafios destes...


Bom, se para além de per si ser já uma ideia parva (fazer 150km de BTT com 6000m de acumulado em 2 dias), lhe juntarmos um indivíduo com condição física ridícula, a coisa torna o evento com 3000% de probabilidade de envolver um acidente grave!


Então o que mais poderia faltar…?


Eu digo-vos!


Um Cenoura!


“Um Cenoura?” - Dizem vocês


“Sim um Cenoura!”


“Uma Cenoura? Mas isso até é bom…?! Sofres na mesma, mas com uns olhos mais bonitos e brilhantes, o que em BTT faz toda a diferença!” – comentam vocês infantilmente…


“Não é uma cenoura, é UM CENOURA!!!”


Para quem não sabe, um Cenoura caracteriza-se da seguinte forma:



  • Em termos logísticos - possui uma bicicleta cujo pneu da frente é O original (neste caso com mais de 10 anos), nunca foi lavada, e nunca foi revista por alguém que sabe o que faz (o Cenoura ainda pensa que sabe). Estamos a falar de uma bicicleta na casa dos 450€ já com os reflectores das rodas e protector do pedaleiro incluídos.

  • No que à preparação física diz respeito – é um sujeito que nada 30 a 40 minutos, 2 vezes por semana, corre 1 vez por trimestre e pedala quando eu o convido para provas com mais de 5000m de acumulado (esta foi a primeira). Mas já tem no seu Curriculum 4 ou 5 passeios com mais de 30km de BTT, mas feitos há já alguns anos...

Mas porquê convidar um Cenoura para uma coisa destas?


É simples! Porque não conheço mais ninguém que consiga convencer com a frase “Caaaaaaaaaaaaaalma pá… Aquilo são 6000 metros de acumulado mas com certeza devem contabilizar em termos de distância… ou seja na realidade aquilo nem deve chegar a subir! Os gajos não querem que morras em prova pá!!!” (depois tudo bem, agora no meio do trilho é que não, senão ainda alguém se aleija…


Portanto, e resumindo, não queria morrer sozinho, e desta forma tinha a certeza que não seria o primeiro a falecer!


Certeza também não tinha, mas certeza absoluta sim!


Mas nós, apesar de estúpidos, não somos parvos, e não fomos para uma coisa destas assim sem mais nem menos. Houve o cuidado de 1 semana antes fazer um exaustivo plano de treinos, que incluía as seguintes tarefas específicas:



  • 1 Treino de 35km em Montejunto com 1000 metros de acumulado e cerca de 3 horas a pedalar

  • Comprar o máximo de barras e gels que o resto de vencimento desse para comprar
    (na verdade esta última não é bem um treino, mas resolvi colocar para compor um pouco mais a lista…)

Portanto em termos de preparação física a coisa ficou orientada. Faltava então a logística. E essa foi alvo de uma ainda maior preocupação…


Quer dizer, pelo menos eu fiquei preocupado… já que a menos de 12 horas da prova, ainda não tinha Bicicleta, nem GPS e nem ténis de encaixe… não que isso fosse um verdadeiro problema já que o ritmo do Cenoura permitiria facilmente andar a passo ao lado dele, e ainda parar para uns xixi’s, mas já agora para a foto da partida fazia mais vista se estivesse com uma bicicleta por de baixo.


O descanso, e paz para preparar esta aventura, foi então menos que reduzido, o que não ajudou muito nesta primeira parte das "arrumações".


Saímos, eu e o Cenoura, de Lisboa pelas 19h30, e ainda tivemos de passar pela Ota para levantar a bike e os ténis novos (já que a patroa resolveu um dia lavar os antigos na máquina, e agora até para ela ficaram pequenos…)


Chegamos à Lousã pelas 23h15, e já o pessoal estava nos finalmentes do briefing marcado para as 21h30.


E Onde era o dito briefing?


No quartel dos bombeiros….


“Uiiiiii Cenoura, ainda nem entraste em prova e já os gajos montaram um Centro de Catástrofe na aldeia…”


“Epá ó Ricardo tu nem brinques...! Isto é mesmo como dizes? 45km a descer e o resto, se tiver vento a favor, nem preciso de pedalar??”


“Epá por acaso acho que o vento amanhã vai amainar um pouco , mas também não será por aí que vai o gato à filhós…”


Depois de ouvido o que sobrou do briefing, (basicamente referiram que existiam postos de controlo de x em x km para mais tarde facilitar a procura dos corpos por segmentos de percurso), fomos tratar do check-in na excelente, e recém inaugurada, Pousada da Juventude da Lousã. Ah e também comprar um GPS para usar na prova do dia seguinte.


Eu e o Cenoura, fazíamos parte de um grupo com algumas figuras de segundo plano, como o Alpinista João Garcia ou o triatleta Olímpico Bruno País, e outras de terceiro plano, como o multifacetado atleta Fernando Carmo, o “mister” Bruno Salvador, o orientado Vasco Rodrigues, o empreiteiro Mariano (especialidade: remodelar divisões, nomeadamente mandar paredes abaixo num só golpe), o alentejano speedado Pedro Amaral e o enganado Fernando Feijão. Pertencia ainda ao grupo uma figura de quincalhagésimo plano de seu nome David Vaz.


Os quartos com 2 beliches, eram novinhos em folha, e os felizardos que puderam privar com estes 2 vultos do Btt Intercontinental foram o Salvador e o Vasco… espero que tenham aprendido como se dorme nas vésperas de uma competição.


Quando fizemos o check-in fomos avisados que o nosso quarto, devido à sobrelotação, teria de ser no lado feminino da pousada, ou seja perto de um casal de turistas alemãs, do Fernando Carmo e do David Vaz com as restantes amigas.


Tasse. No problem with that! Desde que a fechadura do meu quarto seja reforçada…


E a véspera estava feita, porque amanhã parece que vamos andar de bicicleta para o campo!



DIA 1 (96km com 4000m de acumulado)


O dia amanheceu limpo, que de resto foi a tónica dominante para os 2 dias de prova. Melhor tempo para uma prova destas não se poderia ter pedido.


Foi tempo de comer qualquer coisa, o David Vaz fez o favor de mandar vir para o grupo um pequeno almoço volante (1 Sande fora do prazo + 1 sumo duvidoso + uma maçã com bicho), quando à mesma hora a pousada servia um piqueno almoço de nível superior totalmente grates!


Este Vaz quando quer enterrar os amigos em provas, leva as coisas até ao mais ínfimo pormenor.


O Salvador julgando que o trunfo da Vanessa é o Nestum, aviou em cada um dos dias 16 pacotes de produto com uma pinga de leite magro!


Esta prova tem ainda um pormenor curioso que é o facto dos idosos e fêmeas terem tempos promocionais (com desconto), deixando-os partir mais cedo para que eles no final julguem que estão na mesma prova dos matchos! O Vaz por exemplo, que reuniu o desconto de idoso com o de fêmea, partiu às 3 da manhã em direcção à escuridão.


Mas pronto lá saímos para a aventura às 9h30 da matina, já o Vaz tinha cumprido o 1º Km, e logo na primeira descida em plena Lousã, oiço o irritante barulho da corrente a bater na escora traseira e na cassete, fazendo com que tivesse de abrandar e pedalar em plena descida para acalmar o ruído.


“Tirei-a eu ontem da revisão para isto… F#$&%&#-se!!!”


Mas lá seguimos. Os primeiros iam na frente, e os últimos atrás. Reparei ainda que os do meio se colocaram estrategicamente entre os primeiros e os últimos.


Assim que saímos da Lousã e largarmos o alcatrão, começamos logo a subir dando a entender ao que íamos… desde logo o Cenoura marcou a diferença começando o primeiro strip em subida de que há memória… Mas se julgam que era um strip do estilo despir a camisola e meter direitinha na mochila, enganam-se! Ele fez mesmo o gesto rotativo da camisola a voar por cima da cabeça, qual hélice de helicóptero, e de um só movimento atira com a mesma para o meio do mato! Há homens de barba rija e depois há o Cenoura!


Nos primeiros metros da subida, ainda tivemos a companhia de um membro da organização numa bicicleta (uma espécie de carro vassoura), que a certa altura atira:


“Repararam se passou por aqui pessoal de uma prova de bicicletas?”


Ao que respondemos naturalmente: “Brincalhão eheh… Mas olha que nós devemos ser mesmo os útimos…”

"Não, a sério? Viram alguém ou não??"

"Como assim, Viram alguém?!? Nós também estamos na prova!!" - respondeu o Cenoura entre duas respiradelas de sangue...


"Qual prova?? O Avalanche da Lousã em marcha-atrás, não é só em Fevereiro de 2009???"


O Cenoura até lhe batia, mas com as forças de quem?


Lá continuámos então no nosso ritmo de aposentados adormecidos ladeira acima, que nesta fase inicial até nem era nada de especial, …pelo menos para mim AHAHAHAH… AHAH…AH.., e na companhia do tal carro vassoura que continuava a mandar uma ou outra posta indirecta, sobre aquela espécie de progressão que fazíamos no terreno.


Passado poucos kms, ou metros, nem consigo precisar… (o tempo parece que pára quando vamos ao lado do Cenoura… e se não for o tempo, é o cenário… que até vai mudando, mas devagariiiiiinho) “apanhámos” uma equipa que tinha partido a corrente ou qualquer coisa do género, também não quisemos atrapalhar perguntando o que tinha acontecido.


Vai daí, puxo ao de cima o meu bom espírito de entre ajuda, e disparo:
“É preciso alguma coisa? É que se for, venham cá buscar a ver se eu deixo AHAHAHAHahahaha” – enquanto arrepio caminho…


Assim que acabo de dizer isto, lembro-me que à velocidade a que íamos bastava-lhes esticar o braço para me apanharem na meia hora seguinte... mas foram inteligentes e não se meteram aqui com o Ricardo-Chan de Pirescoxe!


Frase do cenoura que ecoou na floresta depois desta ultrapassagem? “One down 72 to go!”


Há aqui um salto em termos de relato, que vai desde este ponto até mais ou menos à meta, em que nada de diferente acontece, isto porque a velocidade não aumentou (diminuir seria impossível em termos da física quântica associada), e também porque a frase do Cenoura não mais foi alterada:


“Epá tou morto! Não consigo andar nem mais 1 metro…” – Isto, relembro, ao km 5!


Seriam mais 91 km de puro milagre, em que um morto consegue praticamente pedalar…


Mas… enquanto uns acham que não são capazes e depois conseguem chegar ao fim, outros há que julgam ser capazes e depois não chegam… não é Marciano?!?


Marciano, é parceiro de Zé Pais (nome pelo qual os “amigos” do Bruno Olímpico o tratam), que tivesse visto só em termos bttísticos.


Marciano, julga que é atleta!


Marciano, julga que por fazer equipa com um atleta de renome, lhe é atribuído alguma espécie de crédito desportivo.


Marciano, abusa dos aditivos (nada de magnésios ou coisinhas maricas, estamos a falar de cocaína com 110% de pureza e estimulante para cavalos grandes) durante as provas.


Mas dizia eu, o jovem drógado nas subidas (enquanto Zé Pais recolhia flores traulitando a música do Verão Azul), ficava com a impressão que subia ao mesmo ritmo, ...mas nada de mais errado!


O que sucedia, é que nesses casos, e ao tentar acompanhar o profissional (mas até podia ser o Cenoura ou o Vaz) , a jovem promessa do assentamento de azulejo falecia, saía do seu próprio corpo em direcção aos céus, ficando com a sensação de que ia a subir… até que a alminha, presa pelos sapatos de encaixe, não se conseguia esticar mais e soltava um uivozinho de dor abichando, funcionando esta como um elixir de regresso à vida para o cor-de-rosa Marciano, que acordava repetidamente soprando a frase “Agora é a minha vez Carlão!!!”.


Já que estou numa de desorganizar o relato em termos temporais, avanço já que em termos de equipas e respectivas previsões de desempenho, tínhamos a seguinte ordem:



  • Tiago (amigo que já vem dos tempos dos HBT) e Valadas, outro animal sobre as duas rodas, que fizeram o melhor tempo nos dois dias (real), e foram para lá com esse objectivo

  • O Zé Pais e o Marciano Chumbado, que iam para lá fazer o melhor possível (que para o Zé Pais era tentar não suicidar o Marciano, e para este era chegar à meta sem marcas da choradeira e da baba e/ou ranho.

  • Os Javalis Carmo e Amaral, que julgavam que 50 + 50 (Carmo + Amaral) era mais do que 100 + 0 (Pais + Marciano), mas foram traídos pelas máquinas de 3ª categoria que quebraram peças

  • O Alpinista Garcia e o companheiro milionário, que assim naquela limparam quase todos (o Garcia com este acumulado acabou por ser o gajo mais bem preparado de todos… pelo sim pelo não levava sempre as cordas com ele e o O2… ai não… ele não usa disso… o Marciano é que levava)

  • O Salvador e o Orientado Vasco, que foram para lá curtir e saíram de lá fod”#$

  • O Feijão e o Peido, que ficaram no topo da tabela, apenas porque saíam cerca de 6 horas antes das miúdas, e mesmo assim devem ter atalhado.

  • O Mito e o Cenoura, que fomos sem qualquer esperança e com o testamento actualizado

Pronto tá feita a apresentação das equipas que conhecia!

Voltando ao Cenoura e ao km 5, lá seguimos, apanhando mais à frente uma equipa mista (não, não eram nem o Vaz, nem o Marciano), em que ele seguia de single speed e ela com um paco… e ela ia numa normal…


Aquilo de quando em vez aparecia um posto de controlo com hora prevista de fecho, a partir das quais as equipas teriam de encostar… Em todas, e sem excepção, passamos com a contagem já perto do zero! “4…3…2… E-x-t-e-n-d-e-d T-i-m-e”


Sempre que o Cenoura dizia “Quero a minha mãããããeeee!” eu lembrava-o (enquanto sacava um cavalo só com uma mão) da vergonha que seria chegar à Pousada depois do Vaz…


Lembro-me de ao km 49 ou coisa do género, ver uma equipa a voltar para trás dizendo que se tinha perdido ao km 18 !?!?! “Tás a ver Cenoura, há gajos que já vão bem pior que tu…”


Depois houve um grupilho de 4 gajos mais velhos, que seguiam por esta altura ali nas nossas imediações, que inclusive parou uns 20 minutos para almoçar enquanto nós continuamos no nosso hyper-speed pace, e que cerca de 10 minutos depois já nos tinham apanhado… mas que mais tarde os voltei a ver passar... na carrinha da organização… tss tss.


Temos pena… metem-se a tentar acompanhar ritmos só ao alcance de um punhado de iluminados físicos e depois é no que dá!


Daqui ao café, foi sofrer o bom e o bonito (e sempre que falar em sofrer refiro-me obviamente apenas ao Cenoura), tendo aquela rampinha de alcatrão depois da fraga, para a qual desconfio ter sido o único a descer apenas com a roda da frente (égua é o meu nome do meio), sido feita a cerca de 1,24km/h.


Chegados ao café, comemos a melhor sande de presunto da minha vida (naquele café) acompanhada da bela Coca (calma Marciano…) e tudo pelo preço promocional de 1,60€… foi com saudade que deixamos o estabelecimento.


Logo à saída da aldeia, perdemo-nos pela 57º vez, e curiosamente nunca nos perdemos numa zona a direito, ou era a subir muito ou a descer muito, mas pronto o Cenoura naquela fase era um zombie e eu orientava-o ao som de estalidos (2 estalidos de dedo = esquerda , um estalido = direita), e siga para a frente!


Daqui até ás antenas fui a testar o equilíbrio nas subidas, e o meu recorde foram 42’’ de imobilização total, o cenoura não sei como é que fazia aquilo, mas nas subidas conseguia ficar mais de 3 minutos sem se mexer… muito treino digo eu!


Mais uma vez, e pensando eu que já tivéssemos chegado depois da hora de fecho ao CP4, passamos mesmo à queima, permitindo-me assim assistir na primeira fila ao definhar humano do Cenoura a tentar trepar aquelas rampas como quem trepa a um cepo de manteiga banhado em vaselina aquecida (calma Vaz…). Dava pena!


“Ricardo, depois se puderes apanha ali atrás os 2 últimos bocados do pulmão esquerdo, para que os meus pais tenham alguma coisa para cremar na 2ª feira” – obviamente que ele me disse isto com os olhos… não estavam à espera que ele a esta altura ainda conseguisse falar…


No posto de vigia lá em cima, estava um participante que tinha partido a sua bike… nada de extraordinário caso a mesma não tivesse custado 10000 aéreos. Mais uma vez depreendi do brilhozinho dos olhos do Cenoura a seguinte frase “Chuuuuupaaaa! A minha custou tanto como o teu suporte de cantil, mas ainda aqui vai…cheia de sangue e baba… mas vai…”


Por esta altura já tínhamos apanhado uma outra equipa que foi connosco até pouco antes da descida, cujo um dos elementos ia num estado próximo ao do Cenoura. Estado Crítico!
Houve uma zona mais rolante, que tivemos a sorte de fazer com o sol a descer até ao horizonte com trilhos cobertos de vegetação … uma beleza!


Depois de passarmos o último CP, demos inicio à descida, já de noite, que foi feita a velocidades que não sabemos quais foram porque o meu conta-kms não tem luz, mas pelos meus cálculos teriam andado na casa dos 120-130km/h.


A certa altura paramos para descansar os pulsos, e deitar água nos cubos incandescentes, quando reparo que a baba gerada anteriormente pelo cenoura nas subidas, estava agora batida em castelo aos cantos da boca… houvera bananeiras ali na zona… e tinhamos banana split para a sobremesa!


A chegada à meta foi complicada de fazer porque o GPS estava cheio de riscos azuis….


Resolvemos seguir as placas, só naquela de chegar antes da meia-noite.


9h46 de pedaleio másculo, e um amigo satisfeito! Não chegou dentro do controlo, mas também não era esse o objectivo primário… esse por acaso era chegar ao primeiro CP antes do anoitecer.

Quando entramos na sala, demos conta (dei conta, porque o cenoura tava ali encostado a umas caixas para não cair) que já tinham iniciado o briefing do dia seguinte.


“Epá Cenoura, já não ouvimos tudo o que disseram. Espero que não tenha escapado nada de importante!” – disse eu com a frescura de um puto de 5 anos depois da sesta de 2horas e um pão com tulicreme


“Baaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh” - grunhiu o demónio que possuía o Cenoura naquele momento


“Sinto-me como se tivesse sido violado por um rancho folclórico de rinocerontes (especializados em corridinho). Amanhã nem com uma fábrica de halibut a produzir directamente prá peid@ lá vou” – adicionou visivelmente emocionado de ter conseguido a fazer 96 vezes mais do que tinha previsto!


(to be continued…)








domingo, outubro 19, 2008

CORRIDA DO TEJO 2008 (FOTOS)

Em regime de treino (ahahahahaha....ahah...ah) para o GEO-RAID, lá fui para a Corrida do Tejo, mais o meu parceiro para o Grande Sofrimento - Cenoura "Tripé" Pires, numa de treino de recuperação dos kms de btt do dia anterior (BTT porque a bike era de BTT, porque foram 40km de alcatrão... mas com subidas vá!).

Levamos a máquina da namorada dele para sacar umas fotos, mas como ela sabia que eu ia dedicar a Grande Reportagem deste mês aos traseiros femininos em movimento, fez o favor de deixar bateria para meia foto (VGA)... deu para sacar meia dúzia que deixo aqui.~

Em termos de registo, fizemos à volta de 52' tempo de chip, e na casa do 3000º lugar que é sempre um número engraçado.

Como curiosidade, resolvi depois da rotunda de retorno e ao passar baixo do pórtico vermelho da Nike, verificar quantos lugares conseguiria subir na classificação em relação ao Cenoura, fazendo os últimos 300m ou 400m até à meta tão depressa quanto o algomerado de pessoas permitia.

Subi 174 lugares :P

Não é o Cenoura que corre pouco, é o Cenoura que corre muito muito muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito pouco! :)

Bem, de resto esteve um dia lindo de sol, calor e mergulhos na praia :)

Ficam então algumas fotos:



domingo, outubro 05, 2008

TRIATLO DO FUNDÃO 2008

Já passou... foi no ouuuuuuuuuutro fim de semana, mas vou deixar na mesma a posta para mais tarde recordar.

Dia 27 de Setembro de 2008, pelas 16 horas havia o Triatlo do Fundão... e onde é que eu estava 3horas e meia antes? Em casa... à espera!

Eu? À espera!!!

Coisa praticamente nunca vista! Mas a culpa foi do FC que chegou meia-hora atrasado em relação à já de si suicida hora de saída ...

E o que é que o FC ainda tinha em mente...? "Epá depois deixamos o carro no Fundão, e vamos a brincar ao Verão Azul até à barragem..."

Ao que respondi "O Fundão tem uma barragem no centro da cidade?!?"

Não tem! É longe do Fundão...tipo 15 a 20km!

Lá fomos então para o Fundão à média de 40 Lt/100 para compensar o atraso e chegamos adstino por volta das H-1h!

Fomos botar os ténis na trasição 2, e corremos de novo para o carro para montar as bikes e...
como ainda estavamos folgados... tentamos trocar a cassete da minha bike (que lhe faltava uma peça e por isso tremia que nem varas verdes quando em utilização) e que era mais uma tarefa que tínhamos deixado para ser feita no Fundão.

Mas o FC fez um almoço ligeiro, pelo que não teve braço para a desatarrachar. Nem braço, nem perna, nem pernas, nem pernas com duas bilhas de gas, quase cheias, em cada braço, e aos saltos em cima da chave de bocas! Há que dizer que tinha sido apertada por mim... com 2 dedinhos! Assim sendo, fui com ela mesmo assim para a prova...

Saímos então do Fundão com 45' para fechar o parque de transição, pelo que o "Ritmo Verão Azul" foi substituído à própria da hora pelo "Ritmo My Apocalipse" dos Metallica e lá fui eu a 130% do meu VO2Máx atrás do FC... por pouco não faziamos a terra girar ao contrário... chegamos com 15' ainda para o fecho do PT1!!!

Depois o que se seguiu foi o lento definhar de um tipo que não treina, não dorme, não f..., mas que trabalha que nem um cão!


Natação sofrível, com um tempo de 13'30'', mas com os bracinho e pernas a sairem já muito cansadinhos só deste pequeno trajecto (média de 40' por semana de natação).

Transição algo zonza, com o fato a não querer sair logo, e saída de bike com os sapatos a não entrarem facilmente, e lá se fez uma transição à antiga...

A bicicleta foi a morrer, literalmente, com 2 destaques:


  1. A descida feita naquela localidade cheia de gente que atravessamos a meio do percurso... é sempre a tirar a esquadria daquelas esquinas com os ombros...

  2. O espeta que o rapaz que ia à minha frente fez com uma cabra... depois da nuvem de pó assentar só deu para ver as novas jantes "ZIPP Goat" com um raio em carbono e uma perna de cabra (alternadamente)... não sei como é que o gajo fez aquilo mas a cabra ficou a fazer parte da bicicleta em menos de 2 segundos... desconhecendo se terminou a prova em cima da bike ou da cabra... mas devem haver fotos!

Chegado ao bonito, e novo, parque da cidade ao pé de uma espécie de Centro de Negócios julgo, e onde estava instalada a zona de meta e PT2, lá calcei os ténis e fui morrer para a "pista" de corrida, onde a pouco e pouco fui piorando a já de si terrível velocidade inicial.... 4900m em 22'


Não me lembro de fazer um tempo destes nem nos treinos :P


Mas valeu pela motivação que deu para treinar mais e melhor, como é costume, e para fazer mais uns kms de bike de preparaçao para a Grande Tareia (GT) lá mais para o fim de Outubro.


Mais uma boa pizza numa pizzaria ali perto, e regresso a casa a velocidades mais légais!



Como mais um treino para a GT, ontem fiz mais uma voltinha de bike ali para os lados de montejunto, com 70km de btt por alcatrão, com 1550m de acumulado a 20km/h de média... devagarinho para ver se assim não parto nada!



NEXT: Corrida do Tejo a 19 de Outubro!



domingo, setembro 14, 2008

Passeio FRACTURANTE!!! :)

(o 6º da Link, a empresa onde eu trab… vou todos os dias de manhã… de manhã que é como quem diz…)

9h30 – Azeitão junto às Bombas

Quem chegou a horas quem foi? Ah pois é…

10h00 ou perto disso, lá estava tudo pronto a PARTIR… :)

8 gajos partiram… 7 regressaram em cima das bikes, mas já lá vamos!

O projecto era sair de Azeitão e dar uma voltinha ali pela zona da Arrábida mas sem grandes abusos, visto o grupo ser bastante heterogéneo em termos de andamentos (leia-se haviam gajos que ainda andam menos que eu…)!

Não me perguntem por onde andamos, porque o guia era o Celso que conhece a zona como a palma da mãos. Tivemos alcatrão, estradões de terra, sigle-tracks, sol, algumas subidas curtas, algumas descidas, sol, calor… não faltou nada!

A 230m da partida, depois de uma ligeira subida, tínhamos já 2 elementos fora das bikes agarrados aos pulmões… O mote estava lançado :P

Algures lá pelo meio, o celso lança: “Agora é que vão ver como é que as coisas BATEM J”. Vem aí uma descida a que damos o nome de Ahhh Fod@-se

E o Monteiro pergunta: "Mas porque raio tem esse nome…??

Imediatamente a seguir solta um “Ahhhh Fod@@@@@@@-sssse”, enquanto saca a difícil manobra “Égua de 180º com slide de ombro”

Depois de lhe tirar as 23 fotos dele a gemer no chão, pergunto: “És maricas ou quê… levanta-te lá pááá, que isto agora é que vai começar a DOER :)”

Por acaso até teve sorte. Quer dizer... sorte não é bem o que se pode chamar ao que o Monteiro teve… dentro do azar claro! Saiu-lhe foi a lotaria!

O acontecimento tinha-se dado junto à rede das traseiras do Parque de Campismo, e a menos de 200m tínhamos o 9º Encontro Anual de Bombeiros Adoradores do Bosque, com 35 ambulâncias topo de gama e 68… mil… milhões… de bombeiros a querer mostrar que sabem ligar um ferido melhor que os outros.

Em menos de 2 minutos o Monteiro parecia um gafanhoto caído dentro de um formigueiro…

Fez-me ainda lembrar um momento Pit-Stop de uma prova de fórmula 1, onde que cada bombeiro levantava o braço assim que terminava de ligar qualquer coisa ao Monteiro.

Resultado Final = Totan Monteiro… a Múmia!

Depois de tirarmos muitas fotos e filmado vários momentos hospitalares, tudo num saudável ambiente divertido enquanto o Monteiro agoniava com dores, lá o enfiaram na ambulância e desapareceu no horizonte.

One Down, Six to Go! Era o meu espírito :)

Ainda fizemos mais alguns kms ali na zona e regressamos ao carro com cerca de 20km de passeio saudável e quase 3 horas de volta. (não façam as contas a média só tem 1 algarismo...é verdade!)

Comprei umas tortas para degustar em casa, e depois de ir buscar a bicicleta do acidentado, voltei a casa com o pulmão mais bonito e o dever cumprido!

Lá pelo meio ainda avistamos mu trilho pedestre que sooooobe até ao marco geodésico da Arrábida, e ficou prometido que a Link ali regressaria para uma passeata desta feita a penalties!

NEXT: Ainda não sei… Mas deve ser o Triatlo do Fundão a… depois digo!

segunda-feira, setembro 08, 2008

ESTRELA DA ESTRELA OU ESTRELA DA ESTR…ELÁÁÁÁ !!!

(As Paredes! A Parede! …e a Melancia!)


O Evento

Resumindo, este acontecimento anual, lançado por António Malvar (http://www.ciclonatur.com/) há uns anos atrás, consiste em subir a Serra da Estrela pelas 3 principais entradas (Covilhã, Manteigas e Seia).

Começa com o troço Covilhã – Piornos (15km), desce para Manteigas, voltar a subir desta feita à Torre (20km), desce para Seia, e voltar a subir à Torre (30km), totalizando quase 120km com mais de 4000m de acumulado.

Se o ano passado, ou nos anos anteriores, se conseguiu juntar mais de 50 participantes para este “evento” naturalmente restrito, este ano, e talvez devido ao temporal da véspera, o grupo de ataque ao monte ficou reduzido a apenas 10 unidades, entre as quais 2 dos pioneiros do evento, Fernando Carmo (http://runinlisbon.blogspot.com/) e Nuno. O pioneiro dos pioneiros, Malvar, é que pela primeira vez não esteve presente. Julgo que por motivos profissionais. Mas a edição deste ano ficou oficializada.

Felizmente o tempo de véspera não se fez sentir, e o dia esteve perfeito para um percurso com estas características, tempo fresco, sem chuva e sem vento de maior.


O Convite

O convite para esta loucura, teve tanto de inesperado como de desafiante, e foi-me endossado pelo Fernando Carmo numa das comuns conversas nocturnas via msn. Inesperado, porque não fazia puto ideia que o Estrela da Estrela estava aí (aí = 1 semana e 2 dias), desafiante porque disse a frase proibida (“… epá se não fores… és a modos que um homossexual gay a descair para o bichona !”).


A Preparação



A Viagem

Para o caso de estarem para aí a pensar que me esqueci de descrever a preparação que fiz para o evento… não me esqueci! Mas também não tenho nada para colocar naquele capítulo, a não ser que a sessão de agachamentos que fiz no treino de natação do dia anterior possa contar como preparação específica!

A viagem como já vem sendo hábito, teve início às 3h00 da manhã do dia anterior a um evento, já que o Carmo tem a mania de ir levar os putos sempre a qualquer lugar, ás tantas da noites, no dia das viagens. E eu sei que é de propósito!... “Eu posso levar o carro, mas só estou despachado por volta das 2h45 da manhã, porque tenho de ir levar o Filho 1 ao Jardim Zoológico que parece que abre hoje excepcionalmente das 23h10 às 4h00, e depois a Filha 2 à festa do 3º Aniversário da equipa de Hóquei no Gelo do Clube Desportivo de Redovalho da Beira.

Combinamos na FPT, para que me pudesse trocar a cassete de estrada de 14 dentes, pela de BTT com 78 dentes, a fim de enfrentar a montanha com menos receio. Ficou impressionado com o nível de ímpar de limpeza da(s) minha(s) bike(s). Dizia ele que parecia um laboratório de farmácia, de tão esterilizadas que se encontravam.

Lá fomos nós madrugada fora, até ao Fundão, onde pernoitaríamos em casa de um individuo (http://pulmao.blogspot.com/) que mais tarde viria a constatar ser aparentado com um Urso acabado de acordar de uma hibernação sexual de 14 anos! Dormi com 27 cadeados na porta do quarto e meti o móvel a tapar a janela…

Acordados, juntou-se o Mariano (sósia do Cândido Barbosa), individuo de toada reservada, mas que quando abre a boca só saía bomba! Só rir! Tomamos o pequeno-almoço ainda no Fundão e rumámos à Covilhã.

Equipados e prontos na praça … qualquer coisa… aquela ali ao pé duns cafés, e que tem um parque de estacionamento onde os carros saem à vez de 10 em 10 segundos, esperávamos pelos restantes malucos. Como já passavam 5 minutos da hora até pensávamos que já tinham arrancado. Para além de nós 4, estava mais um benfiquista de BTT, que por sinal me havia de “papar” mesmo ali na parte que sobe!




O Cláudio Nogueira veio de cima, com mais 4 jovens, 2 prós de Évora, o Nuno (outro dos pioneiros), e outro amigo.


As Paredes

Saindo a frio da Covilhã, qualquer subida já seria feita com dificuldade. Mas não estamos a falar de uma qualquer subida… especialmente até ao Sanatório. São curvas e contra-curvas com uma inclinação superior ao ângulo máximo do pescoço! Nesta primeira parte o objectivo é não vomitar. Depois do Sanatório, a coisa acalma ligeiramente mas volta novamente a doer ao chegar perto das Penhas da Saúde.

Até aqui ainda ia a ver o pessoal, mas depois ao virar para baixo em direcção a Manteigas, fui aos poucos ficando para trás, graças por um lado à minha excelente técnica, e por outro aos meus abrandadores (dizer travões era estar a mentir) que não estavam nos melhores dias. No primeiro gancho em que foi necessário travar, fui quase ao rail oposto. Depois desse episódio decidi sossegar um pouquito.

Chegados lá abaixo, ainda tive tempo de cruzar as mudanças (pedaleira 89 com a roda 52 da cassete), o que fez com que ouvisse a corrente a dizer “Aiiiiiii que dói, mete óleo para facilitar…”. Tive de desmontar o guiador para poder puxar a corrente pelos travões…

De Manteigas já parti sozinho a partir da fonte, de propósito, para não ter de ir naquele ritmo louco que eles necessariamente tinham de impor se quisessem chegar ainda de dia vindos de Seia.

A subida novamente até Piornos é bem mais fácil do que a da Covilhã, mas como eu não tinha kms nenhuns nas pernas, até esta já custava.




O pior foi depois de Pior(nos), onde perto do túnel a inclinação passa abruptamente dos 15% para os 72% (ou será 72º vezes 5% a dividir pela soma dos catetos?!? Vaz ajuda aí… porque tu é que te meteste para aí a inventar…)

Até à Santinha fui a chorar estalactites de baba e ranho (ali já fazia algum frio), momento em que vejo descerem 2 anjos do céu (Vaz e Mariano) ,que passaram para baixo, e aos quais me juntei “para não ficarem à minha espera” ;)

Descida a fazer lembrar a volta a Portugal, mas a 33 rotações, muito engraçada de se fazer… com travões… com abrandadores fui a rever a minha infância a cada curva!

Pronto, o treino estava feito, cerca de 75km nas pernas com alguns metros de acumulado (1500 a 2000 suponho), suficientes para me abrir os olhos e começar a treinar à homem!


A espera

Enquanto esperamos que os restante fossem lá abaixo e voltassem (Seia – Torre), eu o Vaz e o Mariano aproveitamos para fazer umas séries de sandes de presunto no café da torre (Bem Boazzz que estavam). Depois descemos até à Lagoa Comprida para sacar unas fotos guapas (leia-se do sofrimento) dos restantes elementos.

Viemos da Lagoa à Torre em modo Volta a Portugal, com a carrinha do Carmo com portas de correr, toda esventrada, e o fotógrafo/realizador, moi men, todo ele de fora agarrado só pelo dedo mindinho a sacar um par de imagens épicas, com o sofrimento dos amigos como cenário.


A Parede

Eu já tinha referido que o Mariano era engraçado? Epá o gajo é um prato! Iamos nós, em plena cavaqueira dentro do carro, a descer da Torre para a Covilhã, já depois do Carmo ter conseguido o seu objectivo (dar 3), quando de repente vem à baila o tema recorrente dos carros com 4 homens lá dentro… as prostitutas!

Vai daí o Mariano, (para a esposa do Sr. Mariano, se estiver a ler este blog, em primeiro lugar espero que esteja melhor do estômago, e em segundo o Sr. Mariano garantiu-me que o que contou foi-lhe contado por um amigo, que tinha um inimigo a quem um senhor que esse inimigo não conhecia de lado nenhum lhe contou esta situação… nada de confusões!), como ia a dizer o Mariano conta que uns indivíduos foram a uma casa de meretrizes em Lafões (nome ao acaso) e que 2 amigos que estavam em divisões separadas do Bordel, tiveram a seguinte situação:

- O amigo 1 estava no quarto A, com a meretriz Y deitada de costas à beira da cama, enquanto o amigo 1 a possuía com relativa violência de frente.

- Já o amigo 2, que estava no quarto B, preferiu encostar a lambona Z contra a parede e dar-lhe de força por detrás.

Sucede que o amigo 2 estava naqueles dias de sede (faz-me lembrar alguém que tem um nome que começa por David e termina em Vaz) e não vai de modas, afinfa-lhe 3 bombadas que nas 2 primeiras desatarraxa os parafusos da parede, e a com a 3ª, toda ela com mais vigor, manda com a parede a baixo, ficando a lambona Z de quatro em cima da parede (agora soalho duplo)!

- O amigo 1 sem parar de afinfar na meretriz Y diz… “Atão pá!”… e segue com o seu plano de treinos…

Achei importante contar esta história!


O Regresso

Enquanto ainda regressávamos ao Fundão tivemos a notícia das vitórias mirabolantes dos nossos triatletas mais tenrinhos (Sub-23) em terras de Espanha, com o seguinte resumo:

3 Medalhas de Ouro e uma de Prata… IDE BUSCAR!

Tomámos banho, tomámos que é como quem diz. Tomei, e novamente com o armário da casa de banho à frente da porta… Estaria cansado sim senhor, mas os ursos quando acordam com fome vão buscar forças não sei onde… há que não facilitar!

Pizza maravilha numa pizzaria recente do Fundão ali para os lados da casa do Zé Parents, e regresso a Lisboa novamente feito de noite para aumentar o risco de acidente!


A Melancia

Os pais do Zé Parents ainda antes de sairmos do Fundão, ofereceram ao Vaz (como quem na cidade oferece um ovinho da Páscoa ao afilhado), uma melancia de 400kg.

O mestre da arrumação, o guru da logística organizacional, lembra-se de meter o “planeta terra à escala” mesmo ali à beirinha do porta-bagagens, a fazer lembrar os gajos que metem as granadas com aqueles fiozinhos na cavilha meeeeeeeeesmo quase a saltar…

Resultado: Assim que, em Lisboa, abro o porta bagagens PÃÃÃÃÃÃÃ!!!! Por pouco não fico com uns pés 68… Assim se destrói uma melancia recordista!


Para o ano lá estaremos para as 3 subidas ou 4 ou 5… que isto de inventar é de graça!

Mais info e imagens e videos em:
http://www.fernandocarmo.com/ e http://www.youtube.com/watch?v=qh0f65jdwXo&feature=related

quinta-feira, maio 15, 2008

7º TRILHOS DE MONSANTO (CORRIDA DE MONTANHA)

Pois é... quem é vivo sempre aparece... se bem que eu ainda não me enquadre bem nesse adjectivo, já que terminei esta 2ª experiência em corrida de montanha há poucas horas...

Em todo o caso já estou a ganhar novamente umas cores!

Da primeira vez em que participei numa corrida de montanha, que por acaso até foi aqui nestes Trilhos de Monstanto, fiz a prova em modo competição, demorando pouco menos de 55' e obtendo a 38º posição entre os 270 que chegaram ao final.

Desta vez, e porque a "preparação" está atrasada, optei por acompanhar o meu colega de equipa Nuno Oliveira nos primeiros kms, tentando apanhar depois o Augusto (outro amigo das corridas) antes da Meta.

O Augusto até apareceu com um colega de equipa que mais tarde se veio a revelar muito "útil" :)

A prova, em termos de altimetria, é definida por rampas com 190% de inclinação quer a subir, quer a descer, com terreno misto entre gravilha e caruma e terra batida... e alcatrão.



Começa em alcatrão, a direito, que rapidamente apresenta a primeira dificuldade, uma passagem superior que mete o pessoal tonto de tanta curva a 180º... depois de acabado o carrossel continua a subir. Passados poucos metros a subida deixa definitivamente o alcatrão para trás, mas esquece-se de deixar também a inclinação.. que se mantém!

Na foto em cima podemos ver o sofrimento dos atletas, com o Oliveira a laranja, passados pouco mais de 1000 metros de prova, o que diz bem da dureza destes percursos.

Depois foi continuar a sofrer, ora por ali acima ora por ali a baixo (e neste campo a descida é quase tão dura quanto a subida, já que a inclinação obriga a um constante esforço de abrandamento para não sair de pista), até que passados alguns kms (talvez aos 3km) disse adeus ao Nuno para não me atrasar demasiado.

O percurso entre o Oliveira e o amigo do Augusto foi feito praticamente a fundo, e mesmo assim já só perto dos 8km é que consegui encontra-lo, mas sozinho. Pensei epá não me digas que o Augusto foi para a frente e ainda vou ter de babar mais um bocado?!

Errado! O Augusto tinha ficado para trás, pelos vistos logo no início, por quem devo ter passado por ele naquela velocidade em que as estrelas se transformam em riscos... e não o vi. Nem ele a mim, apesar de ter referido que sentiu um corrente de ar lagures entre o km 4 e o 5 eheh

Neste ponto levava a garganta mais que seca, porque não tinha guardado a garrafa de água (com medo de molhar a câmara que não era minha), pelo que o aparecimento dele e a da sua garrafinha de água me pareceu um oasis no meio do deserto. Obrigadinho!

Até muito perto do final acompanhei o "amigo", que levava um ritmo mais vivo, e só larguei no na descida final para tirar a foto que me esqueci de tirar :P Quando me lembrei já ele tinha cortado a meta... ups!

Meta essa que por acaso até cortei 2 vezes... a primeira para as estatísticas, a 2ª para a foto já que um jovem se voluntariou muito simpaticamente para a tirar...

Resultado final 1h07 mais coisa menos coisa, portanto mais 12' que o ano anterior, mas com bastante mais gozo e quase desfrute. O percurso é muito bonito e o correr no meio da natureza tem outro encanto...

Boa prova para iniciar a época!

NEXT: (ainda por confirmar) Estrela da Estrela em bicicleta - que consiste em subir à torre pelas 3 subidas possíveis no mesmo dia (Covilhã, Manteigas e Seia).

quarta-feira, maio 14, 2008

CET - DAY 3 - OS PRÓS ( e os pequeninos )

Neste 3º dia de evento, que na realidade se tratou do primeiro dia desportivo propriamente dito (dos 2 que iam haver), foi possível ver as seguintes provas:




  • Triatlo Sprint Juniores Femininos (Não pude ver estava quase a acordar da noitada do dia anterior...) - destaque para a minha "colega" do Belém, Anaís Moniz, que sacou um excelente 2º lugar (vice-campeão da Europa portanto), e que não fora a corrida ser bastante fraca para este nível, e teria tido uma prova sempre na frente...



  • Triatlo Olímpico Elites Femininos (Não pude ver porque estava a fazer a barba às pernas e a preparar o material para o checkin ao final do dia) - Vanessa a deitar cartas, na Europa não tem rivais! A simpática Drª Bárbara Clemente chegou ao fim em 33º lugar o que não é mau para quem tem também outras prioridades!



  • Triatlo Sprint Junióres Masculinos (Não pude ver porque estava a fazer a inspecção periódica ao carro) - A grande promessa João Silva (promessa em Elites porque em Juniores já é uma certeza no panorama Europeu), a fazer um uma prova sempre na frente, terminando com um disputado sprint com um camone, mas que se deixou endrominar na última curva e foi batido na recta da meta... foi quaaaaaaaaaseeeeee...



  • Triatlo Olímpico Elites Masculinos (CONSEGUI VER!!!) - Apetece-me destacar o nosso jovem João Pereira (apesar de ser daqueles que considero o Bruno Pais um atleta de excepção), que pela sua prestação e sobretudo pela simpatia conquistou o sorriso e os aplausos de todos quantos assistiram à prova e chegada à meta. Parabéns! O Duarte Marques fez uma natação brilhante saindo nos 5 primeiros, aguentou-se na bicicleta mas não teve pernas para a corrida! O Bruno fez uma prova muito equilibrada, não conseguindo no entanto andar na frente como gostaríamos.

Resumindo, e juntamente com as provas de estafeta no dia seguinte (Domingo) foi mais uma grande oportunidade de assistir a grandes nomes mundiais do triatlo ali bem de pertinho!

CET - DAY 2 - BRIEFING

Como o Briefing era apenas no horário dedicado aos prós (mas dos triatlo), eu lá me contentei em não ir ao briefing, preferindo ficar na ignorância para a prova, dando assim alguma hipótese aos meus adversários directos (os 80-84 FEM)...

quinta-feira, maio 08, 2008

CET - DAY 1 - Campeonato Europeu de Triatlo de Lisboa 2008





Dia de São Receber ... KIT


E sem mais demoras o mesmo é composto por:




segunda-feira, maio 05, 2008

CAMPEONATO DA EUROPA DE TRIATLO - TÁ QUASE!!!!

Nervoso quem?!? eu...??

Isto para um gajo pai de filhos, marido de mulher, filho de pais e neto de avós... é muita pressão...
É pior que os jogos olímpicos para o pessoal do CAR (não não é nenhum diminutivo de palavrão, é mesmo Centro de Alto Rendimento, aquela cena que a Vanessa toma ao pequeno...)

Agora descobri que vai haver um desfile tipo... precisamente JO, em que "temos" de ir com o kit montado (Calções + Pólo), e a uma hora que normalmente ainda tou a meio do dia de trabalho.. tipo 6 da tarde!!! Mas nem sei sequer se o desfile também é para os age-groups se os age-groups devem ir equipados para bater palmas aos elites :P

Assim como assim conto lá estar para assistir ao espetáculo... pode ser que haja rissóis...

Rissóis não?!? Atão porquê?? Rissões também são feitos de massa.... massa = hidratos... tou no caminho certo...

Isto na Quinta.... Na sexta temos o briefing ás ... 15h da tarde!!! Passaram-se! Mas mais vai-se
passar o meu chefe... mas siga!!!!

Queremos é festa!!!

Assim que for buscar o KIT, publico aqui as fotos do mesmo!

domingo, abril 27, 2008

LISBOA INTERNATIONAL TRIATHLON


F E N O M E N A L !!!
(dito com sotaque espanhol)



Objectivo Inicial: Abaixo das 5h30, com os parciais imaginários de 35' na natação + 3h na bike + abaixo das 2h na corrida

Resultado obtido: 4h35, com os parciais de 29' na natação + 2h29' na bike + 1h34' na corrida

Quase 1 hora abaixo do objectivo traçado. O que é que isto quer dizer? Quer dizer apenas uma coisa, que já tinha constatado várias vezes... Não sei definir objectivos! Claro!

Mas agora que já disse o óbvio, os resultados, vou passar ao que interessa: bastidores da prova e (falta de) preparação para a mesma, e ainda os pensamentos que assolam um "triatleta" ao efectuar tamanho esforço.



Preparação do Físico
Preparação específica nos últimos 2 meses (sem contar com os kms feitos com a participação nas provas de duatlo - Jamor, Lezírias, Cadaval e triatlo - Quarteira, Ribatejo e Zêzere):

Número médio de treinos semanais de natação = 1,8 (média de 45'/treino)
Número médio de treinos semanais de bicicleta = 0,6 (média de 1h15'/treino)
Número médio de treinos semanais de corrida = 1,5 (média de 50'/treino)

Perfazendo um assustador volume total de 10h de natação + 3h30' de bicicleta + 10h de corrida... em 2 meses :P

Com uma carga de treino deste calibre, percebo que seria de esperar ter lutado pelos lugares do pódio neste Triatlo Longo, mas a verdade é que estava um vento fortíssimo no parque de transição (entre os 30' e os 32' de prova) pelo que foi impossível sair com a leveza que se impunha...

Mas de treinos estamos falados! Nem mais, nem menos!


Preparação da Mente

Não existe! Ou se é um Ultra-Rambo como eu (apesar de me inscrever numa prova com o título de Meio Homem de um metal qualquer…) ou então, a partir da 2ª hora de prova, vão chorar mais do que a cortar cebola com os olhos!

Em alternativa, e para poderem gradualmente atingir os níveis de sofrimento deste tipo de provas, poderão ficar sem comer e sem dormir durante 47 dias tendo à frente um MacRoyal Cheese acabadinho de fazer, que por acaso está em cima de uma almofadinha de penas de ganso que por sua vez está por cima do colchãozinho de água…

De resto, em termos de triatlos de longa distância, este foi o meu…ora deixa cá ver... primeiro! no que toca a provas grandes, tinha feito no ano anterior o Olímpico de Aveiro sob chuva, e ainda um acalorado Duatlo Olímpico no Cartaxo. Depois tive mais alguns Sprints e Super-sprints e provas de BTT e corridas de estrada (10km a Meias-maratonas) - resumindo o meu passado aeróbico.


Preparação Logística

Esta é sem dúvida uma das preparações a que se deve prestar mais atenção. Caso se tenha que optar por uma das 3 preparações… esta é uma delas e as outras 2 também!

Encarar esta prova, não é o mesmo que encher o cantil de água com Isostar como fazemos quando vamos para um triatlo Sprint. Há que preparar o que usar, o que comer/beber, quando comer/beber, o que fazer caso aconteça algum imprevisto (eu por exemplo preparei-me para catástrofes desde bichos de conta a bloquear a saída do pacote de gel até grupos de miúdas da FHM a quererem apalpar por dentro o tecido do meu fato de triatlo em plena IC2)

Resumindo, para este prato são necessários:


Um par de sapatos de bicicleta


Um par de ténis de corrida
Um capacete


Um fato isotérmico


Uma câmara de ar e uns elásticos para prender os ténis na posição horizontal na bicicleta



Um par de óculos de natação + uma touca + 4 Gels da Decathlon + 2 barras Isostar + pomada para os pés + 2 pastilhas de BioElectra (Mg) + Creme Gordo para untar o corpinho


2 Bidons, ambos com água + 1 pastilha de BioElectra (Mg)

Acho que levei tudo o que era necessário, mas se fosse hoje teria levado em vez da barra, que não é tão prática em andamento, mais 2 gels para a bike e mais 1 para a corrida, para não ter de andar a parar para beber o Gatorade.


O semana anterior à prova
HIDRATOS DE CARBONO!
O que é que devo comer?
HIDRATOS DE CARBONO!
O quê???
HIDRATOS DE CARBONO!
Mas porquê?
HIDRATOS DE CARBONO!
Epá estava a perguntar porquê??!?
HIDRATOS DE CARBONO!

Ok ok isto encravou…

Bom… a verdade é que se perguntava a alguém se havia alguma coisa a fazer de especial em termos de alimentação, a resposta resultava invariavelmente em HIDRAT…MASSAS!!!

Daí que na 2ª feira, a seguir aos 40’ de natação durante a hora de almoço, espetei com um Bitoque dos bons!

“O que é que disseste? Bitoque não é Massas, pá!! (…) A séééério?! Não me digas… Epá, mas é que estava com fome, e eu com fome fico mais cego que o Romeu a ver a Julieta de saias lá debaixo da Varanda…, tive mesmo de ingerir qualquer coisa fixe, tipo bitoque! Massas não é fixe.“
E nessa semaninha foi sempre a comer com o pensamento “Tens de comer o que gostas porque podes não passar de Sábado!” na cabeça… Farinheiras à Braz na Terça, Chispalhada com Rissões de Gomas na Quarta, Tarte de BigMacs com molho de Feijoada na Quinta!


O dia anterior (aka The Green Mile)
Sexta-feira… lá completei a semana gastronómica com uma refeição à lá desportiste… Hidratos de Carbono com massas acompanhado de Fétutxini de Risotto! 15 Pratos dos fundos!!!

O que fazer no dia anterior ao julgamento? Nem é preciso pensar, já que a (E-X-C-E-L-E-N-T-E) organização tratou de pensar nisso por nós e convidou-nos a assistir a um breafing tri-lingue onde fiquei a saber que Bánánáz é Bananas em Espanhol, e não Platanos como muitos espanhóis erradamente costumam empregar…

Fiquei a saber que para além de ter de ir nadar, teria ainda de dar uma volta de bicicleta na auto-estrada e correr debaixo de um sol tórrido! Chamaram-lhe… Triatlo!

Acabado o discurso do Paulo Leite, dirigi-me a casa com o objectivo de preparar tudo para o dia seguinte, uma vez que alguém se enganou a escrever que o parque de transição abria às 5h30 e não teve coragem de emendar! obrigando-me então a fazê-lo no dia anterior!

Reuni o material que já referi em cima, e espetei tudo dentro do carro ainda não eram 10 da noite!

Descanso é o que se pede a um atleta de topo nos dias que antecedem estas provas, sobretudo as longas, com especial importância para o último dia e noite. Daí que, e estando eu já a stressar com o ter de arrumar a cozinha aquela hora da noite, tendo eu que me levantar antes dos homens do lixo, e dos padeiros…, sou abordado pela minha esposa que me diz:

“Epá deixa estar a cozinha que eu acabo isso…” – disse ela
“Ahhh… afinal ela ainda tem alguma réstia de humanidade, e vai deixar o guerreiro repousar o esqueleto” – pensei imediatamente
“… vai mas é aspirar rapidamente que já não são horas de fazer barulho!” - terminou ela a frase…

Parte de mim faleceu a seguir a essa frase… “Aspirar em que sentido?!? Cheguei-te a dizer que AMANHÃ tenho de percorrer o mundo terrestre e aquático em menos de 8 horas???” – balbuciei enquanto vertia uma ou duas lágrimas. Julgo ter notado um certo sorriso malicioso na cara da “humanitária” mas não consigo ter a certeza, já que levei com o aspirador na testa no exacto momento em estava quase a tirar a dúvida!

Uma coisa é certa, a medalha de ouro do Age-group [30-34 masculino que teve a aspirar a casa até às 11 e meia da noite] é minha!!! CHUUUUUUUUPAAAAAAAAA!!!!!

Com este episódio, que felizmente só se repete 1 vez por semana, lá me deitei às 00h13 com as costas feitas num oito!


Alvorada

Se parte de mim faleceu 3 parágrafos atrás, ela acabou por ressuscitar às 5h00 da manhã de Sábado dia 26 de Abril de 2008. Isto porque era o dia em que não me podia dar ao luxo de ir para a prova só com metade do cérebro, ou pior, ir com o cérebro todo… (é que eu deixo sempre em casa ¼ do cérebro para não me obrigarem a ir para a NASA, e deixar por isso de poder aspirar às sextas à noite)

Levantei-me de uma vez só, e fui cagar! Cagar não se diz que é feio, fui antes obrar… assim é mais fino! Mas fino no sentido de educado…, porque de esguia a obra não teve nada… a chamada carcaça!

Dali fui para mais uma dose de HIDRATOS DE CARBONO na forma de K’s, com leite magro e uma banana.

Vesti a licrinha azul e zarpei para o ric-móvel!

Chego ao Parque das Nações por volta das 6h00, e estaciono ao lado do Carlos Gomes do Oeiras, já que eu gosto de marcar os meus adversários logo a partir do parque de estacionamento…

Simpatia em pessoa, que me empresta a sua bomba para fazer subir a pressão dos meus pneus dos até então 3 Bar para uns rijos 7 Bar que fizeram com que não perdesse ainda mais tempo no ciclismo!

Tudo reunido, em saquinhos e lá fui eu para “A Pala”, nome com que baptizaram o parque de transição desta prova, onde já alguns atletas preparavam as suas coisas.

Entrei pela entrada, onde tive de mostrar o BI (touca + dorsal + chip, para os informáticos é uma espécie de de primary key dos atletas), e dirigi-me ao meu lugar que pensava que podia escolher :P Mas afinal todos os 600 e tal lugares estavam marcados e numerados, pelo que facilmente percebi onde ia ficar.

Preparei as minhas coisas, sapatos presos aos pedais da bicicleta, capacete na posição invertida, óculos dentro do capacete, ténis de corrida no cesto com as meias para calçar a seguir à natação por cima dos ténis, gels e boné para a corrida também dentro do cesto um pouco mais atrás… tudo prontinho!



Passado pouco tempo vi por perto o Bruno Silva que me emprestou o tira bronzeado +500, que fez com que mesmo debaixo daquele Sol todo tivesse ficado com a cor de um Escandinavo depois de um inverno dentro de casa.

A seguir vejo o Manuel Alves também do Belém, que fez o excelente tempo de 4h12’ no final da prova!

Untei-me com o Creme Gordo, peguei no fato, touca e óculos e saí do parque para activar o chip.

Encontrei a Rita Mantua, da E-X-C-E-L-E-N-T-E organização e ex-colega de trabalho, que me sacou umas fotos junto do seu Paulo Guedes do Olímpico de Oeiras. Segui com ele para a rampa de lançamento da prova…


Já dentro de água, depois de escorregar rampa abaixo (aquele tapete rolante foi mais um dos mimos da E-X-C-E-L-E-N-T-E organização), deu para perceber que iria ser difícil seguir os meus adversários de perto já que ou seguia todos, ou ia ser complicado… eram laranjas por todo o lado!

Segundos antes da partida ainda avisto no meio do público o Oliveira, que se deslocou ao local e àquela hora para me sacar dinheiro pelas fotos que me haveria de tirar… mas valeu a pena! (Oh pra mim a dizer que ia fazer 4 horas...)


Natacinha

Houve uma falsa partida ainda com metade do pessoal fora de água, e pouco tempo depois lá veio o FÕÕÕÕNNNNNN característico das partidas de triatlo!

Táctica 1: Partir com calma… os bracinhos do pessoal que fosse mais em cima de mim!
Táctica 2: Ir sempre mais pela esquerda, sem chegar a sair para o rio Tejo
Táctica 3: Contornar as bóias a 5,42 m de distância

Estas tácticas resultaram na perfeição, tendo nadado mais liberto e soltinho do que numa prova com 10 pessoas no meio do Atlântico. Saí da água para a fila do pão, com 29 minótos (disse-me um espanhol), o que estabeleceu o meu novo record para a distância… Ok, mesmo que tivesse feito 3 horas seria o recorde uma vez que foi a estreia na distância :P

Passei umas 4 ou 5 pessoas até à bike tendo feito a curva à direita na entrada do parque, ao pé coxinho com a perna esquerda para optimizar a curva…

Chego à bike, tiro o fato com toda a força, coloco o capacete, óculos, agarro na bike e ála que se faz tarde… (1’23’’ foi o tempo gasto na 1ª transição).


Velocípede

Lembram-se de eu ter dito que preparei bem as coisas no parque? Eu também não…

Assim que vou para montar na bike, e já com as duas mãos no guiador e as 2 pernas esticadas à retaguarda a mais de metro e meio do chão… os meus olhos visionam pela primeira vez os sapatinhos nos pedais, e trocam-se todos… trocam-se tanto quanto os sapatos… já que o sapato esquerdo não estava à esquerda e, surpresa das surpresas, o da direita também não estava à direita…

Tinha espetado os ténis ao contrário? É possível?! O cheiro naquela zona ficou bastante desagradável devido aos traques que as pessoas largavam pela força que faziam para não se rir mesmo na minha cara…

Lá tiro os sapatos, aproveito para os calçar ali, uma vez que já tinha passado o “chóriço”, e faço-me à estrada…

Da bicicleta, e já na IC2, só retiro uma ideia: SEM RODA!?
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Já vi etapas planas no Tour com pelotões menos compactos… e os juízes até viram o que se passava pelo que não percebo como não actuaram… mas cada um sabe de si… de resto vi muitos estrangeiros, e não só, a abrandarem bastante o ritmo para não irem ali a aproveitar os pelotões! Claro que as diferenças de ritmo eram significativas e no final poderiam justificar alguns (muitos) minutos de diferença, assim como outra “frescura” para a corrida!


Foram 4 voltinhas com a dificuldade a aparecer a partir da 3ª subida ao acesso da AE1, já que apesar de não ser muito inclinada, com o acumular de Kms a coisa complicava-se, chegando a esgotar as mudanças na última vez que a subi…

Chegados ao novamente à “A Pala”, saí a correr e sem sentir as pernas presas para a 2ª transição onde fui o 19º melhor (deviam dar prémios chorudos aos 20 primeiros da 2ª transição…). Coloquei a bike, tirei o capacete, calcei os ténis, agarrei no chapéu e nos 2 gels e “sái correndo”…
Ida a Fátima
Recordo-me de no briefing ter ouvido alguém exclamar FOOOOODDDDDD@@@@@@-SSSSSEEEEEE quando disseram que a água e o Gátoreide iam ser servidos em copos e não em garrafas....
Recordo-me ainda de ter pensado "ora aí está um grupinho de amélias a quem o fatinho de licra vai cair que nem uma luva..."
Recordo-me depois de pensar "O carnaval não era em Março ou Fevereiro ou lá que é?!?!" quando, logo da primeira vez em que passei no abastecimento junto "Á pála", um dos (pensava eu) membros da organização me estendeu o braço com uma folha de papel vegetal disfarçada de copo com líquido lá dentro... Claro está que parecia a mãozinha do King Kong a segurar um copinho feito de banana... ficou tudo lá atrás pulverizado...

Esse facto fez com que fosse sem água para o deserto, e se calhar também por isso fui obrigado a andar um pouco já à entrada da terra, para que a dor nas pernas passasse de "Picador de Gelo em Brasa Espetado no Fémure" para "Bói de 700kg a Dormir em Cima dos Quadrícepes".
A partir daí, fui num crescendo (psicológico) de velocidade, tendo explodido de uns 10,43 km/h para uns finais 11,01 km/h já em plena recta da meta...
Pelo meio ficaram as imagens mentais:
  • dos trabalhadores das obras a descansar à sombra de refrescantes árvores, quais leões na savana em hora proíbida para apanhar sol...
  • do capotanço com 2 feridos ligeiros, mesmo à minha frente, depois de 2 triatletas adormecidos terem chocado frontalmente aquando efectuavam as respectivas ultrapassagens perigosas...
  • da água fresquinha da barragem do Cabril...
  • das ventoínhas gigantes ali para os lados de Torres Vedras...
  • do resumo decrescente da minha vida toda (penso que a meio da 3ª volta, quando fiquei clinicamente defunto)...
  • de um cada vez mais próximo cruzamento entre um Fernando Carmo e um marceano (verdinho verdinho que ele ia)...
entre outras imagens para maiores de 18 que aqui não posso revelar...

As últimas 2 voltas foram feitas com a graça do Sênhó, e do gel da Decathlon e de olhos fechados, abrindo-os apenas 1 milionésimo de pintelho a cada 20m para ver se estava no caminho certo... sofrimento foi a palavra chave!
Acabei com o meu sprint habitual (os tais 11 km/h) que foi suficiente para ultrapassar na última recta ainda uns 2 ou 3 adversários(as).
No Final
2'' depois de cruzar a meta veio uma senhora da organização buscar-me pelo braço, e eu pensei logo "Das 2 uma, ou gostou da parte de traz do meu fatinho de licra ou acharam este sprint final um pooooooooooooooouco rápido de mais para ser verdade e querem-me fazer verter águas para um tubo de ensaio...". Mas nem uma coisa nem outra... a senhora levou-me sim para a festa vip "Melão Party" que estava a acontecer nos camarins do evento... Da melhor fruta que comi desde aquele episódio com a minha "sobrinha" sueca que... bom... mas de facto desde as bananas até à melancia passando pelas laranjas, aquilo parecia aquele mercadozinho de Barcelona em plenas Ramblas! Muy Bueno!
Esperei depois uns 45' pela minha vez no bate-chapas, mas valeu bem a pena, saí de lá um autêntico novo-usado, qual mercedes de taxista com 30000km depois de 10 anos de serviço!

Cásinô
Quem não foi à entrega dos prémios não sabe o que perdeu...
A coroar a organização de êxito, esteve no final a festa de encerramento com um menu de fazer chorar por mais... o Glamour do Paulo Leite com o seu fato-preto "estas-bifas-caem-que-nem-tordas", o vestido "saco-do-pão" da apresentadora, as idas ao palco da menina brasileira da organização e os respectivos uivos selváticos do público, a bandazinha de jazz a envolver tudo...
e o video final com imagens para não esquecer (e repetir) dos infindáveis combóios no segmento de pedaleio...
FIQUEI FÃ!

terça-feira, abril 15, 2008

TRIATLO DO ZÊZERE 2008

Tinha de ser algum dia...

O forte investimento feito nas provas anteriores, teve finalmente consequências ao nível das condições proporcionadas aos participantes neste, em todo o caso, excelente triatlo do Zêzere.

Água fria, em que sentido? Estavam as condições ideais para arrefecer camarões depois de 30' de cozedura em água com bastante sal, limão e uma folha de louro...

Ao colocar a unha negra do dedão grande na água (com cara de "deixa lá ver de que se queixam estas florzinhas") , todas as gotícolas de sangue fugiram de uma só vez para a extremidade mais distante do meu corpo... e depois reconsideraram e fugiram para a cabeça.... que tem cabelo... e.... orelhas...

Assim que o sangue iluminou os meus olhos, soltei um leve "FOOOOOOOOOOOOOOODDD@@@@@@@@@-$$$$$$$$$$EEEEEEEEEE"!!!! , mas logo de seguida desatei-me a rir depois de perceber que a organização tinha acabado de engar o pessoal todo e eu nem tinha reparado... já que obviamente os gajos tavam a reinar conosco... A natação não era ali pááááá....

(Aqui salto a parte embaraçosa em que percebi que afinal não estavam a brincar, e que queriam mesmo que os atletas ficassem preservados no próximo milhão de anos nas águas geladas do Zêzere)


Desta vez a dificuldade do Sr. Presidente da Federação não foi chegar as pessoas para trás da linha de partida, como é normal, mas sim o de tirar os atletas das rochas aquecidas (como se pode ver na imagem em cima) onde os mais experientes perceberam ser melhor para o aquecimento dos membros superiores...

FFFFFFFFFFÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕNNNNNNNNNNN!!!!!!!!

Lá parti com a estratégia de fazer o melhor tempo no 1º metro, e não sabendo se fiz ou não o melhor parcial, acabei por, no meio da confusão, mandar um soco em mim próprio retirando metade dos óculos para a testa e deixando a outra metade na vista direita...

Com esta visão 20-20 não conseguia distinguir a bóia amarela duma vaca a comer uma barragem, pelo que fiz de cães-guia todos os meus parceiros de braçada mais próximos...

Até à 1ª bóia fui muito mal, já que não conseguia nem respirar nem ver nem nadar como o João Silva, mas depois tudo melhorou e fui ali atrás de um grupinho sem esforçar muito fazendo um segmento de natação (que me pareceu mais curto) de 11'48'' o que para mim é um tempo razoável... nem bom...nem mau!

Saída com alguma dificuldade a tirar o fato... com uma corrida longa até à bike, onde me despachei mais ou menos rápido... o pior foi a súbida a penalties!

Resolvi, antes da prova, que iria fazer a subida desmontado já que a inclinação era muita e seria feita com os pés ainda fora dos sapatos. Mas quando desci a rampa não me pareceu tão grande como agora que a estava a subir, ofegante da natação e descalço...

Como o pavimento da rampa está preparado para que um Fiat 600 consiga tirar um arrastão de médio porte de dentro d'água, o atrito que proporciona assemelha-se ao de uma cama de Fakir, pelo que cheguei com os pezinhos lá acima já na 3ª geração de pele!

Montei, e apesar de ter sido numa bike e não num potro selvagem acabado de apanhar, ainda andei ali aos ésses como se a tentar dominar o animal...

Consegui alcançar um pequeno grupo que ia ali, coloquei-me à cabeça e lá fomos subindo... passado uns tempos passa o Alcino atrás de outro... deixa-o ir... depois passa o Carlos Gomes e como a diferença não era muita "deixa lá tentar ir atrás dele"... e lá fui...durante volta e meia e depois... deixa-o ir... e depois fui apanhado pelo Fernando Carmo, altura em que soltei o segundo leve "FOOOOOOOOOOOOOOODDD@@@@@@@@@-$$$$$$$$$$EEEEEEEEEE"!!!!

Isto passou-se já na entrada para a última volta, pelo que ainda aguentei atrás do grupo em que ia o Fernando até ao final da descida, mas depois na última subida terei perdido cerca de 30'' já não o vendo no PT.

A corrida final apesar de não ter tido caimbras (que é o normal) foi algo dolorosa ja que começava ligeiramente a subir e depois tinha uma descida de empedrado algo irregular. Ainda assim penso ter recuperado algumas posições neste último segmento!

O Triatlo em si foi muito porreiro, já com alguma dificuldade física que permitiu separar o trigo do ricard....joio, e colocar alguma verdade desportiva na corrida (sim porque estas coisas das rodas alteram bastante as coisas... eu que o diga ehehe, mas ainda assim prefiro assim :P).

Agora falta pouco mais de 1 semana para o longo e nem faço ideia de como é que vou acabar aquilo... treino pura e simplesmente não tem existido! Ou seja, vou com as energias todas acumuladas AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH (NOTA TÉCNICA: riso maqueavélico em fade off prolongado...)

NEXT's: Longo de Lisboa e Europeu AG









segunda-feira, abril 07, 2008

TRIATLO DO RIBATEJO 2008 (Alpiarça/Santarém)

Antes de mais parabéns a todos aqueles que nos proporcionaram esta bela manhã de sol, excepto.... exceptoooooooo.... aqueles que nos proporcionaram esta bela manhã de sol... e refiro-me vocês sabem bem a quem... acho que não é preciso dizer nomes... é preciso? Ok...

Refiro-me então ao pessoal que resolveu tentar entrar para o Guinness, em simultâneo com o Triatlo do Ribatejo, com o maior puzzle de cestos (com fatos de triatlo lá dentro) alguma vez efectuado na zona centro do Ribatejo. (todos se recordam da 1ª tentativa do género em Palhaçais de Cima por alturas do casamento da "Sobrinha" do presidente da Junta)... adiante...

250 convivas! Com bastante publico a assistir, tanto na panela de pressão de Alpiarça, como em Santarém's Downtown. MUITO POSITIVO!!!

Epá, Portugal no que ao Triatlo diz respeito, não só faz melhor, como consegue inovar a cada prova que passa, senão vejamos...


Estreia mundial do segmento "Sushi-Swim"

Desde "Cobras de Água" a "Bois Almiscarados", passando pelo "Monstro do Lago Ness", os relatos que ouvi depois do aquecimento na panela eram no mínimo assustadores:

- "Juro-te que levou 2 gajos para baixo mesmo à minha frente... tinha no mínimo uns 13 metros..."

- "... e portanto como eu já suspeitava, os fenómenos do Entrocamento tiveram as suas raízes precisamente aqui, nesta poça que..."

- "Eu não te disse que o IMAX era em V.Franca de Xira... e que não cospia fogo do ecrã..."

entre outras frases do género!

Mal sabia eu que as frases não eram mais que metáforas sobre o que se viria a passar a seguir...


The WWS (World Wrestling Swim, mais uma estreia galática...)

A definição de partida à morte não sei de quem veio, mas percebi claramente o porquê da sua aparição... aliás não diria bem partida... nem largarta... mas mais fugida à morte... eu bem que tentei, mas devia ser o gajo que dava mais pontos para o campeonato das amonas assassinas...

O 2º round foi claramente meu com 2 uppercuts de dedo grande do pé esquerdo, e uma braçada de baixo para cima que apanhou pelo menos 3 tintins... o Tintim que faltava devia vir lá mais atrás :P


(Imagem que encontrei não sei bem onde... estes riscos azuis é que foi pena)


Inovação 3 - Saída da água por uma via de escalada 7b+ (sem cordas)

A imagem que me veio à cabeça ao sair da água, foi a de um monte de velhinhos a tentar andar em sentido contrário numa passadeira rolante... caiam que nem tordos!!!

Eu que já tenho muita esperiência do BTT em subidas inclinadas, apliquei a técnica dos zig zags para conseguir ultrapassar o declive imposto pelo louco de serviço... (aka Director Ténico)

Depois de chegar cá a cima, foi tempo de seguir os meninos que iam à minha frente, já que não tive tempo de decorar o caminho desde a saída da água até à bike.

Tirei o facto com a usual graciosidade que me caracteriza, coloquei os óculos para o estilo, capacete para o estilo e agarrei na bicicleta para não ir a pé até Santarém...

Novamente com a inovadora técnica dos elasticozinhos, levei a bicicleta descalço até à saída do parque de estacionamento e coloquei os pezinhos nos sapatos mais ou menos a custo...

Segmento das Bicicletas

Custosa foi também a saída, porque era ligeiramente a subir (numa distância de 2,14 metros) mas como deixei a relação maior (74 x 6.2) engrenada, tive que me meter de pé aos saltos em cima de um dos pedais (inclusivé com uma velhota de grande porte nos braços, que estava a assistir à prova, para fazer mais peso) para que lá conseguisse rodar os pedais e sair daquele buraco...

Coloco o pezinho direito dentro do sapato e fecho o sapatinho, coloco o pezinho esquerdo dentro do sapato e .... CATÁSTROFE!!!!

A fita/presilha, ou lá como é que se chama aquelas coisas que fecham os sapatos de bicicleta, saíu da respectiva argolinha e aquela porra para entrar tem que ser no ângula inverso ao quadrado da hipotenusa... pelo que, com a bicicleta já a 0,23 metros por século, decidi abortar a boa figura e encostar para meter aquela coisa no sítio... entretanto lá iam passando os amigos do "SAI DA FRENTE CAR@%&#$...!!!"

Depois de restabelecida a ordem natural das coisas, foi hora de imprimir o ritmo VO(mito) e tentar apanhar os senhores dos impropérios!

Apanhei logo no primeiro topo aquele... susto, já que a certa altura ouvi um PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII e julguei que estivesse com a máquina dos hospitais que faz "PING" ligada ao coração... mas não... tava tudo quase bem...

Apanhei sim aqueles que seriam os meus companheiros de ciclismo e com os quais dividi despesas (meretrizes à parte porque eles comeram mais que eu...) na primeira parte do percurso, mais ou menos até à saída de Alpiarça.

Eram eles 2 elementos da Marinha e mais outro que agora n me recordo, mas julgo ter sido o Telmo Veloso do Porto Runners.

Entretanto com os pequenos grupos que fomos apanhando, formou-se um grupo de quase 30 pessoas, que acabou por cortar o ímpeto inicial, já que nem fod... nem deixavam fod...

Portanto lá segui naquele grupo com mistura de condutores de fim de semana, com invisuais de vendas nos ouvidos, em que apenas por ser um crente com lugar no TOP 10 - Cantadeiros de Pai Nosso é que não houve quedas à minha frente... nunca mais me apanham noutra!

De vez em quando, e seguindo o pelotão a uma velocidade relativamente reduzida (talvez 35km/h), saía 1 ou 2 meninos que tinham sido apanhados anteriormente, com rasgos de Armstrongs, e em que se tentavam suicidar durante 100m num sprint insano... espeeeeeera... se calhar estavam a fugir do Tamboril-elefante que entretanto saíu do 1º segmento precisamente em 100º lugar... enfim...

É que um gajo trava mais que o que pedala...

Depois fomos apanhado em plena ponte por um grupo de Easy Riders, que não me atiraram ao rio porque não conseguiram... entre eles seguia o Alcino Serras mas que ainda assim foi o mais delicado... sem chegar a arrepiar a espinha claro!

Na subida, para além dos que vieram de trás com o Alcino e pouco mais, lá ficou tudo para trás a pensar nos sprints que não deviam ter feito...

Quando eu começava a aquecer (acima do ponto de ebulição do titânio) a subida acabou, não me deixando demonstrar toda a minha capacidade de escalada ciclistica... é que a partir dali é que eu ia ser mesmo brutal!

Depois foi só pedalar mais um pouco até à entrada triunfal naquele parque de transição à la Mundial e mostrar com orgulho as minhas feridas de guerra (unhas negras) às unidades de espectadores ...

Nova saída em andamento, confirmando a mestria demonstrada em Quarteira, mas venho ali naquele limbo entre:
  • sair cedo de mais - antes da velocidade estar a condizer com as mais básicas leis da física (lembro-me sempre do herói que ainda o combóio não baixou dos 50km/h, e está a sair a pés juntos para a estação... fazendo aquele engraçado efeito de saltar de cabeça para a frente com os bracinhos lá atrás, qual F14 em voo supersónico...)
  • deixar a bike abrandar demais - fazendo com que caia para o lado em que não estão pernas da minha pessoa, e originando assim aquele gemidozinho normal de quando a pedaleira entra tintins a dentro... (eu já tinha falado em tintins neste relato não já? isto de falar em orgãos sexuais que, alguns, outros gajos também possuem é um pouco embaraçoso... nunca mais falo em tin...)
Mas a coisa lá correu bem... não que eu me lembre como correu, mas como estou aqui a escrever sem auxilio de oxigenio presumo que tenha saído para dentro...do parque de transição, nas melhores condições... possíveis!


A Maratona

...dos 5km ... quer dizer dos 4 e tal... já que... ou estava um vento ciclónico em que o perímetro do furação coincidiu ao milimetro com percurso de corrida ( e se coincidiu deve ser mais um record para a prova) inclusive acertaram na previsão do sentido de sopro do dito, ou aquilo não tinha 5km... Acho ainda assim mais fácil ocorrer o episódio metereológico do que a organização ter falhado mais de 10cm na distância!

3 voltas! 3 garrafas!

Se existissem 2 abastecimentos por volta teriam sido 6 garrafas, e por aí adiante até aos 137 abastecimentos por volta... valor que me permitiria chegar às 411 tampas azuis que dão direito ao par de canadianas.

Estava calor... e suponho que a dificuldade deste segmento ultrapassou, de longe, qualquer maratona num qualquer ironman, já que em plena "Praça das Traseiras" (sorry, não sei o nome, mas acho que não era bem este) e com o sol a bater de quina mesmo na baba seca ao canto da boca do rominante, nos obrigavam a fazer um voo rasante às 8 mesas da esplanada que colocaram como obstáculo, repletas de tudo o que lembrava "fresquinho"... desde garrafinhas de água com sabor a limão, até jovens estudantes de enfermagem com 18 anos completados na sexta-feira anterior à prova... Não se faz!

(Riscos azuis tirados não sei bem de onde... estas fatias de imagem é que foi pena)

Terminei com o habitual sprint (palavra que no me caso significa uma espécie de fast forward mental que eu faço da minha própria chegada - tenho essa capacidade), para parecer que não fora terem-me escondido a bicicleta dentro da mochila dum gajo que por acaso não a deixou no PT porque não se podiam deixar mochilas no PT porque senão o puzzle final não contava para o Guinnesssssssss... eu teria chegado em primeiro!!!

Bom... resumindo... um b-e-e-e-e-r-i-l-h-a-n-t-e 74º lugar entre os mais de 250 atletas da nata mundial de triatlo... incluindo aquela senhora que tem chegado em último e que faz um segmento por dia... ai não... estão-me aqui a dizer que afinal é tudo no mesmo dia... a luz é que já é outra quando chega... da bicicleta...

... dizia eu 74º com 1h04'44'', a mais de 10' do grande vencedor (esse rapaz vai longe) (rápido pelo menos vai...)


A próxima é já Sábado pelas 15h em Pedrogão com partida na barragem do Cabril... que rima com pernil (se calhar vou mais cedo e como por lá...)

See u all out there!

domingo, março 30, 2008

TRIATLO DE QUARTEIRA 2008

Primeiro triatlo de 2008 (para mim pelo menos)!!!
Já tinha saudades...

Eu que já fiz para cima de 9 triatlos, e que respiro triatlo por 3 dos 4000 biliões de poros que possuo, tenho por esta modalidade um respeito idêntico ao de um professor para os seus alunos ,numa escola ali para os lados das Galinheiras.

Isto porque como chego a esta altura normalmente num invejável momento de forma - com cententas de metros e metros de corrida e bike acumulados (cms no caso da natação), e preparações específicas (quase que realizadas) de simulações de transições nos parques de estacionamento dos Lidl's das 2h às 3h da manhã - o simples facto de nadar 750m, pedalar quase 20km e correr uma espécie de 5km já me faz arrepiar os pelos recentemente rapados...

Ainda sem saber ao certo a classificação que "conquistei", assim como o tempo final e parciais, cheira-me que foi uma das minhas provas mais regulares:

  • Não morri afogado e ainda deixei alguma água do mar fora do corpo...
  • Não fiz merda nas transições (dentro da categoria "Ajuda aí a puxar isto...")
  • Estreei o N.A.S.A.queano método de prender os sapatos de ciclismo nos pedais com elásticos (na horizontal) sem que o muito público presente tivesse a chance de me ver desmontar de cabeça...
  • Pedalei mais ou menos, tendo conseguido descançar qualquer coisa na última volta, poupando-me assim para a corrida final...
  • Não faleci na corrida final
  • Consegui fechar a equipa dos Pasteis de Belém, quase quase em simultâneo com o 2º Belém!

Pontos a melhorar:
  • Olhar para trás quando estiver a sprintar para a meta... já que fui passado por 2 meninos, quando podia ter soltado aquele gás que faria toda a diferença nos últimos 5m...
  • Começar a treinar 2 vezes por semana (para ser uma coisa incremental e deixar o corpo assimilar o incremento)
Entretanto chegaram os resultados:

Ora fiquei num impressionante 63º lugar à frente de muitos atletas de alta competição (nas suas profissões) com o tempo final de 1h08'17'' a mais de 10' do primeiro :)

Parciais:
  • Natação: 0:13:01 (67º lugar)
  • Bicicleta: 0:36:05 (60º lugar)
  • Corrida: 0:19:11 (56º lugar)
Como me tinha apercebido foi uma prestação muito homogenea ali em torno do lugar 60 em todos os segmentos... outra forma de ler é que sou mau "homogeneamente" em ambos os 3.... mas também que em relação aos demais atletas fui subindo na média :P


Resta saber se fiquei dentro dos 25 primeiros do meu Age-Group (30-34) para o Europeu de Maio...


Próxima duas provas:

Triatlo de Alpiarça e Triatlo do Zêzere

domingo, março 16, 2008

MEIA MARATONA DE LISBOA 2008


OBRIGADO MISTER (Fernando Carmo) !!!

1h25'50''


Chegada à ponte em cima da hora, dado que tive de dar assistência à família, e que não deu para grandes aquecimentos! Mas também não seriam precisos já que teria mais que tempo de aquecer pelo caminho.

Ainda encontrei o Carroten e o Oliveira na partida, mas pouco tempo depois já estávamos a partir, num misto de "Epá o pessoal já está a correr..." e "Sabes a que horas é que isto arranca?".

Primeiros kms na ponte passando as muitas pessoas que gostam de ir lá para a frente para ver melhor a ponte :P, até ficar um grupinho mais ou menos com o mesmo ritmo (3'45''/km na altura).

Grupinho esse que sofreu uma queda aparatosa de um dos elementos, mas que penso que se levantou rapidamente (mas aquele asfalto deve ter aquecido...).

Descida a poupar energias e pernas, até que vejo o meu PM (Personal Mister) Fernando Carmo que generosamente me decide acompanhar "já que o Salvador nunca mais aparece..." e que tanto me ajudou até ao km 12 ou13 penso!

Do km 5 ao km 10 fui ali a tentar gerir os 4' a 4'05'' por km, mas sempre sentido as perninhas muiiiito pesadas... tenho mesmo de meter kms!

Passo aos 10km com 39' mais coisa menos coisa... e segui mais ou menos no mesmo ritmo até ao km 12 (segundo o Mister houve um km menos bom lá pelo meio) altura em que o Mister avisa o Salvador que afinal já tinha passado sem ele o ter avistado!

Corri mais um pouco atrás da lebre, mas a lebre estava já a soluçar qual Fórmula 1 ao relanti e dado que já estava a entrar na minha Green Mile, cortei as amarras e deixei o bolóide ir à sua vida...

Depois fui ali encaixando neste e naquele grupo, sem se terem mantido os mesmos por muito tempo...

Passei aos 15km com 1'00'05''... o que me surpreendeu, mas o ritmo vinha já a cair (não muito é certo) desde o km 10 o que se refletiu no final, com os últimos 3 kms a serem feitos no osso mas julgo que sem perder grande velocidade, com os últimos metros feitos literamente ao sprint contra o relógio para tentar baixar das 1h26'. Consegui-o por pouco.

Resumindo, foi muito melhor do que estava à espera dada a ausência quase total de treinos, nomeadamente de volume, mas também tive a grande ajuda do mister que fez com que ganhasse na primeira metade da corrida a margem suficiente para não comprometer o final.


NEXT: Triatlo de Quarteira daqui a 15 dias