sexta-feira, novembro 23, 2007

Lisboa - Tróia - Sagres

Depois de muito racionalizar sobre o assunto... cheguei finalmente a uma conclusão!

Somos Homens ou Somos Estúpidos?!?

Somos a 2ª...

Já fiz o Tróia-Sagres 2 vezes:
  1. Com BTT + pneu 1.Gay
  2. Com bike de estrada
Este ano decidi que NÃO ia chegar a Sagres. Mas no entanto, queria NÃO chegar com estilo...ou seja, vou novamente com BTT mas desta vez com pneus 2.0 e lama nos desviadores!

Antes disso vou ainda fazer uns kms, mas a correr (que é para a pancada de dia 15 ser abordada ainda mais levianamente) na Meia-maratona (integrada na Maratona) de Lisboa este dia 2.

Dia 15, 2 semanas depois, estaremos então a partir de Tróia e a caminho de coisa nenhuma...

segunda-feira, novembro 12, 2007

Voltinha na Serra com mais meninos


... E à 74ª vez, que o F. Carmo me convidou amavelmente para efectuar um passeio de BTT com o seu grupo de Gurus do Desconhecido, consegui finalmente aceder e inscrever-me no curso intensivo (6h sem intervalo para café e bolos secos) "Como manter a roda da frente no chão em subidas com 47% de inclinação" nos arredores de Manteigas.

De todos os presentes, só eu não tinha pedigree, facto que me deixou um pouco apreensivo uma vez que, como toda a gente sabe, os rafeiros são aqueles que melhor se dão com a dificuldade, e temia pelas flores de estufa naquele ambiente tão inóspito.

Mas, para sorte dos convivas, o tempo e ambiente em meados de Novembro na Serra da Estrela, mais se assemelhava a um dia de ceifa no Baixo Alentejo, do que um dia de frio e neve na mais ou menos alta montanha.

Viagem rápida e descontraída para Manteigas, na companhia de um Carmo e um Pimpão (apesar do nome é um indivíduo com mais de 5 anos), e em que se abordou o tema omnipresente das riquezas instantâneas em que nem preciso é misturar água, tais como “Erbaláifes”, “É Gel”, “Bim-Bis” e afins, e que ajudou a passar o tempo até às quase 24h, altura em que alcançamos a simpática Albergaria Berne.

O FC, só para não ter de dormir no mesmo quarto que um homem com nome de criança, inventou (e obrigou mais 2 a fazer) uma corrida ás 7 da manhã. Devia ter medo que a criança lhe pedisse para contar alguma história... Assim, sendo o Super-Macho lá lhe cedeu o quarto single e manteve-se alerta durante toda a noite não fosse o diabo tecê-las.

A manhã acordou como nos últimos meses! Limpa e solarenga. Melhor tempo seria difícil pedir.

Pequeno almoço tomado, seguido de outro igual, e mais outro. Check-out efectuado. Bikes montadas. CamelBags carbonizados. E lá partimos em direcção ao centro de Manteigas onde os restantes elementos já esperavam. Entre eles um que se destacava por ser o único que, num dia excepcional, poderia ombrear com a minha pessoa, no que às capacidades físico-técnicas-tácticas diz respeito. Vamos chamar-lhe de Bruno Parents uma vez que é uma figura pública e não vale a pena estar aqui a expor as suas fraquezas e limitações!

Os primeiros metros foram cumpridos em alcatrão e a descer, para que o choque fosse o maior possível, ou seja, passado pouco tempo saimos da estrada a descer para entrarmos na terra a subir... mas pouco!

Foram uns longos kms a subir lentamente mas sem parar (ou quase) até ao alto do Gorgulão onde está instalada, para além de uma janela mágica com vista para a panorâmica serrana, uma rampa de descolagem para suicidas com dúvidas, ou parapente como lhe chamam algumas pessoas.

Desse topo o B. Parents inventou um atalho para uma graaaaaande descida, onde deu para reparar que os 780 Bar de pressão, que achei correctos à partida, talvez fossem um pouco exagerados para aquele tipo de terreno. Obrigado Cláudio pela dica do “Este gajo é anormal ou fará de conta?!?!”, que ainda consegui ouvir enquanto fingias que tossias...

Depois de descer, fizemos mais uns kms em alcatrão até à paragem mais longa da volta, em Videmonte, em que aproveitamos para recarregar os camelos e bidons, e ainda comer umas típicas sandochas de presunto da serra.

De Videmonte até quase Folgosinho, passamos a ser mais um, acrescentando um Canino radical ao grupo, e que com os suplementos desportivos que o B. Parents e eu lhe demos, conseguiu quase dar na boca ao F. Carmo nos 6km em que nos fez companhia. Passamos por uma rocha que parecia a cabeça de um faraó, mas que tinha o nome de “Cabeça do Faraó”, e chegamos ao início da tão aguardada subida da Santinha.

Sinceramente, pensei que fosse tipo muito pior. Subidas daquelas tenho eu na.... naaaa.... subidas parecidas aquela tenho eu naaaaa... no..., era comprida tudo bem, mas quer dizer também nã... e inclinada... também era inclinada como o caraças, mas não era assim tão dif... e não se podia era parar, porque senão já não conseguias arrancar, mas de resto não tinha nada de especial...

O B. Parents atalhou e deixou o Carmo e resto do pessoal com a impressão de que a tinha feito muito depressa... alguma vez... atão eu ia à rasca e ele chegava ali e subia... pera... eu ia à rasca mas era para ir à casa de banho, porque a subida não era assim tão difícil... tinha era um terreno complicado para aquela inclinação estúpida...

Chegados lá acima, esperamos pelo FC que se enganou no coração que trouxe para a volta... (era aquele maior, eu avisei-te), e pelo Pedro que vinha mais atrás a rir-se da figura do FC a subir... Depois de todos reunidos, e de esperar que 4 elementos mais afeminados simulassem uma sessão fotográfica para a capa da FHM, junto aquela cena branca com uma risca preta que está em cima das montanhas, seguimos por um carrossel maravilhoso (ver foto em cima) que nos levou até ao McEnfartamos à beira da estrada.

Quase todos pedimos o actor principal do filme, uma espécie de petroleiro das sandes, em que o cozinheiro com as mãos praticamente lavadas, pega em 2 fatias de pão (tipo da grossura daqueles colchões de campismo que se enchem sozinhos), espeta-lhe com metade de um queijo da serra cortado na transversal, e sobre ele metade de um porco fumado também ele cortado na transversal. A seguir, o mesmo senhor leva, com a ajuda da mulher e dos filhos, a sandes para o meio da estrada, e espera que um carro lhe passe por cima para que fique com aquela grossura tão característica, que lhe dá o próprio nome - “10cm de Serra”.

Depois de encaixar metade da sandes, foi hora de descer e descer bem... sempre aos SS’s e com Manteigas láááááááá.....em baixo!

Já com os pneus apenas com 420 Bar, e o meu garfo rígido (com pintura de suspensão à tunning), consegui fazer a descida quase até ao fim sem deitar sangue das mãos... Nota: Tenho que rever esta parte da frente da bicicleta! Pelo meio ainda fiz aquele truque de sair da bicicleta com um mortal engrupado e voltar a montar na mesma, sem que a mesma chegue a parar, o que levou alguns parceiros de volta a pensar que eu tinha caído... tss... tss...claramente não viram as minhas últimas fotos na revista americana “Stunts Magic Goes Wild”!

Chegados a Manteigas, esperava-nos um balneário grates para duches com água quentinha e tudo.

No regresso tempo ainda para comer uma brutal pizza em Tortosendo (arredores da Covilhã) na Pizzaria “Flor do Lis”. Vale bem a pena o desvio de 2 ou 3km da A23!

Resta-me mais uma vez agradecer ao grupo, o deixarem-me participar e conto estar na próxima caso me convidem :P


quarta-feira, novembro 07, 2007

CORRIDA DO TEJO - aaaaaaaahhhh foi mesmo quase...


38'41'' ... 38'41'' .... 41'' men!!!

- "Qual era o teu record aos 10km, Ricardo?"
- "Trianta e oito minutos e quareeeeeeentaaaa..."
- "Xiiiiii pá foi por pouco pá..."
- "Vai-ta f#*$%!!!!"

Bom, e isto resume de alguma forma a minha participação na corrida do tejo deste ano...

Tinha 3 objectivos:
1 - Fazer abaixo dos 40'
2 - Bater o meu record pessoal aos 10km (os tais 39'40''...)
3 - Fazer abaixo dos 38'

Consegui o primeiro e quaaaaase o segundo... é que foi mesmo por pouco pá...

Ainda assim, melhorei o tempo de 42' qualquer coisa que tinha feito no ano passado, pelo que pode ser que lá para janeiro consiga bater os tais 39'40''.... é que foi mesmo ali... quase quase...

DUATLO DO CARTAXO - 1º Olímpico


Apenas uma dúvida pairava na minha cabeça? "Quantas caimbras vais ter, e a partir de que altura"...
Ok! Deu-se o milagre e não tive nem uma caimbra sequer... porquê? Porque ando a misturar na água uma cena altamente legal que conjuga magnésio com Pau de Cabinda! Tá descoberto o caminho...
Em termos de prova, alinharam apenas cerca de 40 meninos, o que até nem foi mau dadas as alterações de última hora (primeiro o local e depois a data da prova), e também à dificuldade da mesma, já que correr 10km para depois pedalar 40 e terminar com mais 5 a correr é coisa para aleijar caso não se esteja minimamente preparado. Tipo eu...
Na primeira corrida, rapidamente fui ficando para trás e entrei no PT na 21ª posição com pouco menos de 36' de prova (claro que não tinha os 10km certos) . Transição rápida, e comecei aos poucos já no segmento de ciclismo a apanhar atletas. Tendo sido constituído um grupo de cerca de 5 a 6 elementos, chegamos mesmo a andar ao ritmo do vencedor da prova, apesar de termos uma volta de atraso (+-5,5 km).
Senti-me bem e por isso mesmo terei puxado pelo grupo bastante tempo, pelo que no final, e já a iniciar a última corrida as forças já não eram muitas (ainda por cima esqueci-me do gel no cesto :P), o que fez com que me arrastasse até final, obtendo o 21º lugar com 2h08' a quase 20' do vencedor, o Sérgio silva.

terça-feira, novembro 06, 2007

TRIATLO DO FUNDÃO - E tudo a chuva levou...



Fui 61º em 124 navy seals que se fizeram à água (e alcatrão) (e empedrado já agora), debaixo de uma chuvada à homem, para mais um triatlo do Fundão.


Fiz este triatlo uma outra vez, em 2005, e já nessa altura (com sol e calor) tinha gostado muito do percurso, principalmente do segmento da bicicleta.


Fui e vim com o FC, e mais uma vez o gajo teve a sorte de me ganhar (e até de ganhar pela 1ª vez um prémio na modalidade), mas que em breve deixará de poder contar essa aos seus netos, tal é o crescendo da minha pessoa em termos atlético-tácticos.


Em termos de prova, parti sem grandes aspirações mas como já tinha tido 5 aulas de natação nas semanas que antecederam a prova, esperava melhorar o tempo de 2005 neste segmento, coisa que aconteceu (mas pelos vistos aquilo parece que não tinha os 750m).


A 1ª transição demorou uma eternidade, primeiro porque sou mesmo mau naquilo, e depois porque estava a chover bastante, facto esse que me obrigou a calçar luvas não fossem as mãozinhas escorregar nalguma descida...


Na bicicleta, levei mais tempo que em 2005, mas também o estado do terreno não dava para grandes records, já que chovia a potes e haviam muitas folhas caídas no chão... muita prozada experimentou o asfalto à conta disso.


A 2ª transição conseguiu ser pior que a 1ª, já que meti na cabeça que os ténis estavam no final do parque de transição e afinal estavam mesmo no princípio... mas não tive caimbras como em 2005.


Não tive o quêêê? Tive, tive, não foram é dentro do parque de transição, foram 500m mais à frente... estiquei-me e lá fui melhorando o andamento até final. Fiz menos 1 minuto que em 2005 neste segmento.


No final, fiz 1h13 mais 1 minuto que em 2005, mas com as condições climatéricas completamente contrárias...


Deu ainda para ver, ao vivo, o Luis Ramos completar a sua prova nº 300, sendo de longe a pessoa com mais provas terminadas em Portugal. Parabéns!

sexta-feira, setembro 21, 2007

Meia Maratona de Portugal 2007 (1h36')

ESPERA... CALOR... ESTOURO... AJUDINHA...

São talvez factores que possam explicar o tempo de 1h36' nesta edição da corrida da ponte Vasco da Gama. Se por um lado o treino de volume escasseou, por outro as dificuldades próprias desta prova (talvez um dia menos bom para a minha pessoa) fizeram com que não conseguisse em toda a prova meter o ritmo a que costumo obrigar as pernas a acompanhar.


ESPERA, de quase 2 horas em cima da ponte, impedindo qualquer tipo de aquecimento convicente para o que se ia passar...


CALOR, e humidade que tornaram um dia que parecia fresco, numa verdadeira estufa de 21km...


ESTOURO, por volta do km14 (perto do fim da subida depois do retorno dos 10km) que por pouco não me obrigou a parar. Mas bem que me apetecia...


AJUDINHA, nos últimos 2 km a um colega da corrida das cadeiras de rodas que teve uma queda ficando com o travão da frente encostado à roda. A última recta em cima da calçada foi especialmente dura...


Apesar de tudo, achei a percurso melhor do que o do ano passado (para se efectuarem bons tempos), já que evita algumas zonas de sobe e desce. Por outro lado a longa recta do IC2 torna-se um bocado enfadonha.
Em termos de prova, lá parti não é... como os outros... e depois fui ali tendo à vista o Paulo Carmo (outro elemento da #1) que a pouco e pouco se foi afastando, tendo feito menos quase 3 minutos no final.
A partir do km7 avistei o "Sr. Á-de-Galega" pelo menos era assim que os quase 400 atletas que o cumprimentaram lhe chamaram, e consegui aguentar o seu ritmo Septuagenário até ao km 12... altura em que entrei então no meu chamado "Green Mile" (corredor da morte para aqueles que não viram o filme) .
Se alguém me tivesse mostrado uma cadeira nessa altura eu, tinha-me sentado.
Depois o declive melhorou e deu para recuperar o fôlego até ao CC Vasco da Gama, já claramente em ritmo de treino (5'00''/km). A partir daqui e até ao último abastecimento (no km 19), a coisa foi normal, evitando pulsações demasiado elevadas porque já não ia fazer tempo nenhum de jeito. Passado o abastecimento, onde vi um gajo despejar uma garrafa intereira de isostar pela cabeça abaixo ( e se calhar foi por isso que foi em frente na rotunda seguinte... os olhos devem ter colado...), apanhei o tal rapaz de cadeira de rodas em grandes dificuldades, fisicas devido À queda, e mecânicas devido à queda.
Mesmo assim, não penso ter perdido muito tempo até final, já que o ritmo que levava não era muito melhor. Apenas a calçada custou um bocadinho o resto foi a rolar ;)
Pronto, foi isto!
Entretanto, recomeçaram as aulinhas de natação 3xsemana (45'), e a próxima prova é o Triatlo do Fundão a contar para a Taça Nacional!











segunda-feira, setembro 10, 2007

DESCANSO "ACTIVO"

Olá...
epá estou com aquela sensação estranha de quem já não escreve no blog há mais de 6 meses... mas isto já deve passar!

...

...

...

Epá estava aqui a ver a data da última posta, e de facto a última vez que escrevi foram há quase 7 meses!!!

Assim sendo, e já que não dei cavaco aos milhares de e-leitores que diariamente clicam cheios esperança no blog em busca das últimas novidades deste vosso atleta de referência, deixo aqui o resumo de algumas provas em que participei:

18 de Março de 2007 - Meia-Maratona de Lisboa - PB: 1h27'26'' (361º lugar)


1 de Abril de 2007 - Maratona BTT de Grândola [G100]


25 de Abril de 2007 - Maratona BTT de Alte


20 de Maio de 2007 - Maratona BTT de Mafra - Foto de Família



3 de Junho de 2007 - Corrida do Oriente - 10km - 38'42'' (107º)

Num dia de muito calor, repeti o meu melhor tempo na distância, obtido da 1ª vez na corrida do Atlântico na Caparica em Janeiro.


10 de Junho de 2007 - Taça de Portugal de Triatlo - Oeiras - (Desistência por furo)



8 de Julho de 2007 - Campeonato Nacional Triatlo Equipas - Peniche (73º com 1h15'45'' )



15 de Julho de 2007 - Taça de Portugal de Triatlo - Aveiro (37º com 2h12'21'' )

Triatlo de Aveiro - Sic Notícias


2 de Setembro de 2007 - 6º Trilhos de Monsanto (12km) - 44'50''




NEXT: Meia Maratona de Portugal - 16 de Setembro de 2007




segunda-feira, março 12, 2007

X DUATLO DO CADAVAL

11 de Março de 2007



Campeonato Nacional de Duatlo por Equipas




O Duatlo nacional tem um nome, HALCON - Clube Olímpico de Oeiras

Quero já agora dizer - não sabendo obviamente se existiu uma razão para isso - que não ficou muito bem na fotografia, que as equipas classificadas em 2º e 3º lugar apenas tenham levado ao pódio 2 atletas. Sendo as equipas (SR Camarnal e Tri-Oeiras) patrocinadas, acredito que os seus patrocinadores não tenham ficado muito contentes ao ver as suas cores brilhar tão pouco... Já para não falar na consideração à Federação!

Mas siga pa' Bingo... que o que interessa é o suor!


Percurso: 9
Marcação: 10
Abastecimentos: 8
Assistência: 8
Dificuldade Física: 9
Dificuldade Técnica: 5
Extras: 9
Preço/Qualidade: 9

Geral: 9

Os Resultados

Desta vez digo já que fiquei em 43º (42º aos olhos de Deus Nosso Senhor...) com o tempo final de 1h10'52''.

Do pessoal que foi do Belém, eu fiquei em 2º a escassos metros do 1º Belém Manuel Alves, e 2 minutinhos à frente do Rui Sousa que fechou a equipa, da qual ainda compareceram e dislumbraram com os seus fatos justinhos o Rui Ferreira, o António Cruz e o experiente José Rijo. Longe no entanto dos tempos em que a equipa tinha elementos com mais tempo entre mãos do que os actuais (pelo menos isso tinham a mais eheh)...

Eu na verdade fiquei em 42º mas, não sei porque razão, apareço atrás do rapaz que ficou atrás de mim... tá bem que chegamos muito perto um do outro, mas eu cheguei primeiro... Vejam o filme na RTP2, que de certeza vão passar esse sprint que eu fiz... devo ter tocado com os pés na passadeira azul no máximo umas 3 vezes tal era a velocidade...


A prova

Bom o dia não podia ter começado com piores indicadores... quando acordei parecia que tinha sido atropelado por um camião. Eram dores na perna esquerda, dores de costas, pescoço e por aí fora...

Passo pela farmácia, acordo o gajo que tava lá dentro ferrado, peço desculpa, peço Benuron 5000 GTX, tomo aquilo e sigo para o Cadaval.

Chego cedo, e sou o primeiro do belém a chegar ao parque de transição, onde pude portanto escolher o melhor local para a bike. Coloquei-a virada para cima a ocupar todos os lugares da equipa, porque assim podia logo começar a correr sem ter que virar 90º à direita. Parece que não mas devia ter dado para ganhar 3 décimos, no mínimo, e já não haveria a confusão que houve com as classificações... !!!! Bom... mas alguém me avisou que não podia por a bicicleta assim e não sei quê... e lá a coloquei como os outros, pronto!

Vejo o Tintin e o Carlos Serra, agora elementos do Alhandra, e vejo o Paulo Guedes da Halcon, único gajo da equipa que consegue correr a mais de 4'/km. Como tem vindo a ser hábito, faço o aquecimento com ele e confirmo que hoje não é o meu dia, e que vou concerteza estragar o que resta da perna esquerda arruinando assim a corrida da ponte daqui a 8 dias. A verdade é que com a adrenalina da corrida a coisa passou.

Mesmo antes do tiro de partida (1minuto antes) fui perguntar ao pessoal do abastecimento se me orientavam um suminho pois estava em quebra, não comia nada desde as 7h30... Disseram que só depois da prova e eu "epá e nem um pacotinho de açucar?" e vai daí lá me dão um pacote de belgas... insiro uma e parece que toda a água que tinha no corpo se evaporou!!!

Tava a 10 segundos de arrancar e quase não conseguia respirar de tão seco que estava...

Saco um dos meus caracterísitcos quadruplos mortais por cima do público em direcção à casa de banho da Camâra, sugo um golo de água da biqueira da torneira... e entro de carrinho novamente no pelotão a tempo do PUUUUUMMMM!!!!

Começo a correr com um golo de água e uma belga na boca (antes fosse), e é claro que a água foi primeira coisa a ir para baixo. Ficou novamente a belga na boca com o coração já acima das 180ppm...

Foi uma tragédia grega o espétaculo que se assistiu na primeira passagem pelo abastecimento das águas (a seguir a muro das lamentações) quando me informaram que só davam água na volta a seguir... Fui a correr ladeira a baixo ainda com os braços virados para cima a implorar por água...

Bom, depois foram mais 3 voltas a tentar encontrar o ritmo, mas não o cheguei a encontrar... deve ter virado à esquerda a seguir às águas, a pensar que o percurso era o do ano passado!

Entretanto já o 1º Belém tinha ido para a frente, e 3º Belém vinha mesmo atrás de mim. chego ao parque, faço uma transição relâmpago como é habitual (relâmpago porque parece que levei com um relâmpago nos olhos e não consigo ver sequer onde tenhos os sapatos e capecete...) e saio do parque já em 3º...

Inicio o segmento de bike, que é sempre onde me sinto melhor por mais duro que seja o percurso, e rapidamente me junto a 2 ou 3. Levo na cabeça a estratégia de me poupar para a corrida, que é sempre o meu ponto mais fraco...

Juntam-se 5, depois mais 3 e quando dou conta já seguem em pelotão cerca de 20 gajos, a partir de onde dá para ir nas "calmas" lá atrás a descansar. Apenas quando nos aproximavamos das subidas é que vinha mais para a frente para ter a certeza que não perdia as locomotivas... mesmo à cabr#"zinho... eu sei ;)

Mas já houve provas em que fui sempre eu a puxar... porque é que de vez em quando não posso ir eu a descansar...tá bem tá!

Na 2ª vez que fazemos aquela descida mais rápida, e logo a seguir à curva à direita no cruzamento, distraio-me um bocadinho e quase que não conseguia recolar ao comboio. Só para terem uma ideia, este comboio de pessoal que acabou 10' mais ou menos atrás do primeiro, fez apenas mais 30'' do que o 3º classificado, por exemplo... isto é o que se chama apanhar boleia!

Chego ao parque com medo das cãimbras, que este ano à excepção do Jamor ainda não fizeram as suas habituais aparições, faço outra vez uma trasição potentíssima (inclusivé abaixo de 1'...) e saio a correr que nem um desalmado a 5'/km :)

As duas últimas voltas correram como o esperado, já em decadência quase total, com o sprint referido no final...

Apesar de o percurso de bike ter sido diferente do ano passado, percebi que estava melhor do que há 1 ano. Prova sempre a repetir, ainda por cima porque é pertinho de Lisboa!


NEXT: Meia-maratona de Lisboa (Objectivo: Baixar das 1h29 (PB))

quarta-feira, março 07, 2007

DUATLO DE GRÂNDOLA

4 de Março de 2007

Percurso: 8
Marcação: 10
Abastecimentos: 7
Assistência: 8
Dificuldade Física: 7
Dificuldade Técnica: 3
Extras: --
Preço/Qualidade: 8

Geral: 8

Início das festividades, no que à Taça de Portugal de Duatlo diz respeito, e logo com uma prova tão especial como esta em que cada atleta faz a sua prova "isolado" dos demais participantes.

A coisa funciona assim:

3...2...1...GO!!! (Parti por volta das 11h34...)

E lá vai um gajo todo contente fazer a sua corrida inicial de 4800m, com 2 voltas a um percurso de 2400m algo acidentado, com umas subidas e descidas, e mais umas ruelas estreitas de curvas apertadas pelo meio.

A coisa funciona assim:3...2...1...GO!!! (Parti por volta das 11h34...)E lá vai um gajo todo contente fazer a sua corrida inicial de 4800m, com 2 voltas a um percurso de 2400m algo acidentado, com umas subidas e descidas, e mais umas ruelas estreitas de curvas apertadas pelo meio.

No ano passado não pude participar, mas há 2 anos tinha feito um pouco mais de 20' neste percurso. Este ano senti-me bem na corrida, apesar da ausência de treinos nas últimas 2 semanas (excepção feita para o GP do Atlântico), consegui fazer 18'04'' e passar alguns atletas que tinham partido à minha frente.

Chego ao Parque de Transição (PT) e rapidamente me ponho a andar, tiro os ténis de corrida, calços os de btt, já que não tenho uns de estrada, coloco o capacete e lá vou a bater castanholas até à porta do mesmo...Rapidamente disse eu? Esqueçam... afinal levei 1'12''... o que fez com que no final perdesse algumas posições... (NOTA: treinar transições!!!)

Na bicicleta, e como de resto me tenho sentido nas provas de duatlo deste ano, senti-me bastante confortável, não por ter feito um tempo por aí além (34'16''), mas por chegar à segunda corrida bastante mais fresco do que em outras edições!

Nota negativa para 2 elementos da Halcon (não vale a pena indicar nomes, mas posso enviar à cobrança...) que foram sucessivamente alternando na roda um do outro ganhando com isso algum tempo para a concorrência (como se precisassem... ainda se fosse eu tá bem!)Penso que durante o segmento de ciclismo mais ninguém me passou, e cheguei então novamente ao PT ainda com algumas reservas...

Tiro novamente uns ténis, calço os outros, e desato a correr de capacete... eu realmente estava a sentir qualquer coisa, mas não percebia bem o que era... Mas lá me avisaram antes de eu sair, e atirei o dito para um dos cestos vazios que estavam no caminho.

Arranquei forte uma vez que sabia que a última corrida iria passar depressa, tentando não ligar muito ao cansaço :P e... "...Oi? O que é isto?...." já me estava a começar a picar a perna indicando princípio de cãimbra... eu bem que estava a estranhar a fartura... Mas abrandei um pouco e tentei relaxar na descida, aumentando a passada para não perder muita velocidade... resultou e voltei a aumentar o ritmo, tendo passado alguns atletas no final da última corrida, não tendo sido passado por ninguém e registando neste último segmento 8'32''.

No final o cronómetro marcou o tempo final de 1h02'56'', 52º da geral entre 189 atletas. O mais positivo foi tirar mais de 7 minutos ao tempo de 2005.

A próxima prova será também para a Taça de Duatlo, no Cadaval no próximo dia 11, contando ainda para encontrar o Clube Campeão Nacional.

domingo, fevereiro 25, 2007

8º G. P. do Atlântico

25 de Fevereiro - G.P. do Atlântico

Segue já a classificação da prova...

Percurso: 6
Marcação: 8
Abastecimentos: 6
Assistência: 8
Dificuldade Física: 7
Dificuldade Técnica: 1
Extras: --
Preço/Qualidade: 6

Geral: 6

E pronto... finalmente, ao fim de mais de 2 anos, bati o meu anterior record numa prova de 10km (era de 40'47'' cumprido na Corrida do Tejo), e fiz 38'40'' ficando na 64º da geral de entre 917 atletas que terminaram.

A não participação em provas oficiais desta distância nos últimos tempos, impediram-me de o conseguir mais cedo, uma vez que em provas quer mais curtas, quer mais longas, fui tendo ritmos que indicavam que seria capaz de baixar dos 40'... só faltava mesmo confirmar!

De resto a #1, equipa da qual faço parte, ficou em 27º de entre 70 equipas com 4 ou mais atletas (número mínimo de atletas para o tempo da equipa ser considerado).

Fui para a prova na companhia de 4 #1's, juntamo-nos a mais um que lá estava, e cada um deles com uma história para contar:

  • Paulo do Carmo - possivelmente o gajo com mais horas de treino em ginásios , e que ainda continua vivo
  • Luis De Las Gambas - homem habituado a mexer nas bolas com as mãos desde tenra idade...
  • Bruno Barran - o gajo com mais Audis no país...
  • Nuno Oliveira - o peso-pesado do atletismo
  • Pedro Almeida - o apostador de serviço (aposta sobretudo nas corridas de éguas)

E chegados ao local de partida, fazemos o levantamento dos dorsais (neste momento basta o Paulo olhar para a secretaria e logo vem pelos ares um envelope com os nossos dorsais...), um pequeno aquecimento, a respectiva mijinha e posicionamo-nos perto dos lugares da frente para não ter de andar aos zig-zags no início.

Tudo a postos, carro com o "0:00:00" a pedir para começar e PIMBA... tudo a correr...

Os 4 primeiros kms foram anormais para mim, já que conseguia ver ainda o carro do relógio e os primeiros atletas, ainda que cada vez mais longe, (1ºkm a 3'17'', 2º a 3'34'', 3º a 3'47'' e 4º a 3'52'') mas resolvi atacar logo no início pois sabia que se quisesse manter o ritmo abaixo dos 4'/km teria de tentar fazer bons kms enquanto as pernas ainda estavam frescas...

A partir do 4ºKm comecei a abrandar um pouco pois sabia que não aguentaria aquele ritmo durante toda a prova, e se não quisesse quebrar completamente teria de ser ali a partir do km4 que a coisa tinha de começar a ser gerida.

A longa recta traseira (com uma certa inclinação ascendente) e com partes em empedrado, acabaram com qualquer hipotética sensação de conforto, e começou o verdadeiro sacrifício. Chegamos novamente à avenida principal, para cortar à direita numa zona que subia um pouco mais e em que dava para controlar o ritmo dos primeiros atletas. Contornei a rotunda e iniciava-se a descida, que devido ao estado físico, já não trouxe grande benefício em termos de velocidade. Durante a descida ainda vi passar do outro lado o Paulo Carmo que vinha perto e com bom ar (viria também a bater o seu record pessoal na distância por 2' com 41' e poucos segundos no final).

Desci tudo o que havia para descer e iniciou-se a recta de regresso, vejo também o Nuno Oliveira um pouco mais tarde, também ele a bater o seu record pessoal em mais de 2', quando avisto a placa dos 8km (os últimos 4 km tinham sido então cumpridos sempre marginalmente acima dos 4', o que não "agoirava" nada de bom...), e fico com a sensação que da placa até à meta não pareciam 2km "...mas tá bem..."!!!

Nisto vejo pessoal a passar do outro lado em sentido contrário com um andamento como deve ser, e penso cá para mim " olha estes ou adormeceram, ou estão a a tentar bater o record da 2ª metade da prova....", mas poucos metros mais à frente percebo o porquê daqueles ritmos... É que eram os atletas da frente, que já tinham dado a volta a outra rotunda e regressado para trás... logo agora que eu já estava psicologicamente a pensar na meta ali à frente...

Fui portanto a chorar o resto do caminho e a tentar não vomitar de esforço, para tentar conservar os segundos ganhos nos primeiros kms e assim conseguir atingir o objectivo dos menos de 40'... (os últimos 2km foram feitos em 3'55'' e 3'50'' respectivamente).

Cruzei a meta com a sensação que não conseguiria tirar nem mais 5'' ao tempo feito, o que é excelente... quer dizer que dei mesmo tudo o que tinha para dar ;)

No próximo domingo realiza-se em Grândola a primeira prova da Taça Nacional de Duatlo, sendo que a mesma se disputa em sistema de Contra-Relógio, com os atletas e "atletas" a partir a cada 30'' , e efectuando o percurso sem recurso a "rodas"...

terça-feira, fevereiro 20, 2007

XI DUATLO DAS LEZÍRIAS

18 de Fevereiro de 2007 - DUATLO DAS LEZÍRIAS



Percurso: 7

Marcação: 10

Abastecimentos: 7

Assistência: 7

Dificuldade Física: 7

Dificuldade Técnica: 3

Extras: 7

Preço/Qualidade: 7

GERAL: 7

Vamos lá a ver, eu dei 7 valores à prova mas aquilo é bem divertido e é sem dúvida a melhor prova para quem se quer iniciar nestas lides, já que o percurso é totalmente plano (apesar do vento que normalmente se faz sentir...).

Resumo dos acontecimentos:

Cheguei juntamente com a esposa, para a sua estreia em duatlos (espero que não tenha sido ao mesmo tempo a última prova da sua ainda não muito longa carreira de duatleta), e fomos levantar o respectivo dorsal.

Tudo muito bem organizado e tal, fomos montar as bikes, voltamos e fomos colocar as bikes na zona de transição. Não vi quase colegas nenhuns do Belém (uma outra cara menos conhecida, como aliás dever ser a minha para eles...), mas encontrei alguns conhecidos destas e de outras andanças.

Fomos para trás da meta fazer o aquecimentozinho do costume, 1 recta e dois saltos de joelhos ao peito com todá força... (acho que no 2º salto parti 2 costelas), e para finalizar o respectivo alongamento dos pulsos para que o sprint inicial entre o público tenha a amplitude de braços que merece.

Ainda fui fazer a mijinha da praxe junto ao arame farpado, e dirigi-me de seguida para uma zona perto dos prós para aproveitar o efeito de sucção inicial e com isso passar junto ao público parecendo um deles...

Dei as dicas finais à esposa, ou seja, disse-lhe para se encostar sempre à berma porque aquilo quando os gajos da frente nos apanham, é pior do que ir numa bicicleta na faixa do meio da auto-estrada... they brake for no one...

Pronto! Tudo preparado, vamos lá a andar com isto... PUM!!!

Primeiros metros a tentar não pisar, nem ser pisado, como de costume, e lá me meto atrás de um colega de equipa pelo lado direito para ver se fujo à molhada. Saímos da zona do público e lá começa verdadeiramente a prova onde aproveito para ver quem vai ali perto de conhecido... vejo o Sr. Feijão da Halcon que tinha ficado mesmo à minha frente, no Jamor, e resolvi tentar segui-lo apesar de saber que ele corre mais... depois vejo a Anais e digo para mim... hmmm uma campeã do mundo... isto deve dar fotos quando chegar ao pé do público... (o ano passado tinha sido a Bárbara) este ano vai a Anais... e lá vou umas vezes à frente outras vezes atrás, mas sempre por ali....

Primeira volta... ao bidon... e sigo na roda da Anais e da Joana Marques entre outros atletas masculinos. Na segunda volta tudo na mesma, mas sinto que ou os gajos da frente vão mais devagar ou eu vou substancialmente mais rápido do que no ano passado... já que os apanhei bem mais longe do público e a diferença de velocidades não parecia assim tanta... (ya... 15' para 19', são só 4' o que é que é isso...).

Chego à zona de transição colado à Anais, que tem um ou dois ataques cardíacos quando percebe que a bicicleta dela tá... onde ela não está... e desata aos palavrões, o que me ajudou a sair dali, porque como bom menino que sou, não posso ouvir palavras feias do tipo "FODASSE Ó CARALHO..." e coisas assim... fuiiiiiiiiii

Bom.... assim que este menino se mete a pedalar... uiiiiiii era vê-los a passar.... para trás claro!

Senti-me sempre muito bem na bike, e fui apanhando grupos, cooperando e seguindo para o grupo seguinte. Mais para o fim apanhei um tal de Serrazina completamente ensanguentado de uma queda colectiva segundo consegui perceber, e da qual ficou um rapaz para trás... (já no início, parece que alguém se atirou à agua... e nem sequer estava assim tanto calor...). Eu, o Serrazina, um espanhol e mais uns 2 ou 3, viemos mais ou menos desde aquele penúltimo troço com mais pedra, sempre juntos e a apanhar pessoal... até chegar novamente à zona de transição.

Saí para o ciclismo em 66º e cheguei do ciclismo em 34º.

Faço a transição muito rapidamente e saio para a corrida, não tendo até final nenhuma cãimbra, mas sentido no regresso da corrida uma quebra não muscular mas mesmo de fome :)... mas consegui aguentar mais ou menos o ritmo até final, só sendo passado pelo Serrazina já perto da ponte.

Acabei em 35º com 1h10'38'', quase menos 2'30'' do que no ano anterior, muito graças ao progresso na corrida, com as médias:

1ª corrida: 3'46''/km

Bicicleta: 32.8 km/h

2ª corrida: 3'52''/km

NEXT: G.P. Atlântico (10km de atletismo)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

DUATLO DO JAMOR






E lá começou mais uma época de duatlos e trialtos com este Duatlo do Jamor! Epá espera... vou já colocar aqui a classificação habitual, porque nesta não me posso mesmo esquecer!

Percurso: 9
Marcação: 10
Abastecimentos: 8
Assistência: 10
Dificuldade Física: 7
Dificuldade Técnica: 5
Extras: 9
Preço/Qualidade: 9

GERAL: 9



Se tivesse de adjectivar esta prova numa palavra escolheria... Mamas!

Quer dizer, esta palavra nem sequer tem muito a ver com a prova em si, mas como acho que não consigo adjectivar apenas com uma palavra, resolvi escrever esta que assim como assim é agradável... mas não tem nada a ver!

Bom, acordei de manhã... abro a janela... nevoeiro cerrado... "menos mal" pensei... "assim os da frente não podem ir a todo o gás! Mas deve estar fresco" Lá visto o fatinho gay, a fazer lembrar uma peça de carne embrulhada no vácuo, e por cima o fato de treino de ir ao Pingo Doce aos Domingos, e saio de casa para ir buscar o Paulo do Carmo a Famalicão! Caaaaaaaaaaaaalma... não acordei assim tão cedo... Famalicão mas ali em Loures...

Chegamos ao Estádio Nacional, deviam ser umas 8h45, tendo tempo de sobra para andar por lá a pastar e arranjar umas 300 vezes os sapatos e o capacete, e a bicicleta, e os sapatos, e o capacete...e por aí fora até estar quase atrasado para a partida!

Faltavam 10 minutos para o tiro, quando iniciamos a corridinha ligeira para aquecer, enquanto Lino’s e companhia faziam o favor de criar uma espécie de passadeira rolante de vento, em forma de círculo, que nos levava da meta até ao início da curva lá em baixo e nos trazia de volta à meta. Houve alturas em que inclusivamente tive de travar, tal era a força da corrente.

PIMBA! Soa o tiro, e os campeões (a sério e os lá da rua) desatam a correr como se não houvesse aanhã... certamente também devido ainda à corrente que se fazia sentir! Parto na minha tranquilidade ofegante, e quando cortamos à direita no portão, deveria ir nos 100 primeiros, já que também estava bem colocado à partida (e sei que fiz o 59º melhor tempo do 1º segmento). No gancho ao fundo do lago, vejo a Vanessa já do outro lado, uns 100m ou 200m à frente, e quando vou no sítio onde tinha visto a Vanessa, vejo que o Paulo estava no sítio onde eu estava quando vi a Vanessa. Perceberam?!?

Neste 1º segmento, fui naquele ritmo super ao máximo, mas com aquela sensação (em casa depois de dormir 16h) que podia ter ido mais depressa se quisesse... Não me recordo bem de passar na zona da meta para iniciar a 2ª volta (devia de ir com os olhos fechados devido ao esforço), mas recordo-me durante esta 2ª volta de reparar que o pessoal com quem eu ia, no ano passado andava bem à minha frente, o que atesta que o investimento nas corridinhas durante o Inverno deram os seus frutos. Basicamente, passei de “atleta” de 21/22 minutos aos 5km, para atleta dos 18/19. Faz diferença parecendo que não...

Chego à 1ª transição logo atrás de um atleta do tri-oeste, e não tive dificuldades (desta vez) em encontrar a minha bike junto às outras 4 ou 5 dos colegas do Belém que também vieram à prova, entre eles o Bruno Grilo, atleta já com algum nível (menos no BTT apesar de ter feito menos tempo que eu eheh)!

Lá troco de ténis (NOTA: Tenho de comprar uns ténis de btt um número acima e só com 2 velcros), ponho o capacete e começo a correr naquele passo de quem vai a pisar pedras quentes. Assim que me monto na bicicleta, o cansaço fica para trás, não que ele deixe de existir, mas gosto tanto de btt que me esqueço da dor J

Assim que entravamos na terra, tínhamos logo a maior dificuldade de todo o percurso, e que era uma subida curta mas algo inclinada e em crescendo, que para os menos habituados ao btt seria um pouco mais difícil de digerir, sobretudo pela inexperiência com as mudanças, que no btt fazem diferença quando lidadas com a Mestria de 12º Dan da minha pessoa. Era vê-los desmontar, ou pela inclinação, ou por não terem conseguido “tirar” as mudanças antes de já ser tarde demais! Só nesta subida devo ter ultrapassado uns 10 atletas (penso que neste segmento fiz o 33º melhor tempo).

O percurso para além desta subida, tinha lá em cima uma espécie de carrossel em ciclo infinito muito porreiro, com zonas de estradão com terra e musgo e outras de trilhos no meio das árvores. Depois passava-se lá para o outro lado do estádio (com uma pocinha de lama pelo meio), mais um subidazinha suave, uma descida um pouco mais inclinada, e chegávamos novamente ao estádio, onde tínhamos a passagem pela Tribuna Presidencial, onde à saída na primeira volta estavam cerca de 1700 fotógrafos. Como foi precisamente aqui que me aproximei do Vanessa “Mito Vivo 2” Fernandes (o Mito Vivo 1 sou eu claro), o som dos disparos das máquinas, fizeram-me regressar aos meus tempos do Ultramar e atirei-me para o chão num movimento tigresco, desmontantando as rodas no ar e recolhendo todo o material atrás de mim, como de resto costumava fazer na Guiné com as latas de Atum para que os meus colegas esfomeados não me as comessem...

Continuando... ainda antes do final tínhamos umas descidas com gravilha (por onde passei pela Vanessa) que queria levar o corpinho inteiro para o estágio, e entravamos novamente na zona da meta, onde já tinha chegado a famelga para as fotos que apresento em cima.

Depois foi outra volta, onde já perto do final me começaram a chegar as minhas típicas caímbras. Assim, abrandei um pouco o ritmo (dos 46’, 22’ foram na 1ª volta e 24’ na segunda), para que quando chegasse à zona de transição não fizesse a figura que fiz no duatlo de Grândola, em que estive 3 minutos na zona de transição, deitado no chão, agarrado às pernas, com as miúdos de 10 anos a atirarem-me pedra para cima e a rirem-se!!! Não foi assim mas foi quase, já que ao trocar novamente de ténis e como tinha apertado demasiado os elásticos, tive de fazer uma força do catano para conseguir enfiar os pés inchados naqueles sapatinhos de princesa... era com uma mão a fazer de calçadeira e outra a segurar o gémeo para não saltar!!!

Saio do parque (quase 1’ depois...mãezinha), e começo a correr devagar para que não me desse nenhuma caímbra ali à frente de toda a gente. Passo pela água, bebo um bocado e quando vou a entrar no percurso TAU!!! Caímbra!!! Tive de parar, esticar as pernas, e voltar a correr aos saltinhos e com um dos gémeos completamente presos... passa o tal parceiro do tri-oeste que tinha chegado à minha frente na 1ª corrida e o Fernando Feijão. Faço um esforço descomunal para seguir atrás deles e ao chegar ao cotovelo lá mais à frente, já as pernas se tinham soltado e conseguia correr normalmente! A partir daí segui atrás do Feijão até final (o homem tem cá uma pedalada) e ainda consegui passar 1 ou 2 pelo caminho...

Resultado: 1h17’23’’ terminando em 38º da Geral e tendo feito provavelmente o melhor resultado que alguma vez vou conseguir :P

Grande Prova esta! Para o ano caso se realize, estarei lá outra vez e com mais pessoal.

O amigo Paulo do Carmo, chegou alguns minutos depois, com um sorriso na cara, e terminou com uma prova muito regular, principalmente para quem se estriava e num percurso ainda assim com alguma exigência (no btt).

Próximas: Duatlo das Lezírias – Vila Franca Xira – 18 de Fevereiro
G. P. Do Atlântico (10km) – Costa de Caparica – 25 de Fevereiro

domingo, janeiro 14, 2007

1ª Prova do Troféu das Colectividades de Loures


No dia 7 de Janeiro de 2007,

ficou registada como 1ª prova de 2007, o VII Circuito do Centenário da Cooperativa “A Sacavenense" inserido no 23º Troféu das Colectividades do Concelho de Loures.

Participei, inscrito como atleta do ACR da Mealhada, nesta prova de 6km (2 voltas de 3km), e em que o percurso era um autêntico carrocel, com subidas e descidas pronunciadas. A prova correu bem apesar do frio, e foi a "fundo" do princípio ao fim. Depois de criado o grupo à minha volta, onde se incluía a 1ª classificada feminina, o mesmo foi junto até à última súbida onde se decidiram os lugares finais.

Terminei em 21º do escalão de séniores com o tempo de 22'03'', mas não sei quantos terminaram.

Os tempos registados à passagem dos km foram os seguintes: 3'24'' , 3'24'', 3'46'', 3'50'', 3'37'', 3'59''.

domingo, dezembro 17, 2006

GP DE NATAL 2006 - 9KM (34'20'')



Mais um fabuloso tempo por parte deste atleta de eleição, a conseguir manter a morte à porta, e a seguir em estado clínicamente instável até bem perto da meta, onde passei já com o batimento cardíaco naquele bip contínuo irritante...!

Partida perto da frente... mijinha à última da hora impediu melhor colocação para o disparo. PUM!!! É verdade, durante o aquecimento deu para ver o "Mister" Carlos Lopes... o Campeão!

O aquecimento de 10' fez com que o primeiro km fosse feito de língua de fora, ainda passei algumas pessoas nos primeiros 1500m... a partir daí acho que só passei mais umas 2 ou 3 pessoas, e fui passado por uns 30 ou 40...

Quando saí da 2ª circular já ia a morrer, e esgotei mesmo perto das águas depois da saída do último túnel... que parede!

Fui apanhando sucessivas boleias até ao Saldanha, onde passei ao minuto 26, e onde a partir daí o percurso passava a ajudar o utilizador e nos empurrava escada abaixo!

Suportada a descida a ritmo mais ou menos descontrolado, passo todo contente com o objectivo da média inferior aos 4'/km assegurado, registando 34'20'' à média de 3'48''/km.

Próxima prova, mais uma estreia, na São Silvestre dos Olivais a 30 de Dezembro, 10km!

Até lá a ver se ponho as bicicletas na rua... já estou com saudades!

domingo, dezembro 03, 2006

MARATONA DE LISBOA (1h29'09'' [PB]) - Powered by Fernando Carmo


Mais uma participaçao da equipa #1, desta feita representada por:

Luis "de las Gambas" - maratona
O Mito (je moi) - meia
Paulo "Arregaça" - meia
Bruno do Barran - meia
Joao do Carreiro - meia
Ricardo Zen - prova aberta

A minha corrida,
foi iniciada de forma rápida demais, já que não tinha aquecido como deve ser, e quis ser garganeiro ao seguir a "cauda" das duas primeiras classificadas da meia naquele momento, (1 delas a vencedora). Prova disto foi o registo de 3'19'' no primeiro km, andamento claramente acima das minhas capacidades... para uma prova de 5km... quanto mais para uma meia!!!

Depois fui surpreendido com a ida ao Poço do Bispo, uma vez que no percurso disponibilizado na net, falava em Xabregas. Isso fez com que não conseguisse chegar juntamente com as primeiras senhoras à 1ª passagem no Terreiro do Paço, para assim recolher os aplausos alheios!

Após passar o único local com público (10,5km), e já denotando algum cansaço, sigo a estratégia de ir apanhando boleia dos atletas mais rápidos mas tentando nao ultrapassar as 180ppm (o meu LAN), e assim que começavam a aumentar o ritmo, abrandava muito ligeiramente ate aparecer outro "comboio".

Depois do retorno, o vento passou a estar a favor e a coisa tornou-se mais... quente! A ausencia de vento na cara e o sol que de repente se instalou (o meu polar marcou 30ºC), fizeram com que parece-se estar a fazer uma maratona em Maio em vez de Dezembro!

Os ultimos 5 km foram feitos a tentar nao descontrolar, e o objectivo de melhorar a marca anterior (1h31'08'') foi atingido, tendo ainda cumprido o objectivo seguinte que seria baixar das 1h30' ! O objectivo escondido na manga e nunca revelado era baixar das 1h28' (xiiiiiuuuu)...

De resto no ano passado, embora no percurso que subia a Praça do Chile, fiz 1h49'. Mais 20 minutos!!!

Splits:
5k=19'25''
10k=40'33''
15k =1h02'18''
20k=1h24'13''

quarta-feira, novembro 29, 2006

MEIA MARATONA DA NAZARÉ (1h31'08'') - Powered by Fernando Carmo


Integrando pela 1ª vez a equipa #1, participei pela primeira vez na mais antiga das Meias portuguesas, acompanhado pelos parceiros de equipa Paulo "Arregaça" e Luis "de las Gambas".

O objectivo era baixar a minha marca pessoal nas meias, qualquer coisa como 1h03'... ai não espera... isso é nos 10km... portanto era para baixar das 1h36' e uns pozinhos!

Saí no meio da manada, e portanto o primeiro km foi de slalom e pára-arranca.

Fez-se o circuito da Nazaré, que inclui uma pequena subida, passámos novamente no local da partida e seguimos depois em direcção a S. Martinho do Porto.

Na ida e volta até ao bidon!, apanhamos respectivamente uma longa subida embora pouco inclinada e a consequente descida. Como não sabia que não havia gel, ou bebidas energéticas, não levei gel, tendo portanto batido na parede por volta dos 15km. Daí até final foi a penar fininho!

Sprint final gigante, mas apenas psicológico, já que o último km foi feito quase nos 6' por km...

SPLITS:

5km = 20'45''
10km = 41'42''
15km = 1h03'33''
20km = 1h26'25''

segunda-feira, junho 12, 2006

1ª MARATONA BTT DE SINTRA

Antes de mais devo explicar que este longo período sem postas, (que até faz parte da rotina deste blog), deve-se a uma lesão no sacro-ilíaco obtida numa prova de dualto no Cadaval.

A prova do Cadaval, até não correu mal para o treino que levava, mas devido a isso mesmo, tive mais tarde que pagar a factura de andar acima das capacidades (diga-se de passagem que eu até nos treinos ando acima das capacidades...). Mais 15 dias e tou como novo, espero eu.

Mas isso é a correr, a andar de bicicleta dói-me menos... pelo menos no início.

Este Sábado dia 10, aconteceu a 1ª Maratona BTT de Sintra, organizada pelo Clube Praças da Armada, e que deixou muito boas indicações quanto à sua capacidade organizativa. E por falar nisso vamos à já habitual classificação:


Percurso: 9
Marcação: 9
Abastecimentos: 9
Assistência: 9
Dificuldade Física: 8
Dificuldade Técnica: 7
Extras: 8
Preço/Qualidade: 8

GERAL: 9


Semana atribulada devido a problemas gastro-intestinais, deve ter sido alguma coisa que be...comi! Chego lá à zona da partida em 1º, da equipa HBT, pois nenhum dos coxos tinha chegado. Como é que isso aconteceu? É fácil de explicar. Durante a noite levantei-me algumas vezes para urinar/cócózar, e da última vez disse "epá se calhar já não vale a pena voltar para a caminha..." e não voltei!

Confesso que estava com medo do meu corpinho (mas do que das outras vezes), uma vez que o estado de fraqueza era grande de manhã. Mas depois lá fui recuperando durante o aquecimento e início da prova.

Nesta prova, devido à ausência do Brandinho que teve uma lesão por esforço no olho, e o Pereira's que não apareceu porque tinha de dormir mais um bocadinho, alinharam à partida 4 HBT's, que passo a apresentar por ordem de capacidades físicas/técnicas/tácticas/humanas/ e outras que se lembrem (mas só coisas positivas ou muito positivas) :
  • Ricardo "O Mito" Silva
  • Sr.Prof. DÁrio, D. Rodrigo, Carlão Tralhão

Juntou-se aínda ao grupo o Pedro Maia (referência mundial em desportos de ginásio) que faz parte da família apesar de não envergar a camisola.

Haveria uma ida em pelotão até à Vila de Sintra, e à saída da mesma em direcção aos Capuchos e Palácio da Pena, o safety-car encostaria às boxes e as máquinas poderiam abrir as hostilidades.

Haveria uma ida em pelotão, porque como já vem sendo hábito o Sr.Prof. deciciu ser ele a fazer de batedor aos carros da polícia e organização, e logo toda a gente começou a querer fazer o mesmo, ficando desde aí a ideia de passeio até sintra posta de lado... foi mais um teste de arranque a fundo / travagem a fundo desde S. Pedro a até Sintra (contabilizei 437 testes)!

Chegados ao início da subida para os capuchos, a estrada "abriu" e rapidamente os mais rápidos formaram um grupo e partiram, onde se incluía entre outros o José Henriques!

Eu, juntamente com o Sr. Prof, e um nadinha mais atrás o D. Rodrigo, fcamos ali entre os 2 grupos da frente (deveriam estar 5 a 6 atletas à nossa frente), e chegamos lá acima os 3 juntos mais outro rapaz. Confesso que até aqui não ia muito muito cansado, e já íamos no km 6 ;)

Entramos de seguida no magik trail (single track mágico) onde o D. Rodrigo deixa cair o bidon e volta para trás, tendo mesmo assim nos apanhado poucos km mais à frente...

Seguimos os 3 juntos até ao primeiro abastecimento sensivelmente ao km 18, onde eu parei e eles não. E foi assim que lhes perdi a roda. Tive mesmo de parar porque sabia que vinham aí subidas longas e o calor já apertava, e como eu só tinha um bidon, lá teve de ser... para a próxima ponho 2...

terça-feira, maio 02, 2006

Porra!!! Não é por aqui...


As Maratonas ou Raids de BTT nunca passam duas vezes no mesmo sitio. Pelo menos nunca são em circuito. E acho bem. Não há palhaçadas como nas provas de Triatlo curtas, tipo Triatlo do Estoril: "opá, estás em que volta???"
Nas Maratonas de BTT um gajo não anda às voltas. Mas pode acontecer um gajo ficar com a cabeça a andar às voltas.
No Domingo passado, na primeira edição do Raid em Aveiras de Cima, fiquei com a cabeça às voltas. Nem o pessoal com GPS sabia onde estava. Com umas boas marcações, os 68kms desta prova, eram um bom teste às capacidades de bttistta trambalazana que detenho com orgulho. Sempre fui um "roadie", e só o pó no bidom da bebida me deixa doente (não desculpem lá, mas camelo é coisa que não uso; tenho lá um em casa novinho, com oito anos de idade!!!). Agora perder-me era coisa que não estava no programa. Depois de meia hora, com mais alguns atarantados, que nem com o GPS e o track lá metido me sabiam dizer onde raio estávamos, lá consigo dar com o percurso, mas 8 km mais à frente, perdendo a passagem no posto de controlo, e mais importante, a segunda zona de abastecimento, que se colocaria ao lado dos melhores Ironman em que estive presente. Só a bifana na brasa destoava (porra, bifana na brasa, quando um gajo ainda tem que fazer 42km??? Fosga-se!).
Eu aos 55km, para um mano todo roto: Desculpa lá, quantos kms tens na maquina?
Gajo todo roto: 63...
Eu: Porra!!! E quantas vezes foste controlado??
Gajo: Três!!!
Eu: Porra!!! (outra vez), Só tenho dois controlos... E já passaste na ZA2 ?
Gajo: Sim, era no fim de três subidas lixadas...
Eu: Porra!!! (pela terceira vez, quantas devia ter picado o dorsal) E eu vou aqui seco sem nada para beber.

Contas finais:

Perdas:
- um Domingo;
- 8kms;
- uma classificação final no Raid;
- uma zona de abastecimento com bifanas;
- uma afinação na bicicleta;

Ganhos:- um empeno nas pernas e nos braços (porra, custa segurar no volante no BTT);
- um escaldão;
- uma classificação no passeio (porra!! no passeio!!!);
- uma bicicleta toda cagada de pó e lama;
- uma queda;

Balanço final: Porra!!! Não é por aqui...

Do vosso companheiro.

Pedala como eu falo;
vem pedalar como eu pedalo.

terça-feira, abril 18, 2006

6 HORAS DE GRÂNDOLA


Resistência BTT - 6 Horas de Grândola

Percurso: 9
Marcação: 10
Abastecimentos: 9
Assistência: 9
Dificuldade Física: 8
Dificuldade Técnica: 7
Extras: 8
Preço/Qualidade: 8
GERAL: 9

Epá, esta prova é daquelas que eu digo sempre que para o ano lá estarei! É que é difícil encontrar uma falha em tudo o que a envolve. Só mesmo se for para dizer mal por dizer... bem... por acaso, parece que na parte das classificações, apesar de não poder ter assistido à entrega de prémios, existiram algumas falhas com os chips, tendo atletas ficado com voltas a menos, mas tirando este pormenor, foi mais um dia glorioso de btt a que o pessoal do Rodas Clube já nos habituou... Voçês elevam o btt, e depois o pessoal habitua-se...é a vida!

Quanto ao relato da prova em si, este começa com umas massas na noite anterior (MASSA TRICOLOR + CAMARÕES DE MOÇAMBIQUE 1/2 (pareciam vitelinhos) + PIMENTOS + COGUMELOS FRESCOS DO BOSQUE + FIAMBRE FINISSIMOS, isto tudo regado com o mais virgem AZEITE DO CONVENTO DAS FREIRAS ALGEMADAS com 0,000021% de acidez), massas estas que ainda sobraram para o dia seguinte, e que foram consumidas na estação de serviço de Alcaçer do Sal. Tavam tão boas as massinhas...

Isto tudo para dizer que hidratos não me faltavam, e vontade de ir à casa de banho ainda menos... O que me faz saltar imediatamente para depois do excelente check in das bikes, onde num ataque intestinal colectivo, a equipa dos HBT, resolve tomar de assalto a casa de banho dos homens, e uma cabine das mulheres... É que apesar de sermos todos homens, há um de MIM que é mais esperto e safou-se ao ensaio geral do fogo de artifício do Funchal na casa de banho ao lado! Até o Brandinho, que pesa 749 kg teve dificuldade em sobreviver ao "nevoeiro" que ali se abateu. Xernóbil ao pé de Grândola pareceu uma fugazinha de gás...

Findo este triste episódio foi altura de rumar ao local de partida das 6 horas, que este ano foi alterado para mais perto da estrada de alcatrão o que se verificou ser mais uma opção acertada. Este ano em vez da ponte Cavalo/Égua, tinhamos à disposição uma ponte escoteira a fazer lembrar os filmes do Indiana Jónes mas mais rente ao chão... um must!

Preparadas as máquinas, os abastecimentos (alguns com precisão farmacêutica, não é Sr. Prof. Dário?), e as indicações à assistência pessoal da equipa, composta pelas famílias do Sr. President (mulher e filha), do Carlão (mulher) e do Dom Rodrigo (namoradas e amigos), que nalguns casos chegaram a livros de 300 páginas com índice e tudo (não é Sr. Prof. Dário?), fomos então colocar as bikes no já completamente cheio parque fechado...

A minha bike ficou estrategicamente colocada ao calhas (já vem da minha larga experiência de 2 meses em provas de triatlo), e lá fui ter com a restante equipa para ouvir o briphing do Sr. President...do Rodas Clube! Algures no meio, ainda se ouvio o speaker a dizer que o briphing que já tinha começado, ia começar, belo!?

Tudo a postos... PUM!!! Não... ainda não era o tiro de partida... foi apenas alguém que atirou para a atmosfera o mais sonoro dos peidos que os meus simétricos ouvidos alguma vez registaram... aqui entre nós só pode ter sido o NOGAT!

Agora sim, PUM!!!! Tudo a correr para a frente, e depois para trás levando os que vinham para a frente no bico e vice-versa. Deve ter sido bonito visto de fora... tipo um formigueiro quando se cospe lá para cima!

Pelas fotos que já vi, quando passei a meta, haviam cerca de 4 pessoas atrás de mim, o que sugeria que iria fazer uma prova ao meu estilo... de trás para a retaguarda! Ainda passei alguns turistas no início, mas assim que começou a subir a cerca de 1km da meta... eu que vou sempre na talega, fui tirando mudanças atrás, até que o desviador e corrente ficaram tão esticados que já nem os conseguia tirar com as mãos, tendo que parar, tirar o travão e a roda traseira, colocar a corrente no sítio e voltar a montar. Fiz isto nas 3 primeiras voltas, depois começei a pensar se não seria melhor utilizar os outros pratos, e já não tive mais problemas até final...

Mas durante esta primeira volta, e apesar deste precalço, apanho com a maior das facilidades os colegas Brandinho, e JESUS, que nos seus ritmos de 3ª idade faziam a longa subida a passo de caracol. O Dom Rodrigo entretanto também estava com problemas de transmissão e ainda foi ali "a estalar" durante um bocado. Assim que resolveu os problemas, passou por mim e foi brincar às corridas lá mais para a frente.

O percurso deste ano era diferente, em parte, do do ano passado e quanto a mim até foi mais fixe! Para mim era dividido desta forma:

  • Zona da Meta (ponte + público)
  • Sobe e Desce ligeiro (para aquecer)
  • Longa subida (para diferenciar)
  • Single Track no precipício (mágico)
  • Descida (separava os Ricardos dos Outros)
  • Longo duplo single track (para os roladores)

Em 13km não se podia pedir mais! Só tenho pena que não existam as 600 horas de Grândola...

No final da primeira volta pelo que me informaram, a equipa estava assim distribuída:

NOGAT > Sr. Prof. Dário > President > Dom Rodrigo > "O Míto" > Carlão > Brandinho > Zé das Peras e o JESUS nas 3 horas

Quando vou a terminar a 2ª volta vejo o Carlão já vestido... e começo a pensar que se calhar estaria a fazer um ritmo demasiado rápido pois já estava a começar a ter alucinações... "Então pá? Que é que tás a fazer vestido? Não vez que assim te vais sujar todo??" ... mas afinal depois de várias quedas e problemas mecânicos, o Brasileiro Voador decidiu fechar a loja, antes que partisse mais qualquer coisa. É que a aeróbica é muita mas a técnica ainda está a crescer, pelo que descidas e lama ainda são um inimigo feroz... mas depois foi exemplar no olear da minha corrente... treino é treino!

Quando vou a terminar a 3ª volta, tá o Dom Rodrigo, desequipado, junto ao Carlão, e eu "MAU!!! Mas que é isto e tal???" Então quando é que me vai tocar a mim esta coisa de encostar às boxes??

Ao que parece, o Dom teria ficado sem travões, teve 2 furos, e sabe-se lá mais o quê... é por essas e por outras que eu prefiro V-Brake... ao menos o ferro ainda faz algum atrito lá no aro...

As 4ª e 5ª voltas terão sido por ventura as minhas mais rápidos, pelo menos assim o pareceu, já que para além de n ter tido problemas mecânicos, passei a descer tudo montado, ao contrário das voltas anteriores onde apanhei sempre molhada na zona do despiste. Mas o chip o dirá, caso hajam tempos por volta...

Na 5ª volta ainda apanho o Zé das Peras fresquinho fresquinho, com um sorriso nos lábios, como se tivesse começado à 1 hora atrás. Ó Zé , fizeste mais do que 1 volta??

Coisa nunca antes vista foi a 1ª cãimbra aparecer apenas passadas 5 horas de prova, o que se deveu concerteza às massas, bananas e abundante comida durante a prova (incluíndo a KÍXE da mãe do Carlão, que só de me lembrar até se me arrepiam os pelos do braço). Na última volta, fui portanto atacado por uma cãimbra de grau 6 na minha escala de 10, e que me obrigou a um momento ZEN nas pastagens próximas da zona da meta... 5 minutinhos em sintonia com os passarinhos e alguns alongamentos, foram suficientes para fazer o restante percurso sem precalços de maior...

Ainda fui apanhado pela Catarina Canha na subia longa, mas no final da subida senti-me bem e avancei.

Cheguei estranhamente fresco, face ao treino que NÃO tenho tido. Isto de não treinar é que dá resultados...

No final a equipa ficou ordenada da seguinte forma:

1º NOGAT

2 º Sr. Prof. Dário

3º "O MITO" - fresco como um cogumelo

4º El President

5º Brandinho (0 - 3 no campeonato interpessoal)

6º Zé das Peras - quase tão fresco como eu...

7º Dom Rodrigo (3 voltas)

8º Carlão (2 voltas)

...

1º Jesus (nas 3 horas)

Resumindo, foi um dia muito bem passado, e em que me diverti nos trilhos como há muito não o fazia...

NOTA ESPECIAL: Não façam a prova no fim-de-semana da Páscoa!!!

OUTRA NOTA ESPECIAL:

Parabéns ao Nuno Amaral e sua equipa por já hoje (Terça-feira) terem a reportagem "nas bancas"... Isto é que é pessoal com resistência acima da média!

segunda-feira, abril 10, 2006

X DUATLO DAS LEZÍRIAS

10º Duatlo das Lezírias

Percurso: 7
Marcação: 10
Abastecimentos: --
Assistência: --
Dificuldade Física: 8
Dificuldade Técnica: 0
Extras: 7
Preço/Qualidade: 7

GERAL: 8


À terceira foi de vez...

Estava para ir a esta prova desde 1785, ainda a organização da prova andava a cavalo. Mas em 2004 é que resolvi mesmo ir. Nesse ano estava a chover, e como não queria causar má impressão ao público feminino (aquilo à chuva encolhe mesmo), deixei para o ano seguinte.

Em 2005, estava um sol do cacete, mas eu estava tão molhado como se estivesse em 2004. Ardia em febre e suores frios e voltei a ter que adiadar a estreia no mítico Duatlo das Lezírias. Mítico por quê??, perguntam vocês. Sei lá!!! Agora tenho que saber tudo queres ver...!!!

Já estamos no ano de 2006 e o sol brilha como o sol.
Desta vez, nem chuva, nem febres, suores frios, nem euromilhões nem nada. Tudo indicava que poderia finalmente participar na prova.

E assim foi. Eram 9 horas quando lá cheguei, e ás 10 e tal chega o meu arquirival Brandinho, acompanhado de sua dama e do Zé "Carris" (motorista encartado). A única coisa para que um Brandinho serve, é para desapertar pedais que mais ninguém consegue desapertar...

Frases como "Com esta chave nunca lá vais...", ou "Mas porque é que soldaste esta merda?!?" ecoaram no recinto, e rapidamente deixaram de fazer sentido quando a mãozinha do Brandinho fez uma leve pressão e... desapertou o pedal como se estivesse a desenroscar uma tampa de manteiga num frasco de vaselina! Tive eu até às duas da manhã em cima da chave de bocas com os 2 pés e o puto ao colo!!!

Desfa forma, consegui ter os 2 pedais de plataforma instalados e salvaguardar males maiores para o segmento de ciclismo.

Já com a bike no parque de transição, fui fazer o meu aquecimento/derretimento primeiro com o Tintim (conhecido do ginásio da expo) e depois com o Brandinho e o Zé Carris.

Aproximava-se muito rapidamente a hora da partida e era altura de nos posicionarmos na meta, de forma a poder sair como gosto... para a frente!

Rodiados do que melhor há em termos de atletas de triatlo/duatlo/btt(?), lá soou a corneta que indica que são horas de ir andando. Primeiros 100m a tentar acompanhar a manada, surge a primeira curva à direita e damos início ao primeiro segmento de corrida, já em estradão de terra batida, e com muita gente a passar por mim... tudo normal portanto! Nisto vejo uma cara (e não só) conhecida - Bárbara Clemente - que faz com que este monólogo desfile na minha mente:

"Tu não fazes ideia a que velocidade tens que ir pois não?"

"Não!"

"Então e que tal se tentasses seguir ao ritmo de uma miuda que treina todos os dias e deve saber perfeitamente a que velocidade deve ir?"

"Boa! Bem jogado! Ó Bárbara, pera aíííííííí´....."

E lá fui eu então, primeiro apenas a 90% da minha pulsação e depois por aí acima. Chegamos à zona de retorno no meio da leziría, com o calor a fazer-se sentir de forma quase veraneja, e é altura de fazer o percurso inverso, e verificar quem vem onde e em que estado, se morto ou se defunto!

Uma vez que seguia atrás da primeira classificada feminina, os paparazzi não me largavam, pelo que nos 3 diários desportivos nacionais, em pelo menos 2 deles devo ser capa central. Já perto do parque de transição, vejo os primeiros a voltar para trás, e pergunto-lhes se se esqueceram de alguma coisa?!?! E porque é que eu faço esta pergunta inocente? Porque o Brandinho fez o obséquio de me enganar e dizer que era apenas uma volta!!!! Ora bem, quando eu percebo que ainda tinha que dar outra volta igual, e vou iniciar o pranto desalmado, eis se não quando entro na zona do público e tenho que atrasar o choro por mais 5 minutos. Sim, porque já é mau um gajo de licras, quanto mais um gajo de licras a chorar!!!

Os 2ºs 2,5km do primeiro segmento, são "à morte" atrás da Bárbara, quase quase a perder o rab...combóio de vista, mas sempre com o pensamento "Tenho que chegar à zona do público com a Bárbara, Tenho que chegar à zona do público com a Bárbara, porque isso me vai dar mais fotos de certeza...", e lá consegui chegar à zona de transição junto com ela e mais 2 ou 3 indivíduos masculinos de licra.

A transição é feita magistralmente, ao som do do último sucesso do Quim Barreiros, o que ajuda a um gajo se querer despachar para sair dali. Esta Federação não descura nenhum pormenor!

Consigo sair, precisamente ao mesmo tempo da Bárbara, mas monto(!) primeiro (já levo 15 anos disto... e de bicicletas 23...). Olho para trás para ver se ela se colava, mas o ritmo que impus só estava ao alcance... de mais 30 gajos, e portanto segui em frente... mais uma vez!

O segmento de ciclismo, todo ele planinho e, salvo um troço final, lisinho, foi feito sempre a recuperar posições com a ajuda de mais 3 ou 4 parceiros do pedal. Nem uma cãimbra e senti-me como peixe na água.

Passados pouco mais de 40 minutos, estávamos a chegar novamente ao parque de transição, para dar início ao último segmento de corrida. Sede era a palavra de ordem, pois tinha levado pouca água no bidon e o calor era muito.

Quase tão bem como a primeira transição, depressa me despachei das coisas e desatei a "correr". Esta corrida foi feita atrás de alguém do cartaxo e penso ter passado uma pessoa e ter sido ultrapassado por 1 ou 2, já não me lembro bem.

Sei apenas que quase não conseguia respirar, tal era a sede, e que os últimos metros foram feitos quase a planar... Mais mil metros e tinha que ir às boxes.

Resultado: 55º da geral com 1h12'58'' a mais de 10' do primeiro.

Apesar de tudo, penso que dificilmente com o treino que (não) tenho tido, conseguiria fazer melhor. Tudo correu bem! Principalmente o facto de deixar o coxo do Brandinho a anos luz (quase 8').

PRÓXIMAS PROVAS:

  • 15 de Abril - 6 Horas de Grândola (Resistência BTT)
  • 30 de Abril - Duatlo do Cadaval - Campeonato Nacional de Clubes