terça-feira, abril 26, 2005

OTA + MONTEJUNTO com 300 kg ás costas

Belíssimo passeio na zona da Ota e Montejunto, com o tempo a variar entre a chuva torrencial e o sol torrencial, num total de 50 km.

E dizem vocês: "50 quêêêê?!?!. Km's?? ganda menino e não sei quê..."
Pois mas o pormenor, é que desses 50km's, 30 foram feitos a puxar 300 kg de carne. Não acreditam? Eu tenho fotos, e posso enviar à cobrança a quem duvidar. 300 kg divididos, mais ou menos irmamente, por 4 saquinhos com pernas, braços e "cabeça".

Pois é estes meus 4 amigos, fizeram deste passeio BTT um dos melhores passeios pedestres que realizei até à presente data, e mostraram-me simpaticamente como posso conjugar as tardes passadas com o meu avô no jardim, e fazer "btt" ao mesmo tempo. Excelente cadência.

Ligação Alenquer-Ota (+-10K) a solo e sob uma chuva molha-par..."gente que não sabe ver o tempo, no dia em que fez as malas para casa da sogra". Quando lá cheguei já os saquinhos esperavam que eu aparecesse para lhes montar a roda de trás... e toda a gente sabe que montar é mais dificil do que desmontar. E para montar já se sabe estou cá eu EHEH... eheheh... hmmm... continuando...

Partimos, e passados 10 metros planos, fizemos a primeira paragem para reabastecer... "..ahhh é preciso levar água???" - lembrou um dos saquinhos mais inteligente.

Pronto, depois foi subir até ao parque de merendas da Ota, descer até ao riacho passando pelos famosos S's (sempre a pé e a apreciar os passarinhos claro) , subir depois pelas pedras, passar pela subida das colmeias, e esta tive mesmo de a fazer a pé porque senão não me largavam com beijinhos, fotografias e autógrafos, e chegamos mais uma vez a um alto, que serve uma vista de babar por mais... Uma bela descida em pedra, com uma igual subida em piso extremamente aderente, um must.

Andamos mais um bocadinho, por terra e apanhamos a estrada que vai dar à Abrigada.
Passaram entretanto, 10 km e 2 horas de "pedalada", e como o desgaste tinha sido assombroso e entretanto já estavamos perto da hora de almoço, decidimos comer qualquer coisa (caldo verde + frango e meio a cada um).

Acabado o petisco, pusemo-nos ao caminho e desta feita, subimos pelo estradão de terra brilhante até à "aldeia das cinzas", e onde a camada de 8cm de creme protector +500 que bezuntei nos braços, não chegou para evitar que eu apanhasse mais um valente escaldão à espera que aquelas lesmas babosas se arrastassem rampinha acima.

A partir dali, foi descer até a Abrigada novamente e seguir direitos à Ota via pedreiras, com mais uns sobe e desce pelo meio e consequentes escaldões...

Os saquinhos fizeram cerca de 30 km em menos de 6h48 minutos, e eu mais 20 km das ligações Alenquer-Ota-Alenquer.

Média ao chegar à Ota: 56,4 kmh
Média ao chegar à Ota depois da volta com os 300 kg ás costas: 3,29 km/h
Média ao chegar a Alenquer: 67,4 km (mas apanhei algum vento pelas costas)

Triste mas foi assim...

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DUATLO DO CADAVAL - next 30 de Abril

Para quem vai ao duatlo do Cadaval no próximo dia 30 de Abril, fica desde já avisado que o segmento de ciclismo vai fazer muita mossa nos menos preparados, como eu.

Esta vai ser a minha primeira participaçao neste duatlo, e a 2ª no total (com a estreia feita em Grândola), e portanto não participei na edição do ano passado. No entanto sei que o percurso foi alterado devido às obras na estrada de Paio Pires (ou coisa que o valha), e portanto este ano o traçado começa à saída do Cadaval em direcção à Murteira e ao chegar à entrada desta localidade corta-se à direita para Chão de Sapo (ou coisa que o valha2) e chegados aí voltamos novamente á direita de regresso ao Cadaval, num perímetro com cerca de 7 km e com duas subidas que vão fazer as delícias dos Armestrongs portugueses.

Acabei as 3 voltas em 40 minutos e com cerca de 30 km/h de média, mas estava o chão molhado e bastante vento de frente nalgumas zonas.

Eu de certeza que vou chegar com cãimbras á 2ª corrida :)


PERCURSO DETALHADO:

Saída do parque de transição, à saída Este de Alenquer, e vira-se imediatamente à esquerda em direcção á Murteira

500 m praticamente sempre a descer, onde facilmente se passa dos 60km/h, no entanto se estiver a chover nesse dia prevejo situações potencialmente perigosas uma vez que a descida é algo sinuosa.

Segue-se mais 1 km de sobe e desce pouco acentuado mas ainda assim a exigir trabalho significativo caso se queira manter um bom ritmo

Acabados de descer, encontramos a 1ª dificuldade. Depois de uma curva á esquerda, temos que superar um topo com cerca de 100 m de comprimento mas com cerca de 16.327 % de inclinação, que na última volta já parecem 20%

Ainda a subir, não chegamos a entrar na Murteira, e cortamos para a direita e para baixo em direcção a Chão de Sapo, numa curta mas inclinada descida

Terminada a descida, a estrada curva para a direita e chegamos à 2ª dificuldade do percurso, com uma subida de quase 1km, em que ao longo da subida a inclinação vai aumentando (na última volta esgotei as mudanças), de facto este será certamente o ponto onde se tentarão largar eventuais “parasitas”

Chegados a Chão de Sapo, entramos na estrada nacional em direcção a Alenquer e são mais 3km quase planos até ao Cadaval e onde o efeito roda terá mais importância. No resto do percurso não me parece ser muito possível tirar partido da roda.

E pronto está feito o reconhecimento. Dia 30, lá estaremos a sofrer todos em conjunto.

Sigaaaaaaaaaaaaaaaa....


segunda-feira, abril 04, 2005

TRIATLO DE QUARTEIRA SEM SURPRESAS

Aconteceu este Domingo em Quarteira o 1º Triatlo do ano em Portugal a contar para a Taça, no formato sprint, com as distâncias 750m-20Km-5Km, e onde o segmento da natação, pelo que soube, fez a selecção natural dos atletas.


Com o segmento de ciclismo e corrida, praticamente planos, quem estivesse menos bem no 1º segmento teria bastantes dificuldades em emendar essa prestação nos 2 segmentos seguintes.

Assim, no final, tivemos os vencedores esperados, tanto em masculinos como em femininos.

1º Masc - Bruno Pais

1º Feminino - Vanessa Fernandes

Mais informações em:www.federacao-triatlo.com

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quinta-feira, março 31, 2005

AS VOLTAS MAIS RÁPIDAS DOS HBTs

Pois é, há coisas que não se conseguem mudar na vida, e uma delas e "quiçá" a mais relevante é a que eu sou rápido! Muito Rápido! Mesmo quando não é esse o meu objectivo...

Senão vejamos os tempos correspondentes à volta mais rápida que cada uma das tartaru...colegas de equipa efectuou:

Jesus - "infinito +" - 0 volta
President - 1:00:37 - 1ª volta
Brandão - 0:57:08 - 1ª volta
Dario - 0:50:50 - 2ª volta
Nogat - 0:48:05 - 1ª volta

Até aqui nada de novo a não ser a melhoria óbvia do Brandinho em relação a um passado recente. Mas quando vou ver, e apenas por curiosidade, a minha volta mais descontraída encontro a seguinte marca:

Ricardo - 0:47:44 - 2ª volta

Porra, é que nem quando vou passear ao campo consigo andar devagar... ele há coisas que não mudam!

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terça-feira, março 29, 2005

6 HORAS DE GRÂNDOLA - O RELATO

Mais uma prova mais uma viagem...

As "6 horas de Grândola" neste momento, e sem qualquer tipo de parcialidade, é a melhor prova
organizada em Portugal (a par talvez da mítica Portalegre, que tem este ano, e a meu ver,
um preço demasiado elevado para quem como eu só queria lá ir fazer o percurso).

Pavilhão é espera dos participantes para fazer o check in ás bikes - este será o único ponto por onde alguém pode pegar. Se para o ano este check in for feito na zona da prova, então aí será perfeita - ainda assim, tudo muito bem explicado, incluíndo um mapa com o caminho a tomar para o local da prova.

Chegados ao local da prova, a nossa alma fica parva com tamanha demostração de empenho e organização por parte dos elementos do Rodas Clube. Fazia lembrar uma qualquer prova do circuito mundial, com os carros, perdão, os stands de apoio aos atletas desfilados ao longo da volta de consagração, não faltando sequer uma excelente ponte de madeira por onde os atletas ora passavam por baixo ora passavam por cima, e onde os fotografos puderam tirar algumas boas fotografias (principalmente aquelas em que eu apareço).

Haviam apoios para todos os gostos, desde a simples namorada a trocar bidons, até esquemas
avançados de apoio com lubrificação em andamento e massagens :)

A minha equipa, Holmes Bike Team (HBT), fez deslocar ao local, um especialista no mundo das 2 rodas, que para além de me ter de dar apoio, teve ainda de o fazer a mais 6 colegas meus e a 1 esquizofrénico que nós adoptados no seio da nossa equipa, e que deixou uma lista ao nosso apoio com cerca de 32 páginas de pedidos especiais e recomendações, desde os miligramas de isostar em cada 100 ml de água destilada, até à diferença ao segundo dos 30 atletas que seguem à frente e dos 50 atrás em cada volta... é doente, temos que lhe dar esse desconto!

Depois de fazer todas aquelas coisas que se devem fazer no dia anterior, tais como encher os
pneus, afinar travões e afins, lá fui colocar a bike no lugar ideal para quem, como eu, quer partir logo na cabeça da corrida. Guardei o mateiral que me ajudou nos cálculos para o ponto de saída
ideal, e juntei-me ao resto da equipa na zona do breefing.

Ponto alto do breefing: "QUEM MANDA NESTA PROVA SOMOS NÓS E NÃO OS 'SENHORES' DA FEDERAÇÃO!!!
clap clap clap

Por acaso gostaria de saber o que se passou para que palavras como estas tenham sido proferidas, inclusivé com membros da federação presentes, eu tenho as minhas suspeitas...

Terminado o breefing, lá nos posicionamos todos na linha de partida, cada um com a sua bike na retina, excepto eu que tinha uma bike de 5000 e muito euros na minha retina, e que obviamente não era a minha. Sorte a do dono, ter lá chegado antes...

Ainda houve alguma confusão antes do tiro de partida, uma vez que a arma da organização era
demasiado parecida com um revólver a sério, e os elementos da Federação da Volta a Portugal,
por causa disso, fizeram alguns reféns dentro do autocarro estacionado próximo da meta...

TUDO PRONTO??? PAAAAAMMMMMM

Devido à minha larga experiência em duatlos (1 participação) assumi desde logo as despesas da
corrida. Não, não parti na frente, assumi mesmo as despesas da corrida e prometi que passava o
cheque no final...

Devo ter saído da batedeira e entrado na 1ª volta para aí nos 30 primeiros, e o 1º single track foi feito a ritmo calmo, pelo menos a julgar pela cara dos outros, e não houve grandes hipóteses de ultrapassagens nesta parte.

Chegado á zona da maior subida, não terei perdido mais de 20 lugares, o que mostra bem da
maturidade ds nossos maratonistas, que já não se metem à maluca a dar tudo no início e depois
passados uns quilómetros estão "Ó mãe, Ó Tio..." - (para quem não percebeu eu estava a falar
de mim...)

A 1ª subida custa mas não perco lugares, e logo se inicia a descida, toda ela feita com elegância, agelidade, destreza, força, concentração e aproveitando cada milimetro que o single track tinha para oferecer... lembro-me de passar pelo menos 1 pessoa!

Cheguei depois aquele trilho junto à vedação, com algumas partes trialeiras, e onde mais uma vez a organização mostrou não esquecer nenhum pormenor, ao colocar numas pedras mais escorregadias que haviam pelo caminho, umas tábuas para não escorregarmos ao passar a pé com a bicicleta ás costas, impecável...

Seguiu-se depois mais uma zona rápida com alguma lama à mistura a fazer a delícia do meu pneu traseiro IRC Arregássor... e também do penu dianteiro Michelin Ondéquides... este um pouco mais gasto. Mantive a mesma classificação nesta parte, e até estranhei já estar tudo tão separado. Ou cairam atrás de mim e fizeram tipo um tampão ou eu estou a andar como o caraças - pensei eu.

A seguir apanhava-mos aquela subida que ia inclinando e depois tinha mais 2 topositos colados,
que foi aquela onde mais tempo passei... não por subir muito devagar, mas sim por subir mesmo
muito devagar... e era quando subia! Toda a gente deve ter em algum momento da prova reparado naquele rapaz de camisola branca e laranja que insistia em descansar, deitado, no meio da subida.

Imediatamente a seguir á subida tínhamos a descida potencialmente mais complicada (não para
mim claro, que sou ainda mais bonito a descer), e onde passei 5 vezes (sóóóóóóóóó) sem cair.

O resto, e praticamente até ao final, era a rolar a mais de 12 km/h com os cabelos ao vento. Existia depois já no "recinto" da consagração, uma rampazita que dava acesso á "Ponte Cavalo/Égua" que fez a delícia deste que vos escreve. Pena foi não terem tirado fotos. Não sei se já disse mas eu sou mesmo bom. Já disse? Ok. E é verdade!

Voltando um pouco atrás, mas já naquela última zona rolante, encontrei um colega de equipa, o
Jesus, que corajosamente e só como ele sabe fazer, se auto-motilou assim que pressentiu a
minha aproximação. Era escusado Jesus, eu sei travar e nunca te iria aleijar ao passar por
ti...tss tss

Mais ou menos nessa altura fui apanhado (a 1ª vez) pelo Prof.Dário que com tanto treino só
agora tinha apanhado um gajo que foi à bola - eu.

Devo ter passado no final da 1ª volta em 50º da geral... nada mau!

A partir daqui começaram as cãimbras e foi ir perdendo lugares até ao 100º lugar,
classificação que atingi no final.

Pelo meio passaram por mim, primeiro a Célia, depois a Catarina e por fim a simpática Sónia
que ainda acompanhei uns 10 metros :)

Levei 1 volta de avanço de 2 colegas de equipa que não andam nada (mas mesmo nada...aí se eu
treinasse 1 vez por semana...), e fiquei atrás do meu Presidente que mesmo com o Dossier da
equipa me conseguiu dar mais de 1 minuto no final...

Resultado final da minha equipa, HBT - Holmes Bike Team:
Prof. Dario - 32º (chegou à meia noite)
Nogat - 44º (vomitou-se todo)
Brandão - 55º (1 hora depois de acabar, não conseguia respirar e mastigar ao mesmo tempo)Presidente - 99º (Deixei-o ganhar)
"O Grande Ricardo" - 100º (no final, fazia mais 60 horas)
Jesus - ? Braço deslocado ?
Carlão - Arranhão hiper-superficial no dedo mindinho - desistiu...

Organização 40 estrelas, para o ano estou lá para lutar pelos lugares da frente... juro!!!

PARABÉNS A TODOS QUANTOS ORGANIZARAM E/OU PARTICIPARAM NESTE DIA MEMORÁVEL!!!
VIVA GRÂNDOLA!
VIVA O BTT!
VIVA O RICARDO!

quarta-feira, março 16, 2005

OBJECTIVOS PARA AS 6 HORAS DE GRÂNDOLA

Como vai ser a primeira vez que vou participar nesta prova, não tenho bem a noção do tipo de percurso/terreno vou apanhar.

Portanto não vou definir os meus objectivos em termos de kms ou média de km/h, mas sim de objectivos um pouco mais vagos.

OBJECTIVOS:

1º Chegar ao fim
2º Chegar ao fim a pedalar
3º Chegar ao fim à frente de todos os meus colegas HBT's
4º Chegar ao fim na mesma volta do 1º
5º Chegar ao fim nos 10 primeiros classificados
6º Chegar ao fim nos 3 primeiros classificados
7º Chegar ao fim em 1º
8º Dar 1 volta de avanço ao 2º classificado

Pronto acho que mais do que isto era estar a definir objectivos pouco credíveis.

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segunda-feira, março 07, 2005

ESTREIA EM DUATLOS

Duatlo Sprint Contra Relógio de Grândola, dia 6 de Março de 2005
5 Km - 20 km - 2.5 km

CLASSIFICAÇÃO GERAL: 78º Lugar (em 153 atletas à partida) com 1h10'07''

Pois é pessoal,
lá fui a Grândola para mais um treino (sim, que eu agora só treino nas provas), juntamente com TODAS as figuras do Duatlo/Triatlo em Portugal, e onde deu para perceber o que ainda tenho que trabalhar para conseguir subir alguns lugares nas classificações.

A prova era em contra-relógio, pelo que a partida dos atletas era feita individualmente a cada 30''.

O nome Dario Teixera, foi muito comentado na Vila alentejana, uma vez que esse gajo nunca mais aparecia à chamada.

Sem fazer aquecimento, até porque a 1ª corrida queria fazer em ritmo crescente para ver como me sentia, lá esperei na fila a minha vez de começar, mas sem grandes nervosismos.

5 , 4 , 3 , 2 , 1 - PARTIDA!!! Que emoção!

Dei início á minha prova e depressa me esqueci do que tinha planeado, quais ritmo crescente, ou melhor até foi crescente mas começei foi logo nos 100%...

O percurso da corrida era duríssimo com duas subidas bem pronunciadas e feitas sobre algum calor (era 15 h), e em que na maior parte do percurso os corredores se cruzavam, uns a ir e outros de regresso. Davam-se duas voltas, e penso ter feito mais ou menos sempre ao mesmo ritmo e sempre muito acima das minhas capacidades :)

Acho que passei por cerca de 4 ou 5 atletas nestes primeiros 5 km.

Entro no parque de transições (PT) em esforço, e rapidamente troco de tenis e faço-me à estrada, devo ter levado menos de 1 minuto :)

Começo a pedalar e rapidamente concluo que é na bicicleta que eu me sinto mais à vontade, respira-se melhor!

O troço era feito por fora de Grândola na estrada nacional e variante, que tinha cerca de 6,5 km e no qual se faziam 3 voltas, e que incluia uma longa subida com 1,5km, sempre feita contra o vento forte que se fazia sentir, e muito dura para quem vai a dar tudo por tudo.

Passei cerca de 5 ou 6 atletas, e na última volta, durante a subida, começei a sentir algumas picadas (ameaços de cãimbra), mas mesmo assim resolvi não abrandar para ver se depois na recta para a meta me passava...

Chego então novamente ao PT e quando desmonto, TAUUUU, aí estão elas as minhas fatídicas cãimbras... fui a coxear até ao meu lugar mas sem chorar (um homem não chora CAR$%#$") e tentei calçar os tenis, tendo estado nesse processo de tentativa/erro durante mais de 2 minutos :)

Quando me consegui calçar, saí do PT, mas ainda fui cerca de 500 m a andar ou a trote, tendo depois relaxado um bocado, para fazer o restante percurso em crescendo e acabar ao sprint já com o pulsómetro a dizer aos berros "Não tenho mais cascaracteres!!!!"

E pronto, gostei muito da experiência, e no próximo duatlo sprint no Cadaval, bem pertinho de casa, lá estarei. Pelo que sei tem uma secção de ciclismo demolidora.

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quarta-feira, fevereiro 23, 2005

G-R-I-P-E

Sucintamente:

1º Gripe
2º Por causa da gripe, não pude ir ao Duatlo das Lezírias compensar as prestações miseráveis dos meus colegas de equipa
3º Por causa da gripe, não fui trabalhar 3 dias
4º Por causa da gripe, não treinei durante quase 3 semanas
5º Por causa da gripe, só vou dar 40 minutos de avanço ao pessoal, na Maratona SLB de Domingo...

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PS: No duatlo de Grândola, espero dar os mesmos 40 minutos de avanço...

segunda-feira, janeiro 17, 2005

CALENDÁRIO 2005

Baseando-me para já no calendário provisório da FPT, este será o meu calendário de provas a cumprir em 2005, sujeito como é óbvio a correcções consoante a forma física e ou alteração de datas:


FEVEREIRO
Dia 13 - Duatlo das Lezírias [Sprint-BTT] (5Km + 20Km + 2.5Km)
Dia 27 - Maratona da Arrábida SLB (80Km)

MARÇO
Dia 6 - Duatlo de Grândola [Sprint-Contra Relógio] **Opcional**
Dia 26 - 6 Horas de Grândola (90-100Km)

ABRIL
Dia 3 - Meia-Maratona de Lisboa (21Km)
Dia 10 - Duatlo do Cadaval [Sprint] (5Km + 20Km + 2.5Km)
Dia 17 - Duatlo da Azambuja [Olímpico] (10Km + 40Km + 5Km)

MAIO
Dia 8 - Triatlo Santiago do Cacém [Sprint] (750m + 20Km + 5Km)
Dia 14 - Maratona de Portalegre (100Km)
Dia 22 - Triatlo Fafe [Sprint] (750m + 20Km + 5Km) **Opcional**

JUNHO
Dia 12 - Triatlo do Ambiente [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km) **Opção[Sprint]**
Dia 19 - Triatlo de Monte Gordo [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km) **Opcional**
Dia 25 - Maratona da Serra da Estrela (85Km)

JULHO
Dia 2 - Triatlo de Peniche [Sprint] (750m + 20Km + 5Km) **Opcional**
Dia 9 - Maratona de Estremoz (100Km) **Opcional**
Dia 17 - Triatlo do Fundão [Sprint] (750m + 20Km + 5Km)

AGOSTO
Dia 14 - Triatlo de Arganil [Sprint] (750m + 20Km + 5Km)
Dia 20 - Maratona da Vidigueira (100Km) **Opcional**


SETEMBRO
Dia 3 - Homem de Ferro [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km) **Opcional**
Dia 11 - Triatlo de Penacova [Sprint] (750m + 20Km + 5Km) **Opcional**
Dia 18 - Triatlo do Tejo [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km)
Dia 25 - Volta ao Concelho de Mafra (100Km)

OUTUBRO
Dia 1 - Maratona de S.Brás (80Km) **Opcional**
Dia 2 - Triatlo do Estoril [Super-Sprint] (375m + 10Km + 2.5Km) **Opcional**
Dia 9 - Duatlo do Camarnal [Sprint] (5Km + 20Km + 2.5Km)
Dia 22 - Maratona de Grândola (100Km)

NOVEMBRO

DEZEMBRO
Dia 31 - Tróia-Sagres (210Km)


6 x BTT = Maratonas de BTT + (3 x BTT Opcionais)
8 x TRI = Provas de Triatlo/Duatlo + (7 x TRI Opcionais)
1 x RUN = Participação em provas de atletismo


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sexta-feira, janeiro 14, 2005

VINHO BRANCO = PINTAS NOS OLHOS

Ontem ao beber delicadamente 3 golinhos de um refinado Alvarinho de 87 fresquinho fresquinho, despoleta-se-me uma gosma na garganta que nem subia, nem descia, e só me apetecia era vomitar...

Foi o que fiz, dedos à boca uma, dedos à boca duas...ninguém dá mais? Dedos à boca três...vendido a esta sanita aqui à minha frente...

Até aqui tudo normal!

Mas quando me levanto e olho ao espelho... AAAAAAAAAAGHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!
Tinha a cara inchada, os olhos inchados e cheios de pintas nas palpebras... que monstro!
O príncipe encantado tinha dado lugar a um Diabo Vermelho!!!

Entretanto a coisa acalmou um bocado, e hoje de manhã fui ao hospital fazer análises não fosse ter alguma coisinha má!

Coisinha má não fiquei a saber se tenho, mas pelo menos as análises estão boas. As pintas, disse o Sôtôr que tinham sido do esforço!

Mas pelo sim pelo não nunca mais bêbo vinho fino...

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quinta-feira, janeiro 13, 2005

INVESTIMENTO NA ÁGUA

É oficial!!!
O Holmes Place da Defensores de Chaves vai perder o seu mais ilustre e pioneiro elemento!
EU!!!

Poizé, com o objectivo de aumentar as minhas capacidades no triatlo, vou dar início já no mês de Dezembro ás actividades húmidas nas piscinas do Estádio Universitário. Primeiro 3 vezes por semana, passando mais tarde a 5 vezes por semana.

Esperemos que com isto não perca faculdades nas outras duas modalidades que compõem o triatlo (corrida e ciclismo), mas vou tentar compensar isso com mais treinos no "outside"...

Acho também que como já vou ter que investir numa bike de estrada este ano, e uma vez que o fato isotérmico - mesmo em 2ª mão - ainda custa mais algum dinheiro, só a partir do momento em que aguente 750m (15-20min) dentro de água sem morrer de frio é que participarei nas provas de triatlo. O mesmo é dizer que antes de finais de Abril/início de Maio me devo dedicar exclusivamente ao treino e ás maratonas BTT.

Até lá fiquem bem!
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terça-feira, janeiro 04, 2005

TROIA - SAGRES 2004 - RESUMÉ

Dia 24 e 25 - COMER Á PARVA

Comi tudo o que era possível sem vomitar, e juntei-lhe massas para escorregar melhor.


Dia 26 - ALVORADA ÁS 5h

Já com as cenas dentro do carro, apenas tive que comer e chegar atrasado a casa do Sr. Prof. DÁrio.


6:10 - ABRAM A PORTA

Com 29 anos feitos em Maio, nunca tinha imaginado que dentro das carrinhas de caixa fechada não haveria luz. Primeiro eu o JL o Edu e o Moldavian Express, depois o JC e finalmente o Nogat, um a um lá nos foram atirando para a câmara frigorífica. Durante o caminho 2 pensamentos me assaltaram o espírito. O primeiro, era que o barulho, a velocidade, a falta de luz e forma de condução do piloto Presidencial, me transportavam para o filme "Perfume de Mulher" e a horrível cena do Ferrari a ser conduzido por um Pacino ceguinho.O segundo pensamento era que a qualquer momento me tentariam "assaltar" o pacote aproveitando esta dádiva de Deus (na óptica das bichonas dos meus culegas de equipa claro).Foi levar porrada até Setúbal, mas mesmo assim ainda deu para xonar uma beca, e só não deu mais porque o Moldavian Express trabalhava pela calada e tornava mais dificil a tarefa de saber por onde andavam as mãozinhas do menino.


7:30 - SETUBAL

Enquanto esperavamos pelo barco os capangas do Coronel President entreabriram a porta dos fundos para que o CO2 acumulado na porão saisse e não corroesse a estrutura. Sem saberem ler nem escrever, enfiaram 8 macacos no barco tendo apenas 3 bilhetes para a travessia. Durante a travessia (a de barco), tivemos tempo para as fotos da ordem, o xixizinho (e cócózinho no caso do TriMaral), a preparaçãos das misturas líquidas e barríficas, e pouco mais.


8:10 - TRÓIA

Depois de mais umas fotozinhas, foi dado o tiro de partida para a minha 1ª Travessia Tróia-Sagres. Início algo conturbado, uma vez que o minha roda da frente estava a travar um pouco (...e não estava antes de ter entrado no combóio fantasma, mas eu já sei o que a casa gasta... JC!), mas como já tava tudo cheio de pica ninguém quis parar 3 segundos para eu poder dar um toque no travão e deixar de ter aquele atritozinho irritante...Os primeiros kms foram feitos a uma média de 30km/h para que toda a gente pudesse aquecer as máquinas e também para criar ali um espírito de grupo. Imediatamente, e como tínhamos um número considerável de pessoas, o nosso grupo recebeu mais alguns elementos solitários ou outros pequenos grupos, fazendo com que cerca de 20 pessoas rolassem juntas. Á cabeça pedalavam o Sr. Prof. DÁrio e o Nogat (daí a média tão baixa). Na zona de comporta eu assumi as despesas e passados 200m quando olhei para trás não vi ninguém, "Será que me enganei no caminho?" - pensei eu, e ao mesmo tempo lá apareceu o pessoal. Parece que os 57km/h naquela altura da travessia já era demasiada fruta para os bébés.Espero por eles e coloco-me novamente à cabeça agora na companhia do Brandinho que com a cor que tinha naquela altura dificilmente entraria na Mussulo. Passam-se poucos kms com a média a roçar agora a barreira dos 32-33km/h, quando somos alcançados pelos fabulosos malucos das máquinas voadoras.A descrição deste ponto até aos 80 km (naquela zona de abastecimento grande) é a seguinte: Rodar muito rápido - Sprint - Rodar muito rápido - Sprint - golo de água - sprint da minha vida - Rodar Muito rápido... e por aí fora!!!


10:30 - ZONA DE FRACTURA

Aos 80 km e mais ou menos com 2h10 no bucho, a média tinha subido para os 36 km/h e a F.Card.Média para os 175 no mínimo, e já ia há alguns kms com vontade de abrandar um pouco e seguir ao meu ritmo com medo de pagar mais tarde a factura.Nesta altura já tinham ficado para trás o Edu, o JC e o JL, e mais tarde o Brandinho. O Moldavian Express nos seus 130 bpm seguia na cabeça deste pelotão repleto de estrelas, o Nogat e o Sr. Prof. seguiam comigo um pouco mais atrás. De repente, e aproveitando as distrações do pessoal com o abastecimento, os chefes de fila aceleram brutalmente partindo o grupo em diversos bocadinhos. Uns ainda conseguem reagrupar (Nogat e ME), outros (eu e o Sr. Prof.) ficamos para trás também porque sentíamos que aquele ritmo não era para ser levado até ao fim. Em todo o caso ainda fizemos uma derradeira tentativa para apanhar o pelotão mas já estavam longe demais.
Fiquei então integrado num grupo de 5 (eu + o Sr. Prof. + 1 gajo de évora e outros dois). Passados alguns kms, e já não me lembro muito bem porquê, os outros dois avançam e ficamos só os 3.


120 km - A PARAGEM

Um pouco depois de passar o cruzamento para o Cabo Sardão, tinhamos o Rui e o reporter do Record parados à nossa espera como ja tínhamos combinado uns kms antes, o Alentejano simpático seguiu sozinho a partir daqui, mas deve ter apanhado os outros mais à frente porque nunca mais o vimos. Motivo da paragem: tirar finalmente o irritante atritozinho da minha roda dianteira e reabastecer.Foram cerca de 5 minutos e 13 segundos de paragem. Média: 25 km/h certinhos.Daqui até ao final não mais parámos e rolamos sempre os dois sozinhos. Este segmento, até passar a subida de Odeceixe, foi o mais merdoso, e foi feito em alcatrão novinho, imagino no ano passado!Na subida de Odeceixe tive o meu momento de dor, em que fui obrigado a manter uma velocidade próxima dos 13 km/h para não ter que desmontar com uma cãimbra que começava a pontapear. Passada a subida, veio a descida seguida de uns kms feitos na roda do Sr.Prof. e que fizeram com que ficassse novamente apto a bombar.Houve a subida de Aljesur seguida de uma zona de sobe e desce até á subida da Carrapateira, onde já me senti novamente bem e ultrapassei sem grandes dificuldades, mas já com uma dor de traseiro e costados razoável.A subida da Carrapateira foi iniciada com o vento nas costas e a 25 km/h, até mantive as maõs nas manetes dos travões pelo sim pelo não.A subida de facto não era muito dificl, mas era comprida como o caraças. Ultrapassado o último moínho, foi ripar até Vila do Bispo com o objectivo das 6:30 do Sr. Prof. ao alcançe do pedal.Com um vento brutal a emporrar-nos pelas costas, fizemos a recta final para Sagres a cerca de 45km/h e só não foi mais porque a pedaleira do Sr.Prof. não dava mais que aquilo.


208 km - SAGRES

6:21 de ride time com a média nos 33 km/h mais coisa menos coisa e com pedalada para à vontade mais 200m...


Parabéns ao pessoal todo e para a próxima é melhor!O Brandinho já me prometeu dar luta na próxima maratona, pelo que é melhor começarem já a fazer as vossas apostas AH!AH!AH

Um ALELUIA muito especial para o nosso President pela tão grandiosa mostra de generosidade a todos os níveis e ao reporter do Record pelas seus relatos e dísponibilidade.

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segunda-feira, dezembro 20, 2004

LISBOA - BORBA

Pois amigoz,
como já há muito tempo andava para o fazer, este fim de semana é que foi de vez.

Sair de casa e só parar em Borba, terra da Sra. minha Esposa, num total de 185 km sem relevo significativo, apesar de ainda conter uma ou outra subidita mais puxada.

O vento desta vez ajudou em metade do percurso e prejudicou na última metade, isto porque o vento de manhã estava de Noroeste, mas foi rodando ao longo do dia, até terminar num Nordeste a descair para Este, e sempre moderado.

Ainda assim, e tendo sido feito a solo, a média final ficou nos 30,4 km/h com o tempo total de 6h42 (6:05 de ride time).

Para a semana temos o Tróia-Sagres que será feito em pelotão, pelo que o esforço deverá ser semelhante dado a maior quilometragem.

Se o vento estiver de norte como este fim de semana, o record deverá ser batido na certa...

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terça-feira, dezembro 14, 2004

CASA DO RICARDO - CASA DO MARIO

Esta época que estamos a atravessar, a do Tróia-Sagres, trás-me à memória uma travessia que efectuei na véspera do dia de Natal do ano 2001 (Odisseia na "Planície"), e que ligou a minha casa (Sta. Iría de Azóia) á casa do meu primo Mário (em Beja), onde se iria realizar a ceia de Natal nesse ano.

Perguntei a várias pessoas na altura se me queriam acompanhar, mas todos arranjaram a mesma desculpa esfarrapada de que também tinham família e que por acaso não morava em Beja... Desculpas!

Sendo assim e depois de ter amadurecido esta ideia durante mais de 36 horas na minha cabeça, decidi o caminho que haveria de tomar.

Casa - V. Franca de Xira - Vendas Novas - Montemor-o-novo - Ferreira do Alentejo - Beja

Este percurso foi feito com a minha fiel montada "Marin Bear Valley da colheita de 1997" e com uns fabulosos pneus IRC (Internacional Racing Cardado) 26x1.95

Já agora, e para os milhões de portugueses que vivem em Santa Iría de Azóia e têm família em Beja, deixo aqui uma descrição do que vão encontrar caso queiram ir de bicicleta para casa dos primos:

Casa - V. Franca de Xira = 15 km

Partida por volta das 6:40 da manhã, ainda completamente escuro, mas como o dia estava quase a nascer e eu tinha previsto chegar por volta das 3 da tarde, não valia a pena ter o trabalho de montar a luz e o carregar peso extra durante todo o percurso.

Este troço é feito a uma média de 20 km/h para aquecer o coração, uma vez que estavam cerca de 4/5 graus acima de zero.

Chegado a V. franca, jogo-me para a margem sul do Tejo através da ponte da cidade.

V. Franca de Xira - Vendas Novas = 60 km

Segui depois pela imensa recta que me levou ao Porto Alto. Nesta recta para terem ideia do frio que estava, fui constantemente bombardeado por gigantescas placas de gelo (do tamanho de para-brisas) que saltavam do topo dos atrelados dos camiões TIR. Bastava que uma delas me tivesse apanhado para não estar aqui a escrever com esta rapidez toda - assustador...

Aqui o forte vento contra também já se fazia sentir. Porto Alto, Santo Estevão, Taipada, Pegões e lá fui eu riscando todos estes pontos do meu caderninho, com a media nesta altura a subir para os 25 km/h. A estrada neste troço é boa e tem poucos carros a estas horas matinais, mas quando passam por nós é sempre a mais de 120, o que nos obriga a uma constante atenção ao que se aproxima por trás (o que aliás aplico ao resto dos dias do ano).

Passados 75 km desde o início, chego a Vendas Novas - a terra dos "Reis" das bifanas e das empadas - e paro para comer uma bela empada.

Quando me preparo para subir para a bicicleta e regressar à estrada... TAU!!!!
1ª cãimbra aos 75 km... isto não pode ser verdade... ainda me faltam... 140 km!!!

Alongamentos no chão, 10 minutos de respiração e siga para bingo...


Vendas Novas - Montemor-o-novo = 30 km

Sempre com vento forte de frente, fiz estes 30 km a penar uma vez que o vento obrigava-me a pedalar até nas descidas, e também porque este troço continha algumas zonas de sobe e desce que nestas condições já eram suficientes para fazer estragos.

Á entrada de Montemor, cortei á direita para Alcáçovas.


Montemor-o-novo - Ferreira do Alentejo = 80 km

Para terem outra ideia do vento que estava, quando virei á direita para Alcáçovas, entrei numa estrada antiga de empedrado, não estava bem com o vento pelas costas, mas estava de maneira suficiente para a direito ir a cerca de 50 km/h... foi pena é só ter durado uns minutos.

No total, nestes cerca de 80 km cruzei-me com cerca de 4 a 5 carros no máximo, isto a meio da tarde, e foi por ventura a estrada de alcatrão mais isolada em que pedalei até hoje.

A meio deste troço, em Alcáçovas, uma terra no meio de nenhures, parei num tasco repleto de homens de bigode onde estava a dar um jogo de futebol, e entrei para comer qualquer coisa e tentar recuperar o que pudesse ser recuperado deste monte de carne que vinha em cima da bike.

Digamos que para desmontar tive que cair para o lado, pois elevar a perna à altura do selim poderia ter consequências imprevisíveis. Entrei com aquele andar novo, todo em licra avermelhada e capacete azul bébé... "Queria um nectar light e uma sandes de queijo sem manteiga, se faz favor."... Nem preciso contar o resto pois não. Alcáçovas never more.

Numa estrada isolada e sem relevo arrastei-me até Ferreira do Alentejo já com o sol a acasalar com o horizonte. Faltavam os últimos 25 km. Não consigo!

Ferreira do Alentejo - Beja = 25 km

Terreno liso, ou quase, já com noite cerrada a partir de metade do troço, encostadinho á berma para não ser passado a ferro, e que foi um dos maiores desafios psicológicos que tive até hoje.

Cheguei ao fim dos 210 km com mais de 13 horas de sacrifício e estabeleci o meu record de distância.

Digamos que na ceia de natal, metade foi para mim e metade para os outros 30 elementos da minha família. Depois foi dormir no sofá, enquanto me atiravam prendas para cima...

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segunda-feira, dezembro 13, 2004

CONSTIPAÇÃO Nº 67342

Não sei se já foram tantas, mas que já me parecem ser demasiadas lá isso parecem...

No final de Sexta, no Sábado e no Domingo estive de molho, a bombar nos Actifeds e nas Aspirinas. Hoje estou melhor do pingo, dos espirros e das dores no corpo, mas estou pior da tosse... Dasse! Vamos lá a ver se me ponho fino antes do Tróia-Sagres.

Talvez no Domingo e caso esteja melhor, vá correr os 8,7 km da Corrida de Natal, que parte do Estádio do Glorioso e termina nos Restauradores. O ano passado fui lá e passei as passas do algarve com o calor que estava, este ano deve ser com o frio.

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sexta-feira, dezembro 10, 2004

BODY ATTACK

Literalmente....

Tou que nem posso.

6 horas de bike = porreiro
45 minutos de body attack = andar novo

ele há coisas...!

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PASSEIO DE "CACILHAS"

8:15 - Desligo o carro e digo para mim mesmo "Já sabia que este pessoal se ia atrasar todo. Nem vestígios de Holmes no pedaço", aproveito para apreciar a fauna local de Cacilhas.

8:20 - "Mau. Se calhar é melhor ligar ao Messieur President, não vão os gajos ter desistido e não me avisarem como é costume. 9629.... .... .... .... Estou? .... Vá lá , já acordaste! ... Escuta lá, então o que é que andam a fazer que nunca mais cá chegam? ... Já aí estão?? ... Sim Sim , vá diz lá? Trafaria? É onde eu estou... Cacilhas,Trafaria, não é tudo a mesma coisa? ... Ai não?"

Pois, tinham-me falado em cacilheiros e depois queriam que eu descobrisse sozinho que tinham acabado de construir outro cais para os cacilheiros para os lados da Costa...

4 minutos depois estava a chegar à "Trafaria", e só lá estavam o President e o Professor.
O Jesus que é local népias. E depois o outro que pensa sempre que tem tudo que esperar por ele... e desta vez trouxe um "amigo" dele! (Não vou comentar...são opções).

Depois de tudo pronto demos uma volta de 105 km com o seguinte itenerário:
"Trafaria"
Costa Caparica (down town)
Costa Caparica (cabras!)
Fonte da Telha
Não sei quê, não sei que mais...
Cruzamento para o Meco
Praia do Meco
Não sei quê, não sei que mais...
Zona de Sesimbra
Azeitão
Casa do Nogat
Não sei quê, não sei que mais...
Almada
Não sei quê, não sei que mais...
"Trafaria"

Média = +- 28 km/h

Grupo homo...géneo, menos eu que me destaquei como o caraças.


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MARATONA DE LISBOA - 5 de DEZEMBRO

Não, não participei...
Mas nesse dia fiz um treino de bike para os lados de Lisboa e sem querer acompanhei a partida da prova na zona do Terreiro do Paço.

Partida... PUM!!!
E pronto, durante 42km vão uns gajos a correr a cerca de 20 km/h... Acompanhei-os de bicicleta até ao km 9 e o meu conta quilómetros não me deixa mentir... ora a 20 ora a 21 km/h. Para baixo disse é que eles não desceram, nem mesmo com um vento contra a fugir para o moderado... I-M-P-R-E-S-S-I-O-N-A-N-T-E!!!

NOTA: Quando for grande quero ser assim...

Cheguei a casa ao fim de 90 km sem nunca tirar a corrente da talêga, nem mesmo na subida a 38% para a minha casa.

Média da volta = 26km/h (com 9km feitos ao ritmo dos melhores maratonistas :) )

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segunda-feira, novembro 29, 2004

TREINO NA ARRÁBIDA COM VISTA PARA "TRÓIA"

6ª feira (22h):
Telefonema ao Sr. Prof. DÁrio - nada
Telefonema ao Nogat - nada
2º telefonema ao Sr.Prof. DÁrio - nada - deixo mensagem com 36 insultos pessoais
Telefonema ao Brandinho - nada
...
passados 10s, liga o Brandinho - "Então palhaço, ligaste?"

Respondi-lhe que já tinha telefonado para o pessoal todo e que ninguém dizia nada. Ou seja, com medo da média que eu pudesse imprimir ao passeio, fingiam todos que não me ouviam ...
"Tás onde?" - questionei eu
"Mussulo man!!!" - responde o dançarino
"Tás bêbado?"
"(Grande arroto) Quem? mim??" - atirou o ex-ciclista amador
..esqueçe, este amanhã não aparece, tão certo como o Sr. Prof. DÁrio atracar de popa...

Dito e feito, mais ou menos ás 8:46:03 aparece o Sr.Prof. DÁrio sozinho e abandonado.
Antes, ás 8:29:57 - hora da minha chegada- já o "Perneta" Maia lá estava com a sua aleijadinha.

Ás 9:03:00 chega o gajo que mora atrás das bombas - atrasado do orgão sexual masculino - e assim que o Sr. Prof. chegou do habitual pré esvaziamento intestinal, partimos em direcção ao desconhecido (pelo menos para mim).

Das bombas seguimos até ao cruzamento da estrada que vai de lisboa a setubal e tivemos que parar porque o Sr. Prof. DÁrio "queria fazer xixi"... isto passados 500 m...
Aproveitamos para verificar o que se passava com a nova máquina do Nogat, que insistia em fazer uma barulheira do caraças. Já com o desvidor na mão, desmontado pelo "Perneta" Maia, chegou-se á conclusão que... afinal era um elo da corrente que estava um bocado perro... tss tss. Amadores!

Depois da paragem de 17 minutos , seguimos em frente até ao cruzamento da estrada que vai da A1 para Sesimbra... o Nogat até aí levava fogo no rabo e insistia em fazer com que existissem sempre 2 pessoas a puxar, uma era ele e a outra a pessoa que ia à frente do "combóio"... depois passei eu para a frente para pôr alguma ordem naquilo.

Chegámos a perto do Meco, e cortámos para Sesimbra numa rotunda. O vento passou a estar mesmo de frente, assim como o Nogat. eheh
500 m á frente um CowBoi de cigarrinho ao canto da boca atravessa-se mesmo à frente "dagente" e fica literalmente parado no meio da estrada, obrigando o pessoal todo a gastar 75% (é assim que se diz não é sr. prof.?) das pastilhas dos travões.

Até Sesimbra ainda tivemos que esperar pelo Sr. Prof. uma vez, porque tinha perdido um pulmão perto do Meco.. Eu emprestei-lhe um dos meus, uma vez que não o estava a utilizar mesmo, e lá continuamos.

Fomos em direcção a Azeitão, sempre com médias de 30 e muitos em recta, e cortamos depois à direita para a serra da Arrábida no cruzamento antes da Vila.

Quando começou a subir, deixo o "Perneta" Maia afastar-se um bocado para depois poder treinar as minhas séries! Sigo com ele, e como o ritmo era lento o Nogat apanha-nos. O Sr. Prof. era uma formiga no horizonte, gigante é certo, mas uma formiga.

Passados uns 30 minutos de subida chegamos lá acima ás antenas, passando pelo caminho por uns malucos de parapente que nos chamaram a nós malucos... e eles é que se estavam a atirar precipício abaixo agarrados a um lençol com fios...enfim!

Depois foi sempre a descer até ... lá abaixo. 72km/h registados!

Em vez de seguirmos para Setubal, cortamos novamente á direita em direcção ás praias. Passamos pela fabrica do terror, e seguimos pela estradinha junto ás praias desertas e de águas límpidas. Um luxo! Sempre com a inclinação a aumentar, chegamos passados 2 km á parte mais difícil de toda a volta (pelo menos foi o que eles me disseram, porque eu estava distraído e não reparei. Juro!), com rampas de 15% ou mais, em que fui rampa acima na palheta com o Pinóquio. Chegados ao cruzamento lá em cima, viramos á esquerda de volta a Azeitão.

Passamos Azeitão e ainda demos mais umas voltinhas pelo caminho até ás bombas, apresentado no final as seguintes estatísticas:

TEMPO: Ceú nublado entre 10º lá em cima e 16º cá em baixo.
PERCURSO: 88 Km
RIDE TIME: 3h23
MÉDIA: 26 Km/h
DIFICULDADE FÍSICA: (4/5)
DIFICULDADE TÉCNICA: (1/5)




terça-feira, novembro 23, 2004

RELATO DA DESGRAÇA...

Quero desde já garantir a quem não esteve presente, que perderam o melhor passeio que organizei até ao momento desde o ano de 1978, altura em que, juntamente com o Cabritinha (como lhe chamávamos na altura), introduzi na Península Ibérica o que hoje chamamos de BTT (BEM – Bicicletas para as Estradas Nacionais de então).

Digamos que, tal como planeei até ao mais ínfimo pormenor, tivemos um pouco de tudo, de onde destaco por ordem alfabética:

· Agonia
· Berros
· Cãibras
· Dor
· Espasmos
· F#$”-SE
· Gritos
· Homossexuais
· Inveja
· Já chega!
· Larilas
· Medo
· Nossa Srª Fátima
· Orações
· P#$A CUS PARIU
· Quedas
· Rabilons
· Sofrimento
· Tortura
· Urticária
· Vexame
· Xiiiiiiii Patrão
· Zzztttt (eu a passar por eles)

Quantos aos presentes tivemos:

Eu - a um nível que dificilmente já alguém registou em vídeo
O Sô Presidente
O Sr. Prof. DÁrio
O Brandinho + o amigo da zona perigosa da charneca da Damaia
O Pedro “Perneta” Maia
O Iron Maral

Com 1 hora de atraso, porque lhes escapou na A1 a placa que dizia Saída para Alenquer a 2 km, e tb a que dizia Saída para Alenquer a 1000m, e tb a que dizia Saída para Alenquer a 500m, e tb a que dizia Saída para Alenquer a 200m e tb a pouco visível placa que dizia Saída para Alenquer a 100m, e que depois tiveram que ir fazer inversão de marcha ao Cartaxo via S. Pedro do Sul, tivemos:

Johnny Lopez
Eduardo “Teixeira Duarte”
João Paulo “360º No Hands” Soares

Por incrível que pareça parece que ainda não foi desta que conhecemos pessoalmente o Apartado 372, que não pode mais uma vez comparecer porque a filha parece que espirrou por volta das 11h15 da noite anterior, já não havendo depois tempo para a devida preparação mental e espiritual para enfrentar um desafio desta envergadura. Aposto que na próxima o vamos conhecer!

Portanto em vez de sairmos ás 9:15, saímos ás 10:05. Tendo eu revisto todo o percurso na noite anterior, vi logo que não iam ter tempo de fazer a volta toda. Como fui eu que os convidei, resolvi acompanha-los ao ritmo deles… e foi o que se viu.

Saímos pelas traseiras de Alenquer em direcção à Ota. A ideia original era seguir por alcatrão até ao Camarnal e aí seguir por terra até à Ota, mas como já estávamos muito atrasados resolvi seguir pela EN1. Empreguei o meu ritmo de aquecimento em alcatrão (35-40 km/h) e por incrível que pareça, ao fim de não mais que 500m, quando olho para trás já o conjunto de idosos estava a mais 700m, pelo que resolvi abrandar o ritmo. Mesmo assim quando passamos Cheganças (local onde almoçamos), começa tudo a mandar vir porque aquilo era suposto ser um passeio e não um conta-relógio e mai não sei o quê…
PARO! Na berma. Chega o Sô President a dizer que já não brincava mais comigo e que nem paramos para ajudar o João Paulo “360º No Hands” Soares, que tinha caído numa recta de alcatrão liso quando se distraiu a passar de mudança, e que ainda a acrescentar a isso o bacano da zona J da Damaia tinha feito um grind espectacular no pescoço do JP.

Depois de feitas todas as queixinhas, prosseguimos a ritmo atrofiante até à Ota, onde cortámos à esquerda no primeiro cruzamento, dando início á subida para o parque de merendas da localidade. Subida média com cerca de 1 km de comprimento com uma inclinação de 10% mais coisa menos coisa (segundo a agenda do Sr. Prof.).

Chego lá a cima, volto a colocar a roda da frente no chão, e espero pelo resto do pessoal, que pelo que me informaram vinham ainda a aquecer... (com aquela temperatura e aquele ritmo devem ter aquecido –13º C no mínimo).

Chegados ao parque de merendas, os aprendizes de gay quiseram logo tirar fotografias em grupo (a ideia deles seria outra, se eu não estivesse ali a moderar a coisa), e depois daquela palmadinha no rabo, lá foi tudo pela descidas dos SS’s abaixo - Diz a lenda que já fez parte de um percurso de Downhill – e que quando chegamos ao fim apenas eu desci o último drop sem desmontar. Foi pena ninguém ter filmado, pois foi o melhor back flip Kai Kai que fiz até hoje. Esperamos todos cá em baixo pelo João Soares que tinha uma bicicleta maior do que o resto do pessoal e não conseguia fazer as curvas sem desmontar...

Todos reunidos, prosseguimos a subida do Rio Bravo da Ota e depois embrenhamo-nos na selva através de uma subida rochosa e escorregadia que mais uma vez só eu fiz sem desmontar, também porque ia a sacar cavalo e era muito mais fácil passar as zonas sinuosas desta maneira. A experiência é isto meus amigos! Chegamos depois a uma curva de 136º que nos põe diante dos olhos uma réplica à escala da via norte do Evarest. Juro que se tivesse puxado mais na aula de rpm do dia anterior, não teria conseguido chegar lá acima sem desmontar... mais de 49% de pendente com terreno rochoso e solto qb, e um sol abrasador fizeram desta minha escala, a 2ª mais difícil de sempre. Os membros do grupo ao chegar lá acima disseram que nunca tinham experimentado o alpinismo, mas que também não queriam voltar a experimentar... não percebi porquê. Continuamos pois, por terreno ligeiramente ascendente, sempre com o Brandinho e o “Perneta” Maia a tentarem acompanhar o “Pai”, pondo muitas das vezes as suas próprias vidas em risco, e eis se não quando chegamos a um beco sem saída. Isto claro, foi o que passou pela maioria das cabeças dos aprendizes de triciclo:

- “Vejamos. Em frente? Arbustos! Para trás foi donde eu vim. Para a direita temos? Arbustos! Para a esquerda, temos este precipício. Onde raio é que se meteu o pró do Ricardo???”

- “TÁSSSS A BRICARRRR!!! Pessoal Pessoal o pró do Ricardo cai lá em baixo...!!!” - gritava com uma voz fininha o Brandinho

- “Não caiu nada!! Não vêm que ele tá montado! Pelo menos é o que parece aqui de cima” – comentava orgulhoso o Sô President

- “Incrível!!!! Onde é que voçês descobriram este gajo???” – questionava o “Perneta” Maia

- “Repara! Repara! Queres ver que ele vai escalar via 6b+ com a bicicleta??” – Brincou o Johnny Lopez

- “....” – longo silêncio colectivo

- “Se...Se...Se...Será que vamos ser beatificados, por assistirmos a isto?” – deixa escapar o boquiaberto Teixeira Duarte

Passados 36 minutos, lá começam a chegar, 1 a 1, os homenzinhos verdes que substituíram os HBT’s que vinham comigo!

“Esta é a última recta ascendente que temos até Montejunto” – tentando tranquilizar a multidão em fúria...
Nem passaram 12m quando se nos depara o primo da subida anterior... lá tive que acelerar para escapar à chuva de calhaus!

Cheguei a uma clareira, onde por segundos caíram algumas lágrimas provenientes dos meus extasiados olhos que diante de sim tinham uma visão parecida à da ZA1 da maratona de Grândola... a serra de Montejunto em todo o seu esplendor! Minutos depois juntam-se a mim os marcianos que depois de gastarem 19 minutos de insultos à minha pessoa e à minha família mais chegada, se apercebem da pintura no horizonte.... “AAAAAAAAAaahhhhhhhh que lindo!!!!” – cuspiu o Iron Maral, “Km’s quero km’s!!!” – acordou depois!

Depois de uma reunião ao bom estilo do meu condomínio, lá seguimos pelo caminho gay sugerido pela facção CUmichosa do grupo (todos menos eu), e não pelo “Alternative Extreme Escape” que eu tinha sugerido. Ainda assim houve alguém ainda mais gay que o caminho e nem isso conseguio fazer, ficando-se pelas urtigas.

Alcatrão até Abrigada cerca de 2-3 km, e paragem rápida nas bombas do intermarché para abastecer os cantiles. Decidimos que, devido à mesma facção de à bocado, deveríamos optar por um caminho mais curto ou almoçaríamos de mola no nariz.

Seguimos então pelo estradão de terra que vai dar à casa do guarda, mas ficando-nos pela aldeia a meio da serra que sobreviveu ao incêndio do ano passado. A partir daí foi a descer novamente até Abrigada, por onde dei um festival de sprints mágicos, saltos fotogénicos e a quebra de alguns records de velocidade da Região Oeste.

Passamos Abrigada qual pelotão sincronizado e chegamos à N1 que nos levaria de volta a Alenquer. Aí decidimos que os “mais rápidos” iriam á frente para não deixar escapar o banho quente. Essa dos mais rápidos tem que se lhe diga. Eu, o Perneta, o Sr. Prof., o Brandinho e o João Lopes partimos, com o Perneta a fazer uma breve passagem pela frente (47’’ segundos), depois foi a vez do Brandinho que fez a descida toda para a Ota (1’21’’) e depois na zona das subidas e vento forte de frente passei eu para os comandos do Combóio sem que ninguém me substituísse. Apenas quando já estavamos a acabar a última subida antes de Alenquer (12’46’’) é que o Sr. Prof. NaMama se dignou a passar para a frente para fazer a descida para a Vila Presépio (14’’). Passaram todos para a frente naquela de mostrar ás miúdas da terra que eram muita bons e blá blá blá... mal sabem eles que a minha fama na região é tal que elas pensam que eu sou o único exemplar no mundo. O único que fez um esforço parecido com o meu mais em câmara lenta, foi o Sô President que veio sozinho o caminho todo.

TOTAL = 45 km mais coisa menos coisa (com média de 20km/h, não foi?)

O Banho foi gostoso e o Almoço revelador, ou nem tanto, pois eu já desconfiava que até a comer o pessoal era gay... nem meio bife comeram!!!
Quero portanto voltar a repetir a experiência, mas desta vez com o pessoal todo e partirmos à hora certa e com regresso incerto. Certo apenas que faremos o percurso todo e sem N1. Pode ser?

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